PSG e Olympique reclamam de adiamento na Ligue 1

Paris Saint Germain e Olympique de Marselha criticaram a Liga Francesa nesta segunda pelo adiamento da partida entre as equipes, que ocorreria em Marselha. Cerca de 2 mil torcedores do time da capital já estavam na cidade para o jogo, que acabou não acontecendo por causa de casos da gripe H1N1.
Diversos jogadores do PSG foram diagnosticados com o vírus, enquanto os demais foram colocados em quarentena. O presidente da Liga Francesa de Futebol (LFP), Frederic Thiriez, esperou até o meio-dia do domingo para adiar a partida, que ocorreria naquela tarde.
“A decisão de adiar a partida foi tomada levianamente e tarde demais”, disse o presidente do Olympique, Jean-Claude Dassier. O técnico da equipe, Didier Deschamps, disse que o adiamento foi “difícil de entender”. O presidente do PSG, Robin Leproux, criticou a LFP por ter “apressadamente decidido no sábado que o jogo deveria ser jogado”.
Pouco depois da decisão da Liga de adiar o jogo, torcedores das duas equipes se encontraram próximo do Vieux Port, no centro histórico da cidade, e a principal estação de trem. O grande número de policiais designado para o jogo, considerado de alto risco pela rivalidade entre as equipes, teve que usar gás lacrimogêneo e cassetetes para tentar conter os torcedores.
Segundo a polícia, 20 pessoas ficaram levemente feridas, sendo dez torcedores e dez policiais, e 18 foram presos, sendo 15 em Marselha e outros três na autoestrada que leva à capital francesa.
O Olympique solicitou à LFP que o jogo fosse realizado nesta quarta, mas o pedido foi negado, uma vez que os jogadores e comissão técnica do PSG ficarão em quarentena por 72 horas. O OM ameaçou colocar o seu time B em campo se a partida for remarcada para uma data que coincida com Liga dos Campeões ou com a Copa Africana de Nações. A LFP anunciou que irá comunicar a nova data na quinta.


