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Sem Neymar, Di María se apresentou para manter alta qualidade do ataque do PSG

O Paris Saint-Germain foi a campo nesta quarta-feira pela Copa da França seu a sua principal estrela, Neymar. O brasileiro se machucou no domingo, contra o Olympique de Marseille, em uma vitória por 3 a 0. Com isso, Ángel Di María assumiu o lugar do brasileiro no time titular e também o papel de destaque. Marcou dois gols e teve uma ótima atuação para repetir o placar de 3 a 0 no Parc des Princes e classificou o time às semifinais do torneio.

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Além de Neymar, o PSG também não teve o zagueiro Marquinhos, outro machucado que ainda é dúvida até para o jogo contra o PSG, no próximo dia 6. Thiago Silva e Pesnel Kimpembe formaram a zaga titular. Nas laterais, jogaram os dois reservas, Thomas Meunier na direitia e Yuri na esquerda. No mais, o time contou com um time bastante ofensivo. Thiago Motta e Verratti no meio-campo, com Julian Draxler chegando mais à frente e um ataque com Di María, Edinson Cavani e Kylian Mbappé.

Com a bola rolando, o que se viu foi um cenário muito parecido com o jogo do domingo: domínio do PSG do início ao fim. Em um frio siberiano, como descrito pelos próprios franceses, os marselheses não conseguiram ser uma ameaça séria ao controle do jogo exercido pelos parisienses em nenhum momento. O time do sul da França veio com uma equipe modificada em relação a domingo, um time misto e, assim, sua força foi menor do que o time que foi a campo no mesmo estádio no fim de semana.

O meio-campo do PSG pareceu muito mais consistente com Thiago Motta e Verratti do que a parceria entre o italiano e Giovanni Lo Celso. Morra, mais marcador, deu mais equilíbrio ao time desde que voltou a jogar. No ataque, o time da casa abriu o placar no final do primeiro tempo, aos 46 minutos, em um chute de Di María, depois de uma saída de bola errada do Marseille. E foi um raro chute de pé direito do argentino, que fez aquela comemoração apontando as próprias costas, com seu nome e número.

Mais raro do que Di María fazer um gol de pé direito é ele fazer dois no mesmo jogo. E isso aconteceu no segundo tempo, logo após o apito inicial. Em um cruzamento do lado esquerdo do campo, a bola passou por todo mundo e chegou a Di María, que finalizou de pé direito, sem tanto jeito, mas com força para vencer o goleiro Mandanda: 2 a 0.

Com a vantagem, o PSG se deu ao luxo de perder muitas chances de ampliar o placar. Pareceu o tempo todo que o terceiro gol do time da casa estava mais perto que o primeiro dos visitantes.

O terceiro gol veio mais no final do jogo, desta vez em um lançamento de Vverrati para Draxler dentro da área e uma ajeitada de cabeça do alemão para Cavani chutar de primeira e novamente colocar no fundo da rede, aos 35 minutos. Classificação assegurada para o time de Paris, que segue em busca da tríplice coroa. Na Ligue 1 tem uma vantagem boa na ponta, se manteve vivo na Copa da França e terá, na próxima terça-feira, a missão duríssima de reverter o 3 a 1 que sofreu no jogo de ida das oitavas de final contra o Real Madrid. Para quem perdeu o seu melhor jogador, o PSG reagiu muito bem.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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