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França reencontra EUA em uma Copa, mas desta vez com todas suas jogadoras como profissionais

A Copa do Mundo de 2019 como uma das favoritas ao título. Mesmo sem nunca ter conquistado o principal título do futebol feminino, as francesas se tornaram um dos times mais fortes do mundo, evoluíram em futebol e, consequentemente, em resultados. Chegaram ao ano de 2019 com a base do time que é tetracampeão consecutivo da Champions League, o Lyon. Agora, o time terá o maior desafio possível: enfrenta outra favorita, Estados Unidos, atual campeã e que tem mostrado mais força ao longo do torneio. Apesar da dificuldade, as francesas acreditam na possibilidade de avançar, eliminando o time mais badalado do mundo.

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“O presidente da FFF [Federação de Futebol da França] disse que meu objetivo era chegar à final”, afirmou a técnica da seleção francesa, Copa do Mundo, no dia 2 de maio. Algo que já mostrava o tamanho da responsabilidade e da pressão que a seleção francesa enfrentaria ao longo do torneio.

“Dizendo hoje, eu não tenho nenhuma base para dizer que a França irá além das quartas de final e fazer melhor do que em 2011”, afirmou Corinne Diacre um dia antes da estreia francesa na Copa, diante da Coreia do Sul. “Isso não significa dizer que nós não iremos tentar”.

A França foi semifinalista na Copa do Mundo de 2011, na Alemanha, quando enfrentou naquela fase justamente os Estados Unidos. As francesas acabaram derrotadas por 3 a 1 para as americanas, que tinham entre suas jogadoras a atacante Alex Morgan, ainda no time americano atual, e uma das principais jogadoras do mundo.

No lado francês, também há jogadoras que seguem no elenco, como a atacante Eugenie Le Sommer, que na época entrou no segundo tempo e atualmente é uma das principais jogadoras do time. “Em 2011 foi a minha primeira Copa do Mundo. Foi uma conquista para nós estar lá, mas chegar às semifinais foi incrível”, afirmou Le Sommer. A zagueira Wendy Renard também estava no grupo de 2011 da França, mas ainda era reserva, como Le Sommer.

“Sob o comando de Bruno Bini [técnico da seleção francesa na Copa 2011], nem todas as garotas eram profissionais”, afirmou Philippe Joly, assistente técnico da atual treinadora, Corinne Diacre. “Nós tínhamos jogadoras que trabalhavam em todo tipo de emprego. Hoje, graças ao fato de elas são profissionais agora, eles podem competir fisicamente em um nível completamente diferente. Nós talvez temos mais recursos para termos sucesso agora”, continuou o assistente.

Assim como no Brasil, na França se acredita que o título pode mudar a história do esporte no país. “Mudanças reais só irão vir quando nós ganharmos um título”, disse Elise Bussaglia, ex-jogadora, que viveu a derrota de 2011 na seleção francesa.

As quartas de final são uma barreira frequente da França na história da seleção feminina. Em 2015, na Copa do Mundo do Canadá, o time perdeu nesta fase para a Alemanha. Em Olimpíadas, o time conquistou o quarto lugar, em 2012, perdendo para o Japão na semifinal e para o Canadá na disputa de terceiro lugar. Em 2016, no Rio, perderam novamente do Canadá nas quartas de final.

Em Eurocopas, o time nunca passou das quartas de final. Em 2009, 2013 e 2017, o time sempre caiu nesta fase do torneio. Em 2017, o time caiu para a Inglaterra nas quartas de final. A Inglaterra enfrenta a Noruega, e, caso passe, será adversário do vencedor de França e Estados Unidos. Ou seja: se a França conseguir superar as americanas, poderá ter uma revanche da derrota na Eurocopa de 2017. E certamente com uma grande repercussão.

França x Estados Unidos
Sexta, 27 de junho, 16h (horário de Brasília)
Band, SporTV 2, Globoesporte.com

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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