FrançaLigue 1

Saint-Étienne criou um dos melhores mosaicos para provocar no clássico contra o Lyon

Saint-Étienne e Lyon sustentam aquela que, para muitos, é a maior rivalidade regional do futebol francês. Pouquíssimos clássicos locais possuem o nível de ferocidade do ‘Derby du Rhône’, talvez o mais próximo do ranço que se exibe entre Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille – que, no entanto, abarca questões maiores, em inimizade entre a capital e a principal cidade do sul. Neste domingo, Verdes e Gones puderam colocar em prática a inimizade nas arquibancadas do Estádio Geoffroy-Guichard. E, após dias turbulentos, nos quais os torcedores do Saint-Étienne escorraçaram Anthony Mounier (fanático declarado pelo Lyon) de seu elenco, obviamente a rixa foi manifestada publicamente.

Para tirar sarro de seus rivais, a torcida do Saint-Étienne criou um mosaico inspirado em ‘A Branca de Neve’. A bruxa pergunta para o espelho mágico quem é o clube mais detestado do país. A resposta óbvia? O Lyon. Depois a pergunta muda, para exaltar os Verdes. Além disso, outras faixas mencionaram o episódio de Mounier. “Vocês têm como belo nos odiar, mas acabarão comidos pelos verdes”, dizia uma, junto com um bandeirão exibindo uma lápide. “Aqueles que insultam nossas cores nunca vestirão a camisa verde. Os valores são a identidade deste clube! Ao invés de nos fazer ficar com a culpa, assuma a sua responsabilidade”, complementava outra.

Já dentro de campo, o Saint-Étienne fez as honras para a sua torcida. Os Verdes venceram a partida por 2 a 0, com gols de Kevin Monnet-Paquet e Romain Hamouma. As duas equipes estão separadas por apenas um ponto na tabela da Ligue 1, com vantagem para os Gones, na quarta colocação. Nesta temporada, entretanto, precisarão se contentar com a briga por uma vaga na Liga Europa.

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Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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