E eles, como vão?

Já se disse, aqui, que o Campeonato Holandês não tem um nível técnico muito alto, não sendo páreo para as quatro grandes ligas europeias e perdendo até para congêneres como Portugal, Rússia e Ucrânia. Além disso, tendo em vista a classificação da Eredivisie ao final do primeiro turno, a disputa da primeira posição é equilibrada: sete pontos entre o primeiro e o quinto colocado, com um returno pela frente. E, como se sabe, nem sempre um campeonato equilibrado é sinônimo de alto nível na disputa.
Ainda assim, é justo reconhecer que os melhores times da Eredivisie cresceram de produção nos últimos tempos. Ajax, Twente, AZ e PSV (o quarteto que domina o futebol do país atualmente) não são times de se jogar fora – embora, claro, não tenham força para rivalizar com os gigantes continentais. É lícito imaginar que pelo menos uma dessas esquadras possa ir longe na Liga Europa. E, atualmente, a Eredivisie anda bem mais agradável do que em outras temporadas, quando o campeonato parecia definido já no início do returno.
Não é o que se vê agora, com o AZ apenas um ponto acima do PSV – com Twente e Ajax à espreita, e com times que têm todas as condições de serem dignos campeões holandeses. Caso esse equilíbrio continue, aliado com uma evolução lenta, mas segura, de nível técnico no campeonato, o futebol holandês só tem a ganhar. Mas, por enquanto, é melhor ver a quantas andam os 18 times da elite.
AZ
Posição: 1º lugar, com 38 pontos (12 vitórias, 2 empates e 3 derrotas)
Técnico: Gertjan Verbeek
Destaque: Adam Maher
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: os concorrentes estão perto, mas as ambições cresceram. No momento, é o favorito ao título.
Já se sabia, há algumas temporadas, que o AZ tinha uma equipe bastante entrosada e sólida. Poderia não conquistar títulos, mas era certamente uma das cinco melhores equipes da Holanda. Gertjan Verbeek teve a sorte de a espinha dorsal do time ter se recomposto da saída de Schaars com rapidez. E, graças ao entrosamento do meio-campo e às boas surpresas que foram os desempenhos de Esteban, no gol, e Adam Maher, na armação, os Alkmaarders conseguiram o “algo a mais” que faltava para estarem na liderança da Eredivisie.
A virada do ano trouxe certas dúvidas: o clube teve alguns tropeços (terminou 2011 perdendo para o NAC Breda, por 2 a 1, com gol no último minuto), e já perdeu um titular na janela de transferências (Wernbloom foi comprado pelo CSKA Moscou). O segundo turno será desafiador, pela proximidade dos adversários. Mas o AZ continuará na disputa do título. Já provou isso.
PSV
Posição: 2º lugar, com 37 pontos (11 vitórias, 4 empates e 2 derrotas)
Técnico: Fred Rutten
Destaque: Dries Mertens
Objetivo do início: título
Perspectiva: enfrenta mais irregularidade do que o recomendável. Mas vai crescendo, aos poucos, e pode voltar a ser campeão
Uma das primeiras notícias de destaque no futebol holandês em 2012 foi a confirmação: após três anos, Fred Rutten deixará o PSV ao final da temporada. Pode parecer que o trabalho terá um tom de decepção – afinal, Rutten não ganhou nada no comando dos Boeren. Mas talvez a saída anunciada tire um pouco de responsabilidade do time. E isso é altamente necessário. Porque o PSV tem o melhor elenco da Holanda, como já se disse aqui. E, no entanto, sempre que aparenta decolar, encontra um tropeço no caminho – como a derrota para o Feyenoord.
Não adianta ter Strootman, meio-campista que cresceu muito de produção; Mertens, o melhor jogador da Eredivisie atualmente; Matavz, finalizador promissor; uma defesa razoável… Os Eindhovenaren ainda sofrem com a irregularidade. Quem sabe, com uma boa sequência de resultados no início do returno, a pressão diminua. E o time possa voltar a ser campeão nacional.
Twente
Posição: 3º lugar, com 33 pontos (9 vitórias, 6 empates e 2 derrotas)
Técnico: Steve McClaren
Destaque: Luuk de Jong
Objetivo do início: título
Perspectiva: As atuações estão mais discretas. A troca de técnico foi inesperada. Mas os Tukkers continuam sólidos, na disputa da ponta.
Ainda se compreende a razão de Fred Rutten ter decidido sair do PSV. Mas a demissão de Co Adriaanse foi inexplicável por parte do Twente. Tanto que até o presidente do clube, Joop Munsterman, reconheceu que mandar Adriaanse embora, num trabalho que vinha satisfazendo, era “dar um passo atrás”. Somente a esperança e a mística de contar com Steve McClaren, o comandante do título em 2009/10, pode fornecer alguma explicação.
Menos mal que o time não deve ser muito atingido. Porque, para variar, soube se recuperar bem das perdas na janela de transferências. Ruiz saiu? Pois Bajrami e Marc Janko dão conta do recado. Sem contar Luuk de Jong, que de finalizador transformou-se em jogador versátil, podendo ser colocado como armador (e cumprindo bem a tarefa). De quebra, jogadores undamentais, como Douglas e Brama, seguem bem.
Passada a surpresa, a impressão é de que, embora já tenha sido mais brilhante, o time de Enschede ainda continua sendo concorrente de respeito na Eredivisie.
Ajax
Posição: 4º lugar, com 33 pontos (9 vitórias, 6 empates e 2 derrotas)
Técnico: Frank de Boer
Destaque: Christian Eriksen
Objetivo do início: título
Perspectiva: os Ajacieden não renderam tudo o que podem, ainda. Mas a motivação prossegue alta. Uma reação é bem possível.
Pode parecer que a temporada do Ajax é decepcionante. Para um time vindo de um título empolgante, acabando com um jejum de sete anos na Eredivisie, estar apenas na quarta posição – sem contar a eliminação na Liga dos Campeões. Mas, ainda assim, decepcionante não parece ser um adjetivo apropriado para o que o time de Amsterdã mostra em campo. Porque, enquanto a situação interna continua turbulenta, a equipe de Frank de Boer mostra ampla capacidade de reação. A defesa tem fragilidades, sim. Adora jogar em linha. Mas Alderweireld e, principalmente, Vertonghen apresentam técnica elogiável.
No meio-campo, embora seja coadjuvante, Theo Janssen sai a contento. E Christian Eriksen assumiu naturalmente o papel de principal armador, com segurança invejável para alguém de 19 anos. Siem de Jong, então, virou um atacante de bom nível técnico – e sem eclipsar Ebecilio e Sulejmani. Ainda há as promessas sendo experimentadas, como Lukoki, Ligeon e Klaassen. Mas o principal nem é o nível técnico. É a vontade que o Ajax apresenta em campo. Se ela for mostrada no primeiro jogo de 2012 pela Eredivisie (“só” contra o AZ), e no resto do returno, pensar no bi é bem razoável.
Feyenoord
Posição: 5º lugar, com 31 pontos (9 vitórias, 4 empates e 4 derrotas)
Técnico: Ronald Koeman
Destaque: John Guidetti
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: a surpresa mais agradável da temporada. A vaga desejada tem tudo para vir, até diretamente. E sonhar com LC não é proibido…
A principal justificativa para a demissão de Mario Been e a chegada de Ronald Koeman ao De Kuip foi a “falta de confiança do elenco”. Passadas 17 rodadas da Eredivisie, dá para se dizer: a troca foi bem feita. Porque, sob Koeman, o Stadionclub apresenta uma equipe de muita garra. O time jovem pode até nem sair ganhando, mas a dedicação é indiscutível.Porém, de nada adiantaria se a equipe não tivesse algum talento.
E ele vem com a rapidez de Jerson Cabral, no meio-campo. A segurança crescente do miolo de zaga. E, principalmente, com os gols de Guidetti, que caiu nas graças da torcida. Esta, aliás, percebendo a entrega dos garotos, apoia o time incessantemente. Resultado: uma moral alta, que resistiu até a derrotas como o 6 a 0 sofrido para o Groningen. E que só cresce com resultados como as vitórias sobre PSV e Twente, ou o empate no clássico contra o Ajax. A motivação, o esforço e esse punhado de talento é o que pode permitir ao Feyenoord sonhar em seguir surpreendendo positivamente como faz em 2011/12.
Vitesse
Posição: 6º lugar, com 29 pontos (8 vitórias, 5 empates e 4 derrotas)
Técnico: John van den Brom
Destaque: Wilfried Bony
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Perspectiva: outra surpresa boa da Eredivisie. A equipe se mostra entrosada, e deve conseguir lugar nos play-offs da Liga Europa.
Pelo menos, por enquanto, o projeto ambicioso de Merab Jordania para o clube de Arnhem dá resultados razoáveis. Não que os aurinegros já possam querer o título, como sonha o mecenas georgiano. Mas, neste primeiro turno, o Vitesse apresentou um time de nível razoável. Ajudaram para isso algumas aquisições – como Velthuizen, que voltou ao gol, após a passagem anônima pelo Hércules, na Espanha. Ou Wilfried Bony, que cumpre o papel de goleador para o qual foi contratado. Ou John van den Brom, que faz novo ótimo trabalho e desponta como o técnico-revelação na Holanda. E alguns nomes próprios do clube, como Marco van Ginkel, subiram de produção. Bastou para o Vitesse também surpreender positivamente. E, quem sabe, ter caminho diferente dos clubes que se submetem a mecenas e caem tão rápido quanto sobem.
Heerenveen
Posição: 7º lugar, com 28 pontos (7 vitórias, 7 empates e 3 derrotas)
Técnico: Ron Jans
Destaque: Bas Dost
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: comprova que tem um time razoável, até agora. Disputará, seguramente, um lugar no torneio continental
Já se sabia que a campanha do ano passado não tinha muita razão de ser. Afinal, o nível do elenco da Frísia é melhor do que alguns “companheiros” de status “médio”, como Utrecht e Groningen. E a sequência atual mostra isso: um time seguro, que deixou de sofrer com lesões entre os jogadores. Que sabe se portar fora de casa – é o segundo melhor visitante da Eredivisie, só perdendo para o Ajax. Além disso, houve o crescimento de Jeffrey Gouweleeuw, confirmando o status de “promessa” que lhe era dado. O bom desempenho de Bas Dost e Oussama Assaidi, no ataque. E Viktor Elm, promissor meia. Enfim, os frísios consertaram os problemas de que foram vítimas no ano passado. Já recuperaram a confiança de que podem mais. A ponto de anunciarem a saída de Ron Jans, no fim da temporada. É esperar para ver.
Groningen
Posição: 8º lugar, com 26 pontos (7 vitórias, 5 empates e 5 derrotas)
Técnico: Pieter Huistra
Destaque: David Texeira
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: novamente, uma campanha satisfatória, que prova o bom trabalho de Pieter Huistra
Devagar e sempre. Parece ser este o lema do “Orgulho do Norte”. O trabalho de Ron Jans já havia sido bem respaldado: nove anos comandando a equipe. Depois, veio Pieter Huistra. E o ex-jogador teve à sua disposição um elenco mais do que conhecido e entrosado: Tadic, Petter Andersson, Koen van de Laak, Nicklas Pedersen… As revelações também satisfazem principalmente, Lorenzo Burnet e Leandro Bacuna). E o uruguaio David Texeira tem se saído bem no lugar que era de Matavz – ou seja, o de “artilheiro”. Isto é, o Groningen permanece uma equipe tranquila. Não irá brigar pelo título. Nem ficará sob o risco de rebaixamento. E certamente disputará uma vaga nas fases preliminares da Liga Europa, constante nas últimas temporadas.
Roda JC
Posição: 9º lugar, com 24 pontos (8 vitórias e 9 derrotas)
Técnico: Harm van Veldhoven
Destaque: Sanharib Malki
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: poderia estar mais inserido na disputa por um lugar nos playoffs da Liga Europa. Mas ainda há chance.
A ascensão dos aurinegros de Kerkrade também é notável. Há algumas temporadas, a equipe ficava na parte de baixo da tabela (sempre é bom lembrar que, em 2008/09, quase caiu, somente se salvando na Nacompetitie). Mas houve paciência no trabalho de Harm van Veldhoven. O resultado está aí: um crescimento seguro, com a equipe passando a fazer parte da primeira metade da tabela. Uma base que pouco mudou nos últimos tempos. E que teve atuações normais neste turno do Holandês. Mesmo tendo perdido alguns jogadores (o principal deles, Tyton), as vagas foram bem repostas, com substitutos de qualidade (no caso mencionado, outro polonês, Kieszek. É bem certo que o Roda poderia estar mais forte na disputa de um lugar nos play-offs da Liga Europa. Mas isso ainda é possível.
NAC Breda
Posição: 10º lugar, com 21 pontos (6 vitórias, 3 empates e 8 derrotas)
Técnico: John Karelse
Destaque: Ömer Bayram
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: já fez campanhas melhores. Mas, de todo modo, supera o desempenho de 2010/11. E pode entrar na disputa por lugar na LE.
Eis aí mais um clube aurinegro que procura fazer apenas o suficiente para conseguir se manter na divisão de elite do futebol holandês. Só que, ao contrário do Roda JC, os Bredanaren andaram oscilando perigosamente nas últimas temporadas, com um elenco muito envelhecido. Não que a equipe tenha melhorado. Mas, bem ou mal, alguns setores foram rejuvenescidos. Como o ataque, agora contando com Bayram e o emprestado Florian Jozefzoon, trazendo mais movimentação. E os veteranos que ficaram são realmente úteis, como Lurling ou Ten Rouwelaar. É bem certo que o sonho de Liga Europa está mais distante. Mas o time deve conseguir realizar o de sempre: ficar na primeira divisão sem problemas.
ADO Den Haag
Posição: 11º lugar, com 21 pontos (6 vitórias, 3 empates e 8 derrotas)
Técnico: Maurice Steijn
Destaque: Lex Immers
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: deve permanecer na Eredivisie sem problemas. Mas a temporada atual dá a impressão de que a anterior foi uma exceção.
Estão quase todos lá: Jens Toornstra, Lex Immers, os irmãos John e Wesley Verhoek, o goleiro Gino Coutinho… a base que levou o clube de Haia de volta a uma competição europeia (a Liga Europa, nas fases preliminares), após 24 anos, pouco mudou. No entanto, sem o trabalho de John van den Brom, os auriverdes perderam o entusiasmo. Maurice Steijn faz um trabalho correto, e a equipe não deverá sofrer como em outros tempos. Mas, diante do trabalho belíssimo feito em 2010/11, o gosto de decepção está grande, ao ver a zona dos play-offs para competições europeias distante.
Heracles Almelo
Posição: 12º lugar, com 20 pontos (5 vitórias, 5 empates e 7 derrotas)
Técnico: Peter Bosz
Destaque: Samuel Armenteros
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: também deve ficar na divisão de elite. Mas faz campanha discreta. Talvez seja até normal, para o nível do elenco.
Os Almelöers têm um time mediano. Na acepção do termo. Há até jogadores que conseguem levar o time a algum lugar. Principalmente no ataque: Willie Overtoom e Armenteros fazem ótima temporada, contando com o auxílio do brasileiro Everton. Porém, a defesa do time alvinegro é bastante envelhecida – e o goleiro, Pasveer, sofre com inseguranças esporádicas, que o levam a falhas. Entretanto, não é por isso que o trabalho de Peter Bosz corre riscos. Não há muita chance de reproduzir o bom trabalho de Gertjan Verbeek, há duas temporadas. Mas o Heracles faz aquilo que dele se espera.
RKC Waalwijk
Posição: 13º lugar, com 18 pontos (5 vitórias, 3 empates e 9 derrotas)
Técnico: Ruud Brood
Destaque: Jeroen Zoet
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Perspectiva: os Católicos tiveram um ótimo começo na Eredivisie, e a posição atual é razoável. A queda era esperada, mas deve ser controlada.
Nas primeiras rodadas da Eredivisie, o RKC prometia ser a grande surpresa da temporada. Para uma equipe que acabara de subir da Eerste Divisie (e para um clube que sofre com problemas financeiros há muito tempo), ficar na parte de cima da tabela era algo mais do que honroso – frequentando, inclusive, o quinto lugar. O time não teve estofo para evitar a queda. Mas, ainda assim, alguns jogadores dos Católicos continuam deixando ótima impressão. Como o goleiro Jeroen Zoet, emprestado do PSV. No entanto, o RKC precisa “controlar” a queda que teve. Se sofrer sequências de derrotas como as que teve em alguns momentos de 2011, o rebaixamento deixa de ser apenas um fantasma.
Utrecht
Posição: 14º lugar, com 17 pontos (4 vitórias, 5 empates e 8 derrotas)
Técnico: Jan Wouters
Destaque: Jacob Mulenga
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: talvez, a maior decepção da Eredivisie atual. As perdas sucessivas no elenco enfraqueceram muito as possibilidades.
Tudo o que os Utregs esperavam é que as perdas de importantes jogadores, como Vorm, Van Wolfswinkel e Mertens, fossem contrabalançadas com alguns jovens, aos quais o clube vem dando chances vez por outra. Não foi o que aconteceu. Como se temia, a equipe sofreu com as ausências. A base formada por jogadores com mais tempo de casa não conseguiu contrabalançar a excessiva quantidade de novatos. Alguns até sobrevivem no time titular, como Enzio Boldewijn, Davy Bulthuis e Rodney Sneijder. Porém, algumas contratações de última hora foram necessárias – como a do veteraníssimo (42 anos) goleiro Rob van Dijk. Sobrou para o técnico: Erwin Koeman caiu. Diretor de futebol, Jan Wouters terá de dar mais tranquilidade ao elenco, para que este não se assuste com a proximidade da zona do rebaixamento.
NEC
Posição: 15º lugar, com 17 pontos (5 vitórias, 2 empates e 10 derrotas)
Técnico: Alex Pastoor
Destaque: Lasse Schone
Objetivo do início: vaga na Liga Europa
Perspectiva: os reforços não renderam até agora. Os jogadores experientes caíram de produção. É bom tomar cuidado.
Os Nijmegenaren tinham certa expectativa na temporada atual. Excetuando-se as saídas de Jasper Cillessen e Bjorn Vleminckx, a base do time que chegou às mãos de Alex Pastoor era a mesma da temporada passada. No entanto, alguns atletas que desempenharam papel importante no time, como John Goossens, caíram visivelmente de produção na temporada atual. Os reforços, como Ryan Koolwijk e Abdisalam Ibrahim, não disseram a que vieram, ainda. E esta falta de qualidade do time resulta na péssima posição na tabela. Ainda há certa margem de segurança para a zona da Nacompetitie. Mas o NEC deverá ter atenção durante todo o restante do campeonato, para não ter uma surpresa ruim.
De Graafschap
Posição: 16º lugar, com 12 pontos (3 vitórias, 3 empates e 11 derrotas)
Técnico: Andries Ulderink
Destaque: Rydell Poepon
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Perspectiva: os Superboeren vivem situação angustiante. Até que alguns jogadores rendem bem, mas o time não decola. Deve brigar contra a queda.
O time de Doetinchem já chegou a ver algumas boas atuações individuais – principalmente do atacante Rydell Poepon, destaque dos Superboeren desde a temporada passada. Porém, como um todo, a equipe de Andries Ulderink não conseguiu bons resultados – o que já angustia o treinador há muito tempo. Houve derrotas pesadas contra os líderes (o time sofreu 4 a 0 de Feyenoord, Twente e AZ), e os vários jovens do elenco não oferecem qualidade. Já nesta janela, o clube se reforçou, trazendo por empréstimo Ziguy Badibanga, atacante do Anderlecht. Mas, se o coletivo continuar não rendendo, a Nacompetitie será inevitável.
VVV-Venlo
Posição: 17º lugar, com 10 pontos (2 vitórias, 4 empates e 11 derrotas)
Técnico: Ton Lokhoff
Destaque: Ahmed Musa
Objetivo do início: escapar do rebaixamento
Perspectiva: triste, mas nada surpreendente. A exemplo da temporada passada, os Venlonaren devem passar pelas agruras da Nacompetitie. No mínimo.
Só não é possível dizer que os Venlonaren cairão porque o Excelsior consegue estar em situação ainda pior. Mas o aurinegro está em situação paupérrima na temporada. Os únicos jogadores que ainda têm alguma utilidade no elenco devem sair logo, como Musa e Maya Yoshida. Ton Lokhoff, que substituiu Glen de Boeck, não terá nenhuma facilidade para melhorar a situação.
Excelsior
Posição: 18º lugar, com 8 pontos (1 vitória, 5 empates e 11 derrotas)
Técnico: John Lammers
Destaque: Leen van Steensel
Objetivo do início: escapar do rebaixamento.
Perspectiva: Nada indica que o Excelsior vá contrariar a fama de clube “iô-iô”. Queda direta bem provável.
O Excelsior sempre foi visto na Holanda como um clube com histórico irregular. Basta ver as últimas seis temporadas: o time venceu a Eerste Divisie em 2005/06. Subiu, e ficou apenas duas temporadas na Eredivisie, caindo em 2007/08. Mais dois períodos na segunda divisão, e a volta, em 2009/10. Já na temporada passada quase houve a queda: o time se salvou na Nacompetitie. Mas, agora, com um retrospecto péssimo (e o enfraquecimento natural, já que o clube é satélite do Feyenoord, e os jogadores emprestados sempre voltam ao De Kuip), um novo rebaixamento é bem provável.



