Futebol francêsLigue 1 2026/27

Público recorde no Vélodrome, virada e jogaço: o clássico francês teve uma noite de gala

Nunca o estádio Vélodrome recebeu tantas pessoas. O público anunciado foi de 65.165, o maior da história do estádio, cuja capacidade recentemente foi ampliada para 67 mil. O recorde serviu para deixar a noite de Campeonato Francês ainda mais especial. Em campo, Olympique Marseille e Paris Saint-Germain fizeram um jogo digno de times que brigam pelo título e do maior clássico da França. De virada, o visitante venceu por 3 a 2.

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O show começou antes mesmo do árbitro apitar. As arquibancadas estavam lotadas, e os torcedores do Marseille levaram três mosaicos maravilhosos, com o escudo dos times e as iniciais OM. Cantavam, assoviavam e pediam para Marcelo Bielsa não os abandonar, já que a permanência do técnico argentino para a próxima temporada ainda não está garantida. Quando a bola rolou, vaiaram os jogadores do PSG durante os primeiros minutos.

O jogo era nervoso e estudado. O Marseille chegava duros nas divididas. A bola passava de um lado para o outro, sem grandes chances criadas. A primeira boa oportunidade aconteceu aos 12 minutos do primeiro tempo, quando Verratti lançou Pastore, aproveitando buracos que a defesa com três homens do time da casa deixa com uma frequência inconveniente. O argentino avançou até a entrada da área e bateu cruzado de direita. Passou perto. Precisando da vitória, o Marseille pressionou. Aos 30 minutos, a dupla que comanda o ataque do time nesta Ligue 1 funcionou perfeitamente. Payet, da direita, deu sua 12ª assistência no campeonato para Gignac subir lá em cima e marcar o seu 17º gol. A torcida foi à loucura, mas não teve muito tempo para ficar feliz, porque o PSG empatou cinco minutos depois, com um belo chute de Matuidi da entrada da área.

Não foi o bastante para abalar a confiança do time de Bielsa na sua estratégia, e com ela saiu o segundo gol. A marcação alta pressionou a saída de bola do PSG, Verratti bobeou e Romao recuperou a bola. Gignac foi lançado pela direita e chutou cruzado, sem chance para Sirigu. Dois minutos depois, Payet novamente cruzou na cabeça do atacante francês, que exigiu linda defesa do goleiro parisiense.

O Marseille não tem a característica de manter a posse de bola e tirar a velocidade do jogo. Administrar. Então a partida continuou aberta no segundo tempo. Ibrahimovic estava sumido. Havia feito uma boa jogada no primeiro tempo e só. O PSG havia perdido David Luiz, por lesão, Matuidi fazia o que podia, e Pastore estava jogando bem, mas o time precisava do seu craque. E, mesmo sem ter feito uma grande exibição, ele acabou decidindo a partida.

Cobrou uma falta com muita força para dentro da área, a defesa do Marseille não conseguiu afastar, e Marquinhos pegou o rebote para empatar, aos 4 da etapa final. Aos 6, com a defesa toda aberta, Pastore subiu pela ponta esquerda e cruzou para Ibra. Pressionado pelo sueco, Morel cortou para as próprias redes e concretizou a virada dos visitantes.

Como esperado, o Marseille passou a pressionar o PSG, com as linhas bastante adiantadas e dando muito campo para o contra-ataque. O placar não foi ampliado apenas por falta de capricho dos atacantes do time de Laurent Blanc e porque Mandanda fez duas grandes defesas, em chute de Lavezzi e Ibrahimovic sem marcação. De concreto, o time da casa criou pouco para empatar novamente. Abafou mais nos cruzamentos.

Irregular, o Marseille afasta-se da briga pelo título. Poderia ter assumido a segunda posição, a um ponto do Lyon, mas está em terceiro com 57 pontos. O Paris Saint-Germain, por outro lado, foi a 62 e está na ponta da tabela, a sete rodadas do final. Se não foi exuberante, superou os gritos da torcida na raça e conseguiu uma ótima vitória de virada em uma noite de gala do clássico francês.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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