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Com o Hypermotion, expectativa é que FIFA 22 suba de nível, mas só para a nova geração de consoles

Tecnologia Hypermotion promete uma nova captura de movimento para mais realismo, mas diferença só deve ser sentido no Playstation 5 e Xbox One X

A EA Sports revelou no dia 11 o trailer oficial e a capa do FIFA 22. Nesta terça, dia 20, o produtor-chefe de gameplay, Sam Rivera, o produtor de gameplay, Shaun Pejic, o diretor de gameplay, Kantcho Doskov, e o gerente de comunidade global, Gabe Zaro, trouxeram novas informações sobre o jogo no EA Play Live Spotlight. Vamos começar pelo que já sabíamos.

Com Kylian Mbappe novamente como rosto da franquia, o conteúdo apresentou a nova tecnologia Hypermotion, que promete “uma revolução na jogabilidade do futebol” e os embaixadores do jogo: Phil Foden, David Alaba e Heung-min Son. Junto ao trailer foi liberada a pré-venda do jogo e confirmada a data de lançamento para o dia 1° de outubro. A revolução prometida, porém, só deve ser vista pelos jogadores da nova geração de consoles, Playstation 5 e Xbox One Series.

O foco da divulgação é a Hypermotion. Segundo a desenvolvedora, a tecnologia possibilitou a inédita captura de movimentação de 22 jogadores ao mesmo tempo simulando uma partida. Isso gera dados mais precisos para alimentar a aprendizagem da inteligência artificial e criar movimentações mais fluidas e autênticas. Sendo este o primeiro jogo da franquia criado com a nova geração de videogames já lançada (Playstation 5 e Xbox Series), deve haver um salto de qualidade em comparação ao último FIFA, que só os usuários desses consoles deverão perceber.

A novidade da tecnologia Hypermotion é que permite que a captura de movimentos seja feito com 22 jogadores em campo, jogando de fato como dois times de 11 contra 11. A EA Sports revelou bastidores, com a gravação de jogos com movimentos reais com os sensores nos corpos dos jogadores e também com diversas câmeras espalhadas pelo estádio, de forma a captar de forma mais realista não só a movimentação individual de cada um, mas também coletivamente. Isso, segundo a EA, ainda é acrescido por uma tecnologia de machine learning, que vai acrescente dados para melhorar a precisão dos movimentos e torná-los mais próximos do que estamos acostumados a ver. Antes da Hypermotion, a EA grava com dois ou três jogadores por vezes, o que não permitia uma percepção mais ampla.

Com tudo isso, a ideia é que a movimentação dos jogadores pareça de fato mais realista. Um número que é impressionante é que haverá 4000 movimentação a mais do que a edição anterior, o que significa, segundo a própria EA, três vezes mais do que vimos no FIFA 21. A empresa também diz que a ideia é que a AI, a inteligência artificial, seja melhorada também em aspectos táticos. Uma das reclamações dos jogadores é que por vezes as formações táticas são quebradas por alguns bugs e muitos acabam explorando esse tipo de falha para tornar as jogadas repetitivas. A ideia é que os jogadores em campo consigam manter melhor a formação escolhida pelo jogador no controle, de modo a ter menos a sensação que alguém consegue desmontar sua defesa sem fazer grande coisa.

Há ainda melhorias previstas para as disputas aéreas, com ajustes na física do jogo, e também uma maior gama de movimentos de domínio de bola, também para tornar este tipo de ação mais realista. Será preciso combinar bem o timing de fazer a ação no ar, em combinação com a posição do jogador e também suas características individuais. Bom, o que parece é que o cabeceio não parece que será mais usado do que é hoje, pelo jeito. Mas isso só veremos na prática, já que esse não é o recurso mais fácil de ser bem usado.

Outro recurso que é uma novidade é o Sprint Explosivo. É um recurso para dar uma arrancada ao disparar o gatilho direito do controle. Se usado no momento certo, pode dar uma vantagem ao jogador com a bola. Se usado do jeito errado, porém, pode entregar a bola de presente ao adversário. Os desenvolvedores afirmam que haverá equilíbrio e que esse recurso não será decisivo.

Mais icons para o Ultimate Team

Para o Ultimate Team, principal modo de jogo, a Electronic Arts investe nos Heróis do FUT, jogadores que marcaram épocas em suas ligas e terão cartas especiais dentro do modo de jogo. Os heróis já confirmados são Mario Gómez, Diego Milito, Robbie Keane, Fernando Morientes, Tim Cahill, Jorge Campos, Sami Al-Jaber, Abedi Pelé e Clint Dempsey. Há a expectativa de mais jogadores deste formato já que a página de divulgação traz os dizeres “veja mais heróis do FUT em agosto”. Estas cartas vão garantir link verde para os jogadores da mesma liga, facilitando assim a montagem de times no Ultimate Team.

Para a gameplay, o FIFA 22 promete melhorias notáveis no comportamento dos goleiros, que recorrentemente são criticados por jogadores mais assíduos por fazerem pouca diferença. No Modo Carreira, será possível criar um clube do zero e construir uma narrativa diferente das versões anteriores. O Modo Volta, espécie de adaptação do antigo FIFA Street, teve sua jogabilidade reinventada e terá novidades confirmadas em breve.

O FIFA 22 pode ser comprado na pré-venda em duas diferentes versões: Standard e Ultimate, que garante acesso antecipado de 4 dias e itens exclusivos no modo Ultimate Team e Carreira. O preço varia entre R$ 249,00 e R$ 499,00, de acordo com a versão ou plataforma escolhida. O jogo está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series, Google Stadia e PC. Para Nintendo Switch será disponibilizada a Legacy Edition, que apenas atualiza os jogadores e uniformes.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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