França

[Vídeo] 12 minutos para ficar boquiaberto com as jogadas mágicas de Thierry Henry

Velocidade e classe. Dois elementos que, por vezes, parecem distantes no futebol. Mas que se harmonizavam tão bem nos pés de Thierry Henry. A capacidade física acima do comum era um dos grandes trunfos do craque francês. Quando disparava, dificilmente conseguiam pegá-lo. Passadas largas, tinha a potência vital para se transformar em uma máquina de gols. Sua qualidade, de qualquer forma, estava longe de se resumir a isso. Era só dar a bola a ele e esperar para ver. Tão rápido quanto suas pernas era o seu raciocínio. E o atacante aproveitava isso como um trunfo para ludibriar os marcadores, juntamente com sua capacidade técnica apurada. Dribles, domínios, chutes: o camisa 14 fazia tudo parecer muito fácil, ao mesmo tempo em que seus movimentos eram tão sofisticados.

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Não à toa, Henry atravessou momentos gloriosos em sua carreira praticamente inteira. Tudo bem, você pode se lembrar da apagada passagem pela Juventus. Um contraponto que ajudou o atacante a se reerguer e a atingir o seu ápice. Primeiro, surgiu como um fenômeno no Monaco. Para quem se encanta com Kylian Mbappé hoje em dia, há duas décadas o adolescente era tão fascinante quanto. Não tão precoce, mas decisivo. Deixava claro que se transformaria em um craque de nível mundial, após conquistar a Ligue 1 e estourar na Champions. E então, veio o Arsenal.

Se Henry não ganhou a Bola de Ouro em seu período nos Gunners, foi mais pela concorrência pesada da época do que por falta de predicados. E, mesmo assim, não faltaram prêmios que condecorassem a sua fase. O atacante chegou a ser eleito seis vezes para o time da temporada da Premier League e outras cinco para o da Uefa. Foi por quatro vezes artilheiro do campeonato e ainda faturou duas Chuteiras de Ouro. Ganhou duas vezes o troféu como melhor da liga e apareceu na eleição dos melhores jogadores da história feita pela Fifa em seu centenário – isso porque atravessava o seu auge. Poderia fazer mais. E fez.

O melhor de Henry em Highbury é que suas atuações não renderam “apenas” caminhões de gols ou pinturas inesquecíveis. Elas também conduziram o Arsenal a um dos momentos mais gloriosos de sua história. O papel do craque como protagonista dos Gunners é inegável. Ficou gravado na memória de qualquer um. A velocidade e a classe. Os lances decisivos. As bolas nas redes. O talento daquele que, sem dúvidas, foi um dos maiores de sua geração e também tem seu lugar no panteão do futebol.

Ao mesmo tempo, Henry ainda era um fiel escudeiro de Zinedine Zidane na seleção francesa. Conquistou a Copa do Mundo de 1998 como coadjuvante, mas não demorou a se colocar entre as referências dos Bleus. Jogou muita bola na Euro 2000. Potencializou a força da equipe na virada do século. Viveu outros grandes triunfos, especialmente no Mundial de 2006 – por mais lembranças amargas que isso nos traga, contra o Brasil nas quartas de final. Chegou a portar a braçadeira de capitão e, hoje, está eternizado como maior goleador de todos os tempos pela equipe nacional, após superar Michel Platini.

Depois, em 2007, Henry aceitou o desafio de se transferir ao Barcelona. Pode não ter sido tão impressionante no Camp Nou, mas também merece consideração, principalmente por sua importância durante a conquista da tríplice coroa em 2009, sob as ordens de Pep Guardiola. A experiência do então veterano contou bastante para liderar o grupo recheado por tantos craques. E ainda houve um ponto final brilhante no New York Red Bulls. Que o nível da MLS não seja dos melhores, isso não diminui em nada o que fazia o francês. Era um deleite vê-lo numa fase ainda mais classuda, sobrando diante do restante dos rivais. E isso sem contar, de lambuja, o rápido (e marcante, por toda idolatria) retorno ao Arsenal.

Quem acompanhou a carreira de Henry sabe o quanto ele era especial. Por isso mesmo, um dia depois de seu aniversário de 40 anos, uma chance de homenageá-lo é relembrando os seus lances. Não apenas os gols, que costumam ser repetidos com frequência na televisão. Mas as jogadas mágicos. Os dribles, os domínios, os passes, as arrancadas. Para quem não viu o suficiente do francês, fica a oportunidade. Para quem o viu, a deliciosa lembrança. São quase 12 minutos de vídeo, mas poucos segundos são suficientes para querer desfrutá-lo por inteiro. Aproveite. O material é do ótimo HeilRJ:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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