O PSG abriu a temporada na França com show, numa vitória de belos gols sobre o Nantes na Supercopa
Messi e Neymar se entenderam muito bem em Tel Aviv, enquanto Sergio Ramos fez um golaço de calcanhar
O Paris Saint-Germain vem de uma temporada abaixo da crítica, mesmo com a conquista da Ligue 1. As atuações modestas no Campeonato Francês, tantas vezes carregadas por Mbappé, e a eliminação na Champions League pesaram contra, especialmente pelas expectativas geradas no mercado de transferências. Mauricio Pochettino saiu, Christophe Galtier chegou e outra energia parece rodear o PSG. Neste domingo, a equipe agradou e deu show em Tel Aviv, para vencer o Nantes por 4 a 0 na Supercopa da França. Na ausência de Mbappé, o baile ficou por conta de Messi e Neymar – com dois gols e uma assistência do brasileiro. Os parisienses colecionaram belos tentos, incluindo até um de calcanhar feito pelo redimido Sergio Ramos.
O PSG entrou num 3-4-3 que deve reger o trabalho de Christophe Galtier neste início. Gianluigi Donnarumma era o goleiro, com a zaga formada por Sergio Ramos, Marquinhos e Presnel Kimpembe. Achraf Hakimi e Nuno Mendes ocupavam as alas, enquanto Vitinha e Marco Verratti formavam a dupla no meio. Já o ataque tinha Lionel Messi centralizado, com Neymar e Pablo Sarabia abertos. Suspenso, Kylian Mbappé era o principal desfalque. Já o Nantes vinha com sua espinha dorsal formada por Alban Lafont, Andrei Girotto, Pedro Chirivella, Ludovic Blas e Moses Simon. Principal reforço para a temporada, Moussa Sissoko ocupava o meio-campo de Antoine Kombouaré.
Logo os primeiros minutos mostraram como o PSG vinha sedento pela vitória. Lafont salvou contra Hakimi, enquanto Sarabia bateu com perigo antes dos dez minutos. Já aos 13, Marquinhos cabeceou livre e carimbou o travessão. A pressão era imensa. O Nantes conseguiu uma resposta depois disso. Simon apareceu pela primeira vez num tiro perigoso ao lado da meta. Já aos 19, Blas fez Donnarumma salvar um arremate que tinha endereço rumo ao ângulo. Mas, quando o sinal de perigo se acendeu, os craques apareceram para abrir o placar aos parisienses. Aos 22, Neymar enfiou a bola, que desviou na zaga e mesmo assim chegou a Messi. O camisa 30 arrancou, na sua característica, e driblou Lafont antes de estufar as redes.
O PSG aproveitava muito as subidas de seus alas, mas diminuiu o ritmo antes do intervalo. Neymar queria jogo e teria um lance perigoso anulado por impedimento. Depois de mais uma ameaça do Nantes, em bola desviada por Kimpembe, os parisienses voltariam a acelerar após os 40. Um aviso veio com Messi, em arremate salvo por Lafont. Já nos acréscimos, Neymar sofreu uma falta frontal e ele mesmo cobrou. Mandou no capricho, com curva, matando a coruja no ângulo da meta adversária. Golaço que coroava a boa primeira etapa do craque.
Durante o início do segundo tempo, o PSG voltou a se impor no campo de ataque. Anotou o terceiro gol aos 12. Na sequência de um escanteio, Verratti achou Sarabia e o espanhol parou em Lafont. Bola viva na área, para Sergio Ramos definir brilhantemente de calcanhar. O show estava escancarado. Os parisienses puderam reduzir a marcha novamente, contando com as entradas de Juan Bernat e Danilo Pereira. As oportunidades dos parisienses não eram tão frequentes, mas, numa baita arrancada de Neymar, Bernat acertou a rede pelo lado de fora.
Mais mudanças aconteceram no PSG depois dos 30, incluindo a estreia de Nordi Mukiele, escalado no lugar de Hakimi na ala direita. Aos 36, a goleada ganhou forma num pênalti sobre Neymar, que rendeu o vermelho direto a Jean-Charles Castelletto pelo puxão. O brasileiro assumiu a responsabilidade e concluiu numa calma imensa, andando até só deslocar Lafont. Depois disso, o PSG tentou procurar os espaços para fazer o quinto, mas sem o mesmo sucesso. Lafont salvaria contra Messi de novo. E, nos acréscimos, Donnarumma fez mais uma boa intervenção para fechar a conta em 4 a 0.
O PSG chega a 11 títulos na Supercopa da França. Os parisienses levaram quase todas as taças desde 2013, exceção feita à derrota para o Lille na temporada passada. Que o favoritismo fosse indiscutível neste domingo, a forma apresentada pelo time logo no início da temporada saiu melhor que a encomenda. O PSG já ofereceu um bom nível coletivo e um ritmo mais alto. É ver o que essa motivação poderá gerar nos próximos meses.


