Holanda

Análise – Bélgica

Em time que está ganhando não se mexe? Não para o Anderlecht. Os Mauves comemoraram o 31º título nesta Jupiler League. E, horas depois da equipe levantar o troféu, Ariël Jacobs confirmava: as partidas do hexagonal final eram suas últimas à frente da equipe que comandou por cinco anos. E não era por sinal de problemas internos. Mas simplesmente porque não havia mais como desenvolver seu trabalho. Prova disso foi o suadouro vivido para assegurar a conquista.

E não foi só o time de Parc Astrid que viveu isso. Mesmo com o vice-campeonato chegando sob um trabalho consistente, Christoph Daum preferiu sair do Club Brugge. O mesmo ocorreu no Standard: após temporada apagada, José Riga sentiu que era melhor deixar os Rouches na mão de outro técnico. Quando os três clubes maiores do país vivem esse momento de mudança, é porque algo foi mal.

E foi mesmo. Quer dizer, não chegou a ir mal, mas foi irregular. Algo proporcionado pelo equilíbrio (por baixo, diga-se de passagem) do Campeonato Belga. A montanha russa também é causada pela mudança entre a fase regular e os playoffs decisivos, já que impulsos e quedas podem ocorrer neles.

Até por isso, a coluna fica sem analisar individualmente algumas equipes: fizeram campanhas tão discretas que nem merecem destaque. Foram abordados os seis participantes do hexagonal, o Lokeren (campeão da Copa da Bélgica), os dois times que venceram seus grupos no play-off por Liga Europa, e o rebaixado Sint-Truiden. E fica a expectativa do resultado das mudanças forçosas: Anderlecht já fala em Gianfranco Zola (ou até André Villas-Boas) como sucessor de Ariël Jacobs, por exemplo.
A vida continua.

Anderlecht

Colocação final: campeão, com 52 pontos no hexagonal final (líder na fase regular, com 67 pontos)
Técnico: Ariël Jacobs
Maior vitória: Anderlecht 5×0 Standard (10ª rodada)
Maior derrota: Anderlecht 1×3 Gent (4ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Matías Suárez (atacante)
Artilheiro: Dieumerci Mbokani (15 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Rupel Boom
Competição continental: Liga Europa (eliminado na segunda fase, pelo AZ)
Nota da temporada: 8,5

Se a Jupiler League fosse disputada em pontos corridos, a temporada dos Mauves teria sido extremamente tranquila. Líder desde a 10ª das 30 rodadas da fase regular, o time chegou a abrir uma vantagem generosa. Além disso, apresentava bastante solidez. Contratações como Mbokani e Jovanovic, antigos algozes, caíram como uma luva, fortalecendo a base. Matías Suárez fazia a melhor temporada da carreira. E velhos conhecidos, como Gillet e Proto, completavam o bom resultado.

Só que, mais uma vez, o hexagonal final trouxe fantasmas de volta ao Parc Astrid. Com apenas uma vitória nas três primeiras partidas, um título que estava bem próximo ficou a perigo. Foi a hora de fazer apenas o simples, sem exuberâncias. E, enfim, após um empate contra o arquirrival Club Brugge (empate conseguido nos acréscimos do segundo tempo, só para ampliar o sofrimento), veio o 31º título belga do Anderlecht. Com sofrimento desnecessário. Mas, no final das contas, foi merecido.

Club Brugge

Colocação final: vice-campeão, com 48 pontos no hexagonal final (vice-líder na fase regular, com 61 pontos)
Técnico: Adrie Koster (até a 12ª rodada) e Christoph Daum
Maior vitória: Club Brugge 5×0 Westerlo (1ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Club Brugge 4×5 Racing Genk (12ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Lior Refaelov (meio-campista)
Artilheiro: Joseph Akpala (15 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Gent
Competição continental: Liga Europa (eliminado na segunda fase, pelo Hannover)
Nota da temporada: 8

Novamente, os Azuis-e-Negros começaram a temporada esperando o fim de um jejum já incômodo, embora nada de se assustar: há seis anos a equipe não vencia um Campeonato Belga. E, embora com um começo razoável, a defesa transparecia alguma insegurança. Também não era para tanto, mas sobrou para Adrie Koster, que foi demitido. Christoph Daum chegou, e pôs em prãtica um plano para aumentar a segurança. O Brugge começou a ser avarento nas vitórias, mas recuperou a regularidade.

Novamente, foi insuficiente. Afinal de contas, o clube fraquejou nos momentos finais. Principalmente no hexagonal final: por duas vezes, o time teve a chance de conquistar a liderança, ficando um ponto atrás do Anderlecht. E nas duas, tropeço (derrotas contra Kortrijk e Anderlecht). Resultado: mais um ano sem poder erguer a taça. Mas não foi um ano perdido. Jogadores como Refaelov e Akpala foram fundamentais, e o time foi sólido durante toda a temporada. O cenário é promissor. E fazer a façanha de tirar Georges Leekens (técnico na conquista de 1989/90) da seleção belga só aumenta essa impressão.

Racing Genk

Colocação final: 3º colocado, com 41 pontos no hexagonal final (5º na fase regular, com 46 pontos)
Técnico: Mario Been
Maior vitória: Racing Genk 5×0 OH Leuven (23ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Racing Genk 0x4 Anderlecht (6ª rodada do hexagonal final)
Principal jogador: Kevin de Bruyne (meio-campista)
Artilheiro: Jelle Vossen (20 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Lierse
Competição continental: Liga dos Campeões (eliminado na fase de grupos)
Nota da temporada: 7,5

Durante muito tempo – toda a temporada regular, para ser exato -, o campeão da Jupiler League teve um desempenho bem discreto. Descontando-se a esperada eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões, nunca chegou a brigar seriamente pelo título. Ao contrário: ficou seriamente ameaçado de nem estar no hexagonal final. Tendo brigado com Kortrijk e Cercle Brugge, beneficiou-se de bons resultados nas últimas rodadas para, enfim, chegar entre os seis que disputariam o título.

Só que o clima era bem adverso. Em que pesem as boas atuações de Kevin de Bruyne e Jelle Vossen (sem dúvida, os grandes destaques do ano), a equipe chegava por baixo – havia até a possibilidade de demissão de Mario Been. Então, fez-se a luz: o time conseguiu uma honrosa participação, engatando sequência de quatro vitórias consecutivas – o que incluiu 3 a 1, sobre o Anderlecht, fora de casa. Não foi possível chegar, de novo, ao título. Mas deu para superar os “iguais” e chegar à terceira posição. Final honroso, que permite nova participação em torneio europeu – no caso, a Liga Europa.

Gent

Colocação final: 4º colocado, com 40 pontos no hexagonal final (3º na fase regular, com 56 pontos)
Técnico: Trond Sollied
Maior vitória: Gent 6×0 Sint-Truiden (23ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Gent 1×4 Anderlecht (3ª rodada do hexagonal final)
Principal jogador: Bernd Thijs (meio-campista)
Artilheiro: Ilombe Mboyo (atacante)
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Lokeren
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 7,5

Há pelo menos alguns anos, o Gent ensaia tornar-se o clube a perturbar os grandes da Bélgica. Time sólido, estrutura razoável de trabalho, desempenho satisfatório na liga (houve o vice-campeonato, em 2009/10)… enfim, dentro do país, a impressão é de que a hora dos Búfalos pode chegar. E a boa campanha na fase regular deu, até, a impressão de que poderia ser agora.

Não foi. Em que pese o contínuo entrosamento exibido entre os jogadores (alguns, juntos há alguns anos no time), o time fraquejou na hora da decisão. Não chegar a Club Brugge e Anderlecht, era até razoável supor. O problema foi não conter a ascensão do Racing Genk. Pelo menos, o quarto lugar permitiu decidir vaga na Liga Europa, na decisão de um playoff. E o fácil triunfo sobre o Cercle Brugge trouxe o prêmio de consolação. A hora ainda não chegou. Quem sabe em 2012/13, porque, capacidade para isso, há.

Standard

Colocação final: 5º colocado, com 35 pontos no hexagonal final (4º na fase regular, com 51 pontos)
Técnico: José Riga
Maior vitória: Standard 6×1 Beerschot (20ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Anderlecht 5×0 Standard (10ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Mohamed “Meme” Tchité (atacante)
Artilheiro: Mohamed “Meme” Tchité (11 gols)
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Lierse
Competição continental: Liga Europa (eliminado nas oitavas de final, pelo Hannover)
Nota da temporada: 6,5

Entre os clubes que participaram do hexagonal final, os Rouches podem ser considerados os concorrentes mais discretos ao título. Nunca ameaçaram tomar a ponta seriamente, mas ficaram apenas cinco rodadas fora das seis primeiras posições. Nunca exibiram um estilo de jogo encantador, tampouco envergonharam a torcida – a não ser pelo 5 a 0 sofrido contra o Anderlecht. A opacidade se viu até na Liga Europa: o time foi superado facilmente pelo Hannover. Logo, pouco podia se esperar do time de Liège, no hexagonal. E pouco renderam os jogadores.

Principalmente por causa da dependência excessiva de “Meme” Tchité – que Jelle van Damme, contratado para ser o líder dentro de campo, não diminuiu. O resto do elenco viveu como coadjuvante, embora alguns jovens tenham trazido esperança, como o camaronês Michy Batshuayi, promessa de 18 anos. Ainda assim, a temporada do Standard deu um incômodo tom de acomodação. Que pode ter se encerrado, logo após o fim da Jupiler League. Com a saída amistosa de José Riga, as coisas podem se mexer. A torcida espera que seja para o lado das vitórias.

Kortrijk

Colocação final: 6º colocado, com 34 pontos no hexagonal final (6º na fase regular, com 46 pontos)
Técnico: Hein Vanhaezebrouck
Maior vitória: Kortrijk 4×0 Sint-Truiden (5ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Kortrijk 0x4 Gent (14ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Dalibor Veselinovic (atacante)
Artilheiro: Dalibor Veselinovic (11 gols)
Copa nacional: vice-campeão
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 6,5

A surpresa da temporada já parecia agradecida só por chegar ao hexagonal final. E, de certa forma, era o sentimento certo: só pelas boas atuações vistas durante a temporada, e pelo bom trabalho de Hein Vanhaezebrouck, o KvK já podia se dar por satisfeito. E o que é melhor: alguns jogadores até cresceram de produção na segunda metade da temporada. Principalmente Dalibor Veselinovic, que terminou a fase regular da temporada marcando quatro gols nas quatro últimas partidas, um em cada uma.

Mas o Kortrijk confirmou o seu status: foi o café-com-leite do playoff pelo título. Das 10 rodadas, passou oito na sexta posição. Até conseguiu resultados elogiáveis, como vencer o Club Brugge, na segunda rodada. Mas mais parecia um clube a aproveitar os minutos de fama antes de voltar ao seu status de mediano na Bélgica. Ficar na metade de cima da tabela já teria sido grande resultado. O hexagonal foi um “plus a mais”. E ainda houve o honroso vice-campeonato na Copa da Bélgica. De fato, os Kerels não têm do que reclamar.

Cercle Brugge

Colocação final: 7ª colocado na fase regular, com 46 pontos (vencedor do playoff pela Liga Europa, vencendo o grupo A, e superando o Mons)
Técnico: Bob Peeters
Maior vitória: Cercle Brugge 6×4 OH Leuven (2ª rodada do playoff por Liga Europa)
Maior derrota: Cercle Brugge 1×5 Gent (decisão do playoff por Liga Europa)
Principal jogador: Rudy (atacante)
Artilheiro: Rudy (13 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Beerschot
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 6,5

O Kortrijk foi a surpresa da Jupiler League. O Cercle Brugge poderia ter sido a surpresa – e talvez fosse até mais justo assim. Porque, conduzida pelo trabalho discreto de Bob Peeters, o time mais fraco de Bruges apareceu constantemente entre os seis primeiros que disputariam o título ao fim da fase regular. Só esteve fora deles em sete rodadas. Infelizmente, uma delas foi a última: derrota por 1 a 0 para o Lokeren, somada às vitórias de Racing Genk e Cercle Brugge, acabaram com o sonho dos Verdes e Negros.

De certa forma, a justiça se fez na fase dos playoffs: o Cercle venceu o grupo A (superando a surpresa do OH Leuven, que subiu na temporada atual), e foi decidir a vaga na Liga Europa com o Gent. Foi superado facilmente, e viu que tem um caminho a percorrer, ainda. Mas conseguiu ver a ascensão de bons talentos, como Lukas van Eenoo e, principalmente, Rudy. A esperança está garantida para uma nova participação razoável em 2012/13.

Lokeren

Colocação final: 8º colocado na fase regular, com 44 pontos (último colocado no grupo B do playoff por Liga Europa)
Técnico: Peter Maes
Maior vitória: Lokeren 4×0 Westerlo (28ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Lokeren 1×4 Kortrijk (12ª rodada da fase regular) e Beerschot 4×1 Lokeren (2ª rodada do playoff por Liga Europa)
Principal jogador: Boubacar “Copa” Barry (goleiro)
Artilheiro: Hamdi Harbaoui (12 gols)
Copa nacional: campeão
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 6

Como a primeira metade da temporada foi frustrante, os Tricolores preferiram mirar-se num alvo que prometia mais: a Copa da Bélgica. E as coisas saíram a contento, terminando com o primeiro título do torneio na história do clube. Tarefa cumprida, vaga na Liga Europa assegurada, restava voltar à Jupiler League.

E o time de Peter Maes até melhorou. Estando na parte de baixo da tabela, o campeão da Cofidis Cup subiu nas últimas rodadas, e ficou logo atrás do Cercle Brugge. No playoff, já com lugar garantido no objetivo principal, pisou forte no freio, ficando na lanterna em seu grupo. Mas nem se importou. O título da Copa Belga já dava um gosto bom.

Mechelen

Colocação final: 9º colocado na fase regular, com 37 pontos (último colocado no grupo A do playoff por Liga Europa)
Técnico: Marc Brys
Maior vitória: Mechelen 4×1 Mons (20ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Gent 6×2 Mechelen (13ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Julien Gorius (meio-campista)
Artilheiro: Julien Gorius (15 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Mons
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5

Mons

Colocação final: 10º colocado na fase regular, com 36 pontos (derrotado na decisão do playoff da Liga Europa, pelo Cercle Brugge)
Técnico: Dennis van Wijk (até a 27ª rodada) e Enzo Scifo
Maior vitória: Mons 5×1 Mechelen (7ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Mechelen 4×1 Mons (20ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Jérémy Perbet (atacante)
Artilheiro: Jérémy Perbet (25 gols)
Copa nacional: eliminado na semifinal, pelo Kortrijk
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 6,5

Eis mais uma história de um clube que subiu para a primeira divisão, e fez bonito logo em seu retorno. O Sint-Truiden já fizera isso, em 2009/10, ao voltar e participar do hexagonal final. E, agora, foi a vez do Mons. Curiosamente, em meio a uma demissão: Dennis van Wijk decidiu deixar o comando da equipe, com problemas de relacionamento. Ficou a tarefa para Enzo Scifo.

E o ex-meia conseguiu manter uma certa regularidade no elenco. Claro, ajudaram bem mais as atuações de alguns jogadores. Principalmente de Jérémy Perbet, artilheiro da Jupiler League, com 25 gols – e em negociações avançadas para se transferir ao Standard. Serviu para alcançar a primeira posição no grupo dos playoffs por Liga Europa. A derrota para o Cercle Brugge não apagou a boa impressão que o Mons deixou.

Beerschot

Colocação final: 11º colocado na fase regular, com 36 pontos (3º no grupo B do playoff pela Liga Europa)
Técnico: Jacky Mathijssen (até o final da fase regular) e Adrie Koster
Maior vitória: Beerschot 4×1 Lokeren (2ª rodada do playoff por Liga Europa)
Maior derrota: Standard 6×1 Beerschot (20ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Hernán Losada (meio-campista)
Artilheiro: Hernán Losada (13 gols)
Copa nacional: eliminado nas quartas de final, pelo Kortrijk
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5

Lierse

Colocação final: 12º colocado na fase regular, com 31 pontos (3º no grupo A do playoff por Liga Europa)
Técnico: Chris Janssens
Maior vitória: Lierse 3×1 OH Leuven (13ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Anderlecht 4×0 Lierse (12ª rodada da fase regular) e Racing Genk 4×0 Lierse (17ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Eiji Kawashima (goleiro)
Artilheiro: Daylon Claasen (7 gols)
Copa nacional: eliminado nas semifinais, pelo Kortrijk
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5,5

Zulte-Waregem

Colocação final: 13º colocado na fase regular, com 30 pontos
Técnico: Darije Kalezic (até a 19ª rodada) e Francky Dury
Maior vitória: Zulte-Waregem 4×2 Standard (26ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Mons 3×1 Zulte-Waregem (5ª rodada da fase regular) e Zulte-Waregem 1×3 Gent (6ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Jens Naessens (atacante)
Artilheiro: Jens Naessens (6 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Standard
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 5

OH Leuven

Colocação final: 14º colocado na fase regular, com 29 pontos (segundo colocado no grupo A do playoff por Liga Europa)
Técnico: Ronny van Geneugden
Maior vitória: OH Leuven 3×1 Mons (6ª rodada da fase regular), OH Leuven 3×1 Club Brugge (18ª rodada da fase regular), Westerlo 1×3 OH Leuven (25ª rodada da fase regular) e OH Leuven 3×1 Sint-Truiden (30ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Gent 6×1 OH Leuven (9ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Chuka (atacante)
Artilheiro: Jordan Remacle (15 gols)
Copa nacional: eliminado na segunda fase, pelo Rupel Boom
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 4,5

Westerlo

Colocação final: 15ª colocado na fase regular, com 20 pontos (rebaixado na repescagem com clubes da segunda divisão)
Técnico: Jan Ceulemans
Maior vitória: Westerlo 4×0 Sint-Truiden (3ª rodada do playoff contra o rebaixamento)
Maior derrota: Club Brugge 5×0 Westerlo (1ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Reynaldo (atacante)
Artilheiro: Reynaldo (8 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Lokeren
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 3

Sint-Truiden

Colocação final: 16º colocado na fase regular, com 19 pontos (rebaixado no playoff contra Westerlo)
Técnico: Guido Brepoels (até a 5ª rodada) e Franky van der Elst
Maior vitória: Lierse 0x2 Sint-Truiden (11ª rodada da fase regular)
Maior derrota: Gent 6×0 Sint-Truiden (23ª rodada da fase regular)
Principal jogador: Reza Ghoochannejhad (atacante)
Artilheiro: Reza Ghoochannejhad (11 gols)
Copa nacional: eliminado nas oitavas de final, pelo Kortrijk
Competição continental: nenhuma
Nota da temporada: 2

A carruagem virou abóbora. Mesmo que o rebaixamento não fosse o destino inevitável, seria preciso lutar muito para evitá-lo. Essas foram duas frases que a coluna citou ao falar dos Canários. A primeira, no guia; a segunda, na avaliação de final de ano solar. Pois bem, não deu para evitá-lo.

E não foi possível evitá-lo por causa das capacidades naturais do time. A não ser por Reza Ghoochannejhad, que teve atuações elogiáveis, o STVV teve um ano para esquecer. No play-off contra o Westerlo, até houve uma vitória que deu esperanças à equipe. Mas as duas derrotas subsequentes deram a certeza do rebaixamento. Esperado a ponto de nem ter sido tão lamentado.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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