Futebol francês

Por que gigante francês deve ficar sem reforços de novo e passar dois anos em redução

Clube francês ainda tenta ganhar margem para janeiro, mas cenário financeiro pode limitar o mercado por muito mais tempo

Depois de atravessar o último mercado de transferências no verão europeu sem conseguir contratar, o Olympique de Marseille corre o risco de enfrentar situação parecida em janeiro. O problema, porém, pode ir além de uma única janela: o clube trabalha com a perspectiva de até dois anos de austeridade para reorganizar suas contas.

O Marseille normalmente não deveria poder contratar durante a janela de inverno por problemas financeiros, embora a diretoria ainda espere convencer as autoridades antes do Natal a liberar espaço para pelo menos uma operação de menor porte.

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Marseille pode passar outra janela sem contratar

A restrição prolongaria um cenário já difícil para Bruno Genesio. No último verão europeu, o técnico viu o clube vender jogadores importantes, reduzir salários e encerrar a janela sem nenhuma contratação, mesmo disputando a Liga Europa.

A dificuldade pode aumentar caso o elenco perca mais peças em janeiro. Pierre-Emile Hojbjerg voltou a aparecer entre os alvos da Juventus, enquanto Igor Paixão também está entre os jogadores associados a uma possível saída. Outros nomes do elenco despertaram interesse recentemente.

Neste momento, porém, essas possíveis negociações ainda precisam ser tratadas com cautela. A grande preocupação esportiva está justamente na possibilidade de vender jogadores sem ter liberdade financeira suficiente para substituí-los. O próprio diretor esportivo Grégory Lorenzi já havia alertado para esse risco durante o mercado de verão.

Frank McCourt, proprietário do Olympique de Marseille, e Stéphane Richard, novo presidente do clube, durante a coletiva de imprensa no Orange Vélodrome, em Marseille, na França, em 10 de abril de 2026.
Frank McCourt e Stéphane Richard, dirigentes do Olympique de Marseille (Foto: Alexandre Dimou/Alexpress / Icon Sport)

Dois anos de austeridade podem mudar projeto esportivo

O cenário também não deve melhorar de forma imediata no próximo verão. A expectativa é de que o Marseille trabalhar com uma “verba magra” na janela seguinte. O objetivo seria ganhar tempo para reorganizar a situação financeira.

“Marseille se dá dois anos para colocar as contas em ordem e voltar a ser competitivo esportivamente”, afirmou o insider francês Mohamed Toubache-Ter.

Isso significaria que as limitações vistas desde o último verão não seriam apenas uma exceção provocada por um momento específico. Elas poderiam fazer parte de uma estratégia mais longa de contenção de gastos.

Para o técnico Bruno Genesio, a consequência é clara: manter o clube competitivo na Ligue 1 e na Europa com margem pequena para reforçar o elenco. Para a diretoria, o desafio será atravessar esse período sem perder jogadores importantes demais para um grupo que já passou por forte redução no último mercado.

Foto de Naim Beneddra

Naim BeneddraColaborador

Descobri o futebol de verdade nos anos 90, embalado pelas façanhas de Romário e Bebeto na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Desde então, o futebol nunca mais saiu do meu cotidiano. Com o tempo, consegui unir essa paixão a outra que sempre me acompanhou: a escrita. Transformar essas duas paixões em profissão é, sem dúvida, uma das maiores conquistas da minha vida.

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