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PSG banca Cavani e dá de ombros ao Fair Play Financeiro

O preço foi colocado sobre a mesa. Aurelio De Laurentiis havia garantido que Edinson Cavani não deixaria o Napoli por menos que a multa rescisória. Os partenopei preferiam seguir com seu craque a encher os bolsos. Apesar dos vários interessados, demorou até alguém com cacife pagar os € 63 milhões pedidos pelos italianos. O sinal verde, por fim, veio do Qatar. O Paris Saint-Germain cobriu o valor e o uruguaio estrelará o ataque do clube ao lado de Zlatan Ibrahimovic na próxima temporada.

Sem dúvidas, Cavani é um reforço excelente. Em três temporadas no Napoli, o atacante anotou 104 gols em 138 partidas, com excelente média de 0,75 tentos por aparição. Além disso, a versatilidade permite que o camisa 9 atue ao lado de Zlatan Ibrahimovic no ataque. Se Laurent Blanc repetir o 4-4-2 utilizado por Carlo Ancelotti no final da última temporada, a equipe ganharia em presença de área e poder de finalização, com os dois se revezando como referência. Pior para Ezequiel Lavezzi, seu antigo parceiro em Nápoles, que deve perder espaço.

A maior questão se coloca sobre o preço de Cavani. Embora seja um excelente jogador, é difícil cravar que o artilheiro valha mesmo um investimento tão alto. Com o valor, o uruguaio se torna o quinto jogador mais caro da história e a maior transação já feita por um clube da Ligue 1. Como nas palavras de Nasser Al-Khelaifi, dono do clube, o negócio acaba servindo mais uma vez como prova de força no Parc des Princes.

“A chegada de Cavani demonstra a capacidade do clube ao atrair os melhores jogadores do mundo. Ele foi atraído por nosso projeto e tem o prazer de participar de uma equipe ambiciosa, ansioso para enfrentar novos desafios. Estamos particularmente satisfeitos por oferecer ao público parisiense, um jogador de talento imenso e cobiçado por todos”, declarou o xeique.

Desde a chegada dos qatarianos, em 2011/12, foram investidos € 317 milhões em novos jogadores, mais do que qualquer outro clube do planeta. Segundo colocado na lista, o Chelsea desembolsou € 250 milhões, 22% a menos que os franceses. Mais do que isso, o PSG também é o que mais gasta por atleta trazido: € 9,6 milhões são empregados, em média, a cada contratação.

O montante torrado com Cavani deixa outra evidência sobre a postura do Paris Saint-Germain: a de que a diretoria não está muito preocupada com o Fair Play Financeiro imposto pela Uefa. O clube já havia arquitetado sua estratégia na prestação de contas à Liga de Futebol Profissional (LFP) e parece confiar o suficiente na artimanha para continuar gastando milhões em reforços.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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