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Semana muito positiva para o OL

Pela primeira vez nesta temporada, o Lyon aparece no topo da classificação da Ligue 1. Em compensação, o Olympique de Marselha se afunda nas profundezas da tabela e amarga uma impensável lanterna. Além de apunhalar um rival considerado como concorrente direto ao título, o OL teve o prazer de ver outro de seus adversários se dar mal na rodada: o Saint-Etienne apanhou de 3 a 0 do Lorient.

Passadas seis rodadas do campeonato, ninguém poderia imaginar o Olympique de Marselha na última colocação. Em Gerland, o OM justificou essa condição ao fazer uma das piores partidas de sua história. Diante de um Lyon sólido na defesa e bastante consciente de suas possibilidades, os marselheses tiveram uma atuação medíocre e nem puderam usar a desculpa do cansaço da Liga dos Campeões para amenizar o fiasco.

As duas equipes entraram em campo com formações semelhantes às utilizadas em suas respectivas partidas na LC. O Lyon esteve melhor organizado, enquanto o Olympique de Marselha viu Rémy muito isolado na frente. Para completar, os marselheses deixaram os donos da casa extremamente à vontade, com um combate quase nulo em seu meio-campo. Foi necessária apenas meia hora para os lioneses definirem o resultado de forma categórica.

Os marselheses ainda podem reclamar do posicionamento de Gomis no lance do primeiro gol, mas nada explica a postura apática da equipe. O OM era atacado e nem dava sinais de reação, abrindo a guarda e se deixando apanhar. O Lyon, que já havia apresentado problemas de finalização diante do Ajax na LC, voltou a falhar e perdeu chances de ampliar o resultado ainda na etapa inicial.

A situação dos marselheses só melhorou no segundo tempo, quando o técnico Didier Deschamps promoveu as entradas de Ayew e Amalfitano. Só então o OM conseguiu ter mais posse de bola, pensar suas jogadas ofensivas e criar alguma coisa, mesmo que de forma insípida. Máxime Gonalons reinava no meio-campo lionês, com qualidade nos desarmes e no apoio ao ataque.

Para Michel Bastos, autor de um gol e de uma assistência, a partida serviu para calar os críticos que o vaiaram no início da temporada. O brasileiro foi o grande artesão do sucesso lionês. Por outro lado, César Azpilicueta teve um dia para ser esquecido. Recuperado de uma grave lesão, o defensor não se encontrou no duelo e foi facilmente vencido nos lances dos dois gols. para completar, seu apoio ao ataque beirou o ridículo.

O Lyon encaixa uma série de três vitórias e, pela primeira vez na temporada, ocupa a liderança da Ligue 1. Nada mal para um time que procurava uma nova identidade e estava com o futuro repleto de incertezas após as grandes mudanças pelas quais passou. Nem mesmo os desfalques de jogadores importantes pareceram abalar a equipe, em um claro sinal de que o ambiente em Gerland desanuviou completamente.

A alegria lionesa se completou um pouco distante dali. Após um bom início, o Saint-Etienne amargou sua terceira derrota consecutiva ao ser superado pelo Lorient por 3 a 0 fora de casa. Os Verdes lamentam o elevado número de ausências provocadas por lesões e suspensões (Alonso, Coulibaly, Perrin, Ravet, Sinama-Pongolle, Andreu, Marchal, Ebondo, Lemoine e Nery não enfrentaram os Merlus), que também contribuíram de forma decisiva para as quedas diante de Lille e Sochaux nas rodadas anteriores.

Como exemplo das dificuldades vividas pelo técnico Christophe Galtier, vejamos o caso da defesa. No jogo contra o Lorient, ele perdeu o zagueiro brasileiro Paulão, lesionado, e que foi substituído por Pierrick Cros. Para o duelo contra o Toulouse, o treinador contava com somente dois beques de ofício: Jean-Pascal Mignot e o jovem Kurt Zouma, de 16 anos, que já passou por dificuldades diante dos Merlus.

Já há questionamentos se o ASSE agiu certo ao renovar seu elenco (foram onze jogadores que deixaram o grupo e outros onze que se juntaram ao time), além de seu rejuvenescimento. Antes da série de derrotas, o Saint-Etienne obteve duas vitórias e um empate. Ou seja: a equipe vive um período normal de oscilação, comum a quem foi obrigado a se adaptar rapidamente a tantas mudanças. Sem dúvida, cobrar em demasia neste momento parece uma precipitação e uma ameaça à evolução da equipe.

Coluna do meio na LC

Lyon e Lille estrearam na fase de grupos da Liga dos Campeões e obtiveram empates diante de Ajax e CSKA Moscou, respectivamente. No entanto, cada resultado teve um efeito bem distinto. Enquanto o OL comemorou o 0 a 0 fora de casa, o LOSC lamentou o 2 a 2 contra o time russo em seus domínios. Os Dogues abriram uma vantagem de dois gols, mas permitiram a reação dos rivais e amargaram um tropeço perigoso para suas pretensões.

Se o Lyon trouxe um ponto do Amsterdam Arena, deve muito a Hugo Lloris. O goleiro simplesmente fechou sua meta em uma partida que o OL não soube vencer. Impecável neste início de temporada, o arqueiro fez a diferença e exibiu a eficiência que faltou a Bafétimbi Gomis e Michel Bastos, que acumularam chances desperdiçadas para balançar as redes adversárias.

Em seu batismo de fogo na LC, o técnico Rémi Garde mandou a campo um 4-3-3 com formação inédita nesta temporada, com Grenier como titular no meio-campo. Nos primeiros quinze minutos, o Ajax tomou conta da partida com seus toques rápidos e curtos. Os lioneses não se intimidaram e avançaram a marcação, o que possibilitou aos visitantes ter mais chances de chegar ao ataque e, enfim, respirar.

Embora tenha encaixado vários contra-ataques, o OL pecou nas finalizações. Quando o Ajax partiu para cima, Lloris se impôs. Na segunda etapa, o panorama da partida pouco mudou no começo. O lado preocupante para os lioneses ficou por conta do nítido declínio físico de seus jogadores, o que convidou o time holandês perigosamente para o ataque. Quando os donos da casa mais pressionavam, Lloris manteve sua meta inviolável.

O Lyon pode se lamentar pelo nervosismo na hora de definir suas jogadas ofensivas, o que resultou no primeiro jogo sem ver um lionês ir às redes. Por outro lado, a defesa também saiu ilesa pela primeira vez nesta temporada. Diante das circunstâncias, o OL tem bons motivos para comemorar o ponto fora de casa, desde que não repita os mesmos erros de finalização em suas partidas seguintes.

O Lille, por sua vez, saiu de campo desolado. Como se não bastasse jogar no lixo uma vitória praticamente certa diante do CSKA Moscou, o LOSC teve o azar de ver a zebra desfilar pelo San Siro com o triunfo do Trabzonspor sobre a Internazionale. Mal acabou a primeira rodada e os Dogues já se sentem pressionados diante de um cenário nada animador.

Mesmo fora de casa, o CSKA Moscou tomou as rédeas do duelo no início, graças principalmente à força física. No entanto, o Lille aos poucos encaixou seu estilo de jogo e retomou o comando. Os principais elementos desta virada se concentraram no meio-campo, com Pedretti e Balmont em ótima sintonia. Além disso, as laterais também foram excelentes opções ofensivas.

Com todas as engrenagens ofensivas funcionando bem, Hazard e Sow tiveram as oportunidades necessárias para fazer o Lille ficar à frente no marcador. Sow fez o primeiro na etapa inicial e Hazard preparou a jogada para Pedretti ampliar já no segundo tempo. A vantagem se revelou o principal inimigo do LOSC. Foi quando o time pagou pela inexperiência de seu elenco em um torneio traiçoeiro como a LC.

O relaxamento após o segundo gol fez o CSKA Moscou crescer na partida. O time russo se mantinha perigoso nos contra-ataques, enquanto o Lille se segurava sem a mesma segurança. Doumbia fez os Dogues pagarem caro por deixarem o caminho aberto, condensando sua desatenção com a atuação desastrosa de Rozehnal. Substituto de Chedjou, lesionado, o tcheco vacilou nos dois gols, comprovando que a defesa permanece como ponto fraco do LOSC nestes primeiros jogos.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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