Holanda

Ajax soube evoluir na hora certa para conquistar o título

Ganhar o título holandês em cima do seu maior rival: não tem preço. O que pode parecer apenas um slogan chinfrim de cartão de crédito é o melhor resumo para o tricampeonato holandês por parte do Ajax. Afinal, os Godenzonen esperaram a Eredivisie toda se desenrolar para assumir a liderança. E quando este dia finalmente chegou, não teve como o PSV reagir.

Acima de tudo, a equipe de Eindhoven deveria ter mantido sua regularidade nos trechos finais do campeonato. Foram 12 rodadas na ponta da tabela, na metade do primeiro turno até o início do segundo. Outro concorrente que poderia ter dominado foi o Twente, que ficou da primeira até a 11ª jornada na frente. A queda de produção dos vermelhos custou caro e o fim da campanha foi melancólico na 6ª colocação.

Sem ter nada a ver com os problemas de seus rivais, o Ajax foi crescendo até finalmente tomar a dianteira na Eredivisie para conquistar o título com uma rodada de antecedência. Apresentando um futebol convincente e ofensivo, a equipe treinada por Frank De Boer confirmou o caneco com uma goleada de 5 a 0 em cima do Willem II, já rebaixado. A Amsterdam Arena lotou para saudar seus campeões, presenciando uma bela exibição e cinco gols de atletas diferentes.

O saldo de gols é a mais clara evidência de que os Godenzonen possuem um ataque perigosíssimo. Com 81 gols marcados e 31 sofridos, o saldo positivo é de 50. Mas se você, amigo leitor, pensa que este é o melhor número na Eredivisie, se engana. O PSV anotou 102 gols e levou 40, com um saldo de 62. Isso também mostra como os dois são superiores em relação aos outros participantes.

Nessa estatística, 12 gols são de Siem De Jong, principal referência no ataque do Ajax e já presença constante na renovada seleção holandesa. Siem também é o atleta que mais esteve em campo, com 32 aparições e 2966 minutos jogados.

Técnico do melhor plantel no país, Frank De Boer não teria mesmo como deixar escapar o 32º campeonato na história do Ajax. E internacionalmente falando, esse grupo também é muito promissor. Caso não dê mais azar de cair em algum grupo da morte na Liga dos Campeões, tendência dos últimos anos, pode chegar longe.

Jogos-chave
A goleada (e a primeira vitória também)

Rodada 2 – NEC 1×6 Ajax (19/08/12) – De Goffert
Logo na segunda rodada o Ajax atropelou e fez seu placar mais elástico na competição. Pobre do NEC, que diante de sua torcida levou um vareio com gols de Lukoki, Eriksen (2x), Sana, Janssen e De Jong.

A primeira derrota

Rodada 11 – Ajax 0x2 Vitesse (3/11/12) – Amsterdam Arena
O Vitesse foi uma pedra no caminho dos Godenzonen. Nos dois duelos que fizeram ao longo do campeonato, os aurinegros venceram. E a primeira oportunidade foi um show de Wilfried Bony, que balançou duas vezes as redes de Vermeer. O marfinense foi a principal revelação da Eredivisie.

O jogão

Rodada 10 – Feyenoord 2×2 Ajax (28/10/12) – De Kuip
Um dos principais clássicos da Holanda terminou em empate no De Kuip, em Roterdã. Casa do Feyenoord, o estádio recebeu um duelo animado e que teve o placar de 2 a 2. Na base do toma lá, dá cá, o Ajax saía na frente e via os mandantes buscarem a igualdade. F0i assim nos gols de Eriksen e De Jong. Mas quem roubou mesmo a cena foi o italiano Graziano Pellè, que aos 45 do segundo tempo marcou o segundo do Feyenoord. Jogaço.

O clássico

Rodada 30 – PSV 2×3 Ajax (14/04/13) –  Philips Stadion
Esse valeu muito na caminhada do título. Fora de casa, o Ajax enfrentaria o PSV, que estava logo atrás na tabela e poderia retomar a liderança. Em pleno Philips Stadion, os Godenzonen mostraram quem manda e venceram no segundo tempo, num confronto em que estiveram bem mais aptos a conseguir a vitória do que os Boeren. Sigthorsson, Eriksen e Boerrigter fizeram os gols do Ajax, que já ficava bem perto de levantar mais uma vez o caneco.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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