Champions League FemininaFrança

Após calvário de lesões, Ada Hegerberg fez seu primeiro jogo em 21 meses em vitória do Lyon

A primeira mulher a receber a Bola de Ouro entrou nos minutos finais da vitória do Lyon por 3 a 0 sobre o BK Häcken, da Suécia, pela Champions feminina

“Eu trabalhei para caralho para voltar ao topo – e permanecer nele”. Porque uma vez que você chegou a ele, é difícil se contentar com menos. Maior artilheira da história da Champions League feminina e vencedora da Bola de Ouro de 2018, a primeira mulher a receber o prêmio da France Football, a norueguesa Ada Hegerberg encerrou nesta terça-feira um calvário de quase dois anos sem jogar futebol profissional ao entrar nos minutos finais da vitória do Lyon por 3 a 0 sobre o BK Häcken da Suécia.

A última partida da atacante de 26 anos havia sido em janeiro de 2020. Ela rompeu o ligamento cruzado anterior e, no mês de setembro seguinte, passou por outra cirurgia para reparar uma fratura por estresse na tíbia da perna esquerda. Tudo isso somado, foram 21 meses afastada dos gramados.

Antes de retornar, deu uma entrevista exclusiva ao jornal Telegraph em que deu a declaração que abre o texto. “Foi uma jornada. Estou em um momento muito bom no momento. Trabalhei para caralho, desculpe meu linguajar. Estou voltando para me manter no mesmo nível e manter as estatísticas altas porque aquele é um recorde (o de gols na Champions League) que pretendo manter enquanto jogar. É algo do qual eu realmente me orgulho”, afirmou a pentacampeã europeia pelo Lyon, com 53 gols pela competição.

Hegerberg entrou a 11 minutos do final da vitória tranquila do Lyon na primeira rodada da fase de grupos da remodelada Champions League feminina no lugar de Catarina Macario e pareceu muito emocionada. “Foi um dia especial para ela, claro, mas também para todo o futebol feminino”, disse a sua treinadora, Sonia Bompastor, segundo o L’Equipe. “É importante para nós, para o clube, para o grupo, para a equipe. Estamos muito felizes por Ada porque ela passou pro momentos difíceis mentalmente. Para ela, foi ótimo entrar. São muitas emoções”.

Bompastor contou que Hegerberg passou por momentos em que pensou em encerrar a carreira. “Ela superou. Ela teve força para voltar, para trabalhar muito. Ela teve muito apoio do clube, preparadores físicos, equipe médica, equipe. Ela é tão forte e é ótima que tenha voltado”, completou.

Ainda bem que não parou. Além da qualidade com a bola nos pés, Hegerberg tem uma voz ativa na briga por melhores condições ao futebol feminino e boicota a seleção norueguesa desde 2017, cobrando mais respeito da federação nacional ao jogo das mulheres. É uma gigante do esporte que está, finalmente, de volta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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