Holanda

Com a mesma base

A convocação que Bert van Marwijk fez para os dois jogos contra a Hungria, pelas eliminatórias da Euro 2012, trazia algumas novidades importantes. Claro, a principal delas era a volta de Arjen Robben, oito meses após a história de tensão e superação vivida na Copa do Mundo, deixando a marca de uma grave lesão muscular. Mas também havia a manutenção de Theo Janssen no meio-campo – manutenção justa, pelas ótimas atuações que o jogador do Twente apresenta na temporada. E a ausência de Van Nistelrooy, que mostrava de vez o papel secundário que o atacante tem nessa nova fase da Oranje, ainda que tenha excelentes serviços prestados.

A crença geral era a de que, finalmente, a seleção poderia voltar a jogar no mesmo estilo exibido na África do Sul, com os mesmos jogadores. Mas o destino não quis. E começou a forçar Van Marwijk a ter de escalar o mesmo time que vem sendo utilizado nos últimos jogos da qualificação para o torneio europeu.

Tudo começou com Stekelenburg fraturando o dedo polegar, há duas semanas. Na semana passada, foi a vez de Robben e Janssen: enquanto o atacante lesionou a virilha contra o Freiburg, defendendo o Bayern Munique pelo Campeonato Alemão, o meio-campista saiu do jogo contra o Excelsior, pelo Campeonato Holandês, sentindo dores no joelho.

Depois, foi a vez de Huntelaar, que havia sido convocado, pedir a dispensa, por ainda estar inseguro durante recuperação de um problema no joelho. E, finalmente, Van Bommel foi descartado do primeiro jogo contra os húngaros, com dores na coxa. Tal onda de contusões levou a duas consequências.

A mais imediata, a convocação de atletas para reporem as ausências – como a chamada de um terceiro goleiro, Jelle ten Rouwelaar, do NAC Breda, e a vinda de reservas já frequentes dentro da seleção, como os atacantes Luuk de Jong e Jeremain Lens. A mais profunda foi a confirmação de que, afinal, Bert van Marwijk teria de escalar a mesma base que vem atuando, com Van der Vaart jogando como um dos dois cabeças de área (agora, ao lado de De Jong, a quem vinha substituindo) e Afellay sendo colocado no meio-campo, pela direita.

Mas, ao contrário do que possa parecer, isso não representa o menor problema. Primeiramente, porque os substitutos também são de boa qualidade. No gol, Michel Vorm já vem sendo o reserva de Stekelenburg há algum tempo – e, nas poucas oportunidades que teve, como contra a Escócia, nas eliminatórias da Copa de 2010, não decepcionou, fazendo até algumas boas defesas. No meio-campo, Van der Vaart tem atuado muito bem, sabendo dar até mais qualidade na saída de bola para a armação. E, finalmente, Afellay tem um estilo de jogo mais coletivista do que Robben, sabendo oferecer mais variações de jogadas.

Além disso, o fato de que a Holanda tem uma dominância clara em seu grupo na Eurocopa é sempre digno de lembrança. E, atualmente, a equipe parece jogar com segurança, sem correr tantos riscos e sabendo conter os riscos que eventualmente o adversário oferece. Logo, duas vitórias contra a Hungria seriam o resultado mais esperado. E, além disso, deixariam a Oranje ainda mais perto de garantir seu lugar na Euro 2012. O que será justo. Com ou sem os titulares.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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