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Os 35 anos dos jogos de futebol no videogame

De 1978 até 2013, os jogos que fizeram a nossa cabeça, com uma clara evolução e jogos que te fazem ver que a diversão sempre esteve presente

Quando vi que os jogos de futebol estavam completando 35 anos fazendo a nossa cabeça, fiquei impressionado. “Faz tanto tempo assim?”, pensei. Eu tenho 29 anos, não vi todos, mas me diverti com muitos deles. Desde o Atari, meu primeiro videogame lá nos anos 1980, os jogos de futebol prendem a minha atenção. E ver o vídeo que mostra os jogos de futebol que marcaram esses 35 anos dá até um barato.

A memória afetiva nos faz guardar na lembrança que os jogos eram fantásticos e muito divertidos. Mesmo que, bom, vendo com os olhos de hoje, parecessem simples demais para isso. Mas o “Fun factor” era alto e isso que importava na época. A quantidade de realismo é relativa à sua época e muitos desses jogos revolucionaram o modo como vemos isso.

O Atari Soccer, de 1980, era um jogo simples, mas suficiente para ter muita diversão, como quase todos os bons jogos do console. O Sega Soccer, em 1990, foi um herdeiro disso, já com tecnologia dos consoles 16-bit, no Mega Drive. Super Sidekicks, de 1992, tem um nível de detalhe muito grande para a época e, não por acaso, era um dos jogos desejados por quem gostava de futebol.

A revolução mesmo veio com Fifa International Soccer, em 1994. A EA Sports trouxe a perspectiva 3/4 do gramado, algo que ainda não tinha sido feito. E passaria a lançar versões anuais desde então. O jogo era divertido e bastante completo. A Konami não demoraria a entrar no mercado. Em1995, lançou seu International Superstar Soccer, que deixou até mesmo o Fifa para trás. Além do jogo ser divertido e ter uma jogabilidade excelente, o jogo trazia uma narração, com contornos de uma emoção latina, grito de gol e tudo mais. Algo que viraria padrão mais para frente também no concorrente Fifa. O sucesso de International Superstar Soccer levou a um novo lançamento, mais tarde em 1995, com International Superstar Soccer Deluxe.

Desde então, EA Sports e Konami dominam o mercado de jogos de futebol. Outros jogos tentaram entrar na onda, como Actua Soccer, para PC, em 1995, ou Total Football, em 1996.  A série Fifa deu outra guinada com o Fifa 96, que trouxe diversos times, campeonatos e jogadores licenciados, algo que se tornaria uma marca da franquia. Com o Fifa Road to World Cup 1998, veio também modos carreira mais detalhados, como a possibilidade de escolher uma vasta gama de seleções, jogar as eliminatórias e tentar classificar para a Copa. Um desafio grande para qualquer um. Foi quando a EA Sports percebeu também a força da Copa do Mundo e, a partir de então, sempre lançaria uma versão específica sobre o Mundial.

A Konami trouxe uma franquia acabaria fazendo muito sucesso no fim dos anos 1990. Winning Eleven chegou ao mercado japonês em 1996, com o nome na Europa e América do Norte de Goal Storm. Passaria a ganhar versões anuais desde então, além de versões regionais como Winning Eleven J-League, só com os times da liga japonesa. O jogo começou a assustar e crescer a partir de Winning Eleven 3 (ISS Pro 98 para o mercado ocidental), quando o sucesso já era comparável ao de Fifa. Em Winning Eleven 4, de 1999, o nome ocidental passou a ser Pro Evolution Soccer, que batizou a franquia e se tornaria, mais tarde, o nome oficial no mundo todo a partir de 2008. Considerado mais realista que o jogo da EA, o PES tomava espaço e se tornava o jogo de futebol mais popular do mundo.

A série Fifa começava a se mexer. Em 2006, a versão da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, já trazia mudanças e se aproximava do realismo de PES. A briga ficou feia mesmo em 2009, quando a versão de Fifa, já para PS3 e Xbox, veio com uma revolução de jogabilidade, tornando o jogo muito mais interessante e divertido. Desde então, as duas franquias estão muito próximas em qualidade e virou quase que só uma questão de gosto pessoal para escolher entre elas.

Convido vocês a assistirem o vídeo abaixo, que grande parte da história dos jogos de futebol nesses 35 anos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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