Queda livre: Por tratamento médico irregular, Nasri pega gancho de seis meses

Samir Nasri atravessou bons momentos na carreira, mas beira o ostracismo nos últimos anos. Jogou pouquíssimo em suas últimas duas temporadas pelo Manchester City, emprestado ao Sevilla, onde também não rendeu. Já em 2017/18, sem contrato com os ingleses, se juntou ao Antalyaspor e nem lá deu certo. Aos 30 anos, estava sem clube desde que encerrou seu contrato com os turcos e a melhor opção parecia o Las Palmas, matando cachorro a grito para tentar se manter na primeira divisão do Campeonato Espanhol. Também não foi para frente. O meia francês recebeu uma suspensão de seis meses, dada pela Agencia Mundial Antipoping (WADA).
A irregularidade de Nasri aconteceu em 2016. Na época, ele causou grande repercussão nas redes sociais ao posar fazendo um tratamento em Los Angeles, quando ainda defendia o Sevilla. O francês chegou mesmo a encerrar a sua conta no twitter, diante das acusações de que estava traindo sua esposa. Segundo a WADA, porém, a hidratação intravenosa que ele fez nos Estados Unidos ultrapassava os limites determinados pela regulamentação internacional. O meia permanecerá descansando até a próxima temporada, se quiser um novo clube.
Nasri ainda tentou recorrer da punição, inicialmente estabelecida pela Uefa, mas a WADA acabou corroborando a suspensão. Sequer terá a oportunidade de aproveitar a visibilidade nas Ilhas Canárias. E anda difícil vislumbrar qual rumo a carreira do meia tomará. Depois de ser tratado como uma das grandes promessas da França, nunca justificou totalmente as apostas de Arsenal e Manchester City. Mesmo com um bom tempo de carreira pela frente, ou deve jogar em uma liga menor ou diminuir sua pedida salarial. E considerando os problemas disciplinares que o francês acumula na carreira, o futuro se torna mais obscuro.


