França

Pesadelo girondino

No primeiro duelo franco-fratricida da Liga dos Campeões, o Lyon levou a melhor sobre o Bordeaux. Para quem esperava uma daquelas partidas de muito estudo e pouca ação, o início de partida em Gerland mostrou-se exatamente o contrário. A vitória lionesa por 3 a 1 talvez tenha surpreendido, mas foi completamente justa diante das circunstâncias do duelo – e de uma inesperada atuação ruim da defesa girondina.

A partida começou aberta e em menos de 15 minutos o público presente ao Gerland já havia visto dois gols. Lisandro López e Marouane Chamakh foram às redes e deram a impressão de que o equilíbrio tomaria conta do jogo. Nada disso. O Lyon mostrou-se mais equilibrado em seus setores, com um bloco mais compacto e atuações individuais que primaram pelo bom nível.

A atuação do Bordeaux ficou comprometida pelo desempenho de sua dupla de zaga. Logo a defesa dos Marine et Blanc, considerada como uma das mais equilibradas da França, fez água. Lamine Sané e Michaël Ciani pareciam ter se conhecido no túnel dos vestiários. Eles falharam demais no posicionamento em campo, sem saber direito como deveriam se alinhar no setor defensivo.

Além disso, foram bastante passivos na marcação, permitindo aos lioneses ter o controle da bola e avançar sem maiores problemas. Outra grande dificuldade foi vista nas jogadas pelo alto. Não que Lisandro López seja um completo bagre, mas o atacante argentino teve uma grande facilidade nas bolas aéreas diante de zagueiros que estão bem longe de parecerem anões. Pior para o goleiro Carrasso, que precisou se virar como podia para defender os ataques do OL e ficar rouco de tanto gritar em vão com sua defesa.

Mesmo com a defesa naufragando, Laurent Blanc demorou demais para tomar qualquer atitude. Desta vez, o treinador esperou muito para mexer na equipe, e só nos minutos finais promoveu a entrada de Henrique no lugar de Chalmé, quando a vaca girondina já estava no brejo. Da mesma forma, Wendel, que não esteve em uma de suas melhores atuações, poderia ser substituído antes, dando um pouco mais de agressividade à equipe.

Do outro lado, Claude Puel se beneficiou do desempenho mais homogêneo de seus comandados. Quando o nível de algum deles começava a cair, o treinador tomou providências rápidas, com a agilidade que faltou a Blanc. Com as entradas de Källström e Govou no segundo tempo, o Lyon manteve a pressão até o fim.

No entanto, nem tudo foi motivo de felicidade para os lioneses. O cartão amarelo levado por Lisandro López o tira da partida de volta no Chaban-Delmas. O time certamente sentirá sua falta, ainda mais depois de sua atuação destacada. Não apenas pelos dois gols, mas pela intensa movimentação no meio da defesa, com a abertura de espaços para seus companheiros. Sem o argentino, o OL perde sua referência ofensiva, e este pode ser o início do troco dos girondinos.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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