FrançaLigue 1

Parecia impossível, mas Ibra está cada vez melhor

Dizer quem é o melhor centroavante do mundo na atualidade é tarefa árdua. Luis Suárez e Robin van Persie acumulam gols e mais gols na Inglaterra há algum tempo. Diego Costa é o nome da moda na Espanha. Robert Lewandowski se tornou um dos mais cobiçados no mercado por tudo o que tem feito na Alemanha. Radamel Falcao García e Edinson Cavani quebraram o recorde de jogador mais caro da posição ao se transferirem à França. E, mesmo com tantos craques, há um que tem conseguido se sobressair ainda mais: Zlatan Ibrahimovic.

O sueco vive a melhor fase de sua carreira. Somando as atuações pela seleção e pelo Paris Saint-Germain, Ibra anotou impressionantes 14 gols em oito jogos desde o início de outubro. Somente contra o Saint-Étienne, na 11ª rodada da Ligue 1, o camisa 10 passou em branco. Neste sábado, os números ganharam ainda mais volume com os três tentos anotados na vitória por 3 a 1 sobre o Nice, que garantiu a liderança do campeonato aos parisienses por pelo menos mais uma rodada.

Em nenhum outro momento Ibra foi tão prolífico na hora de balançar as redes. Assim como aconteceu desta vez, sua melhor sequência foi de cinco partidas consecutivas balançando as redes. Porém, não se aproximou da excelente média de 1,75 tentos por jogo – um número elevado principalmente pelos quatro gols contra o Anderlecht, pela penúltima rodada da Liga dos Campeões.

Falar sobre os predicados de Ibrahimovic é lugar comum. O centroavante combina estatura e mobilidade, habilidade e poder de finalização. Não à toa, o Paris Saint-Germain joga em sua função e, desde que chegou à capital francesa, 57% dos gols do time nas partidas em que ele esteve em campo tiveram sua participação – 47 bolas na rede e 23 assistências. Um protagonismo que chega a seu ápice graças à excelente fase.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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