FrançaLigue 1

O Monaco ainda não tem um time, mas já vai funcionando

Pelo menos em seu primeiro teste na volta à Ligue 1 o Monaco foi aprovado. O time do principado, agora turbinado pelos milhões do magnata russo Dmitry Rybolovlev, retornou à elite francesa com a pecha de principal rival à soberania do Paris Saint-Germain. O desafio contra o Bordeaux, fora de casa, era dos mais duros. Porém, os monegascos cumpriram as expectativas ao vencer por 2 a 0 e já permitem as primeiras conclusões sobre seu futuro.

Embora seja o clube que mais gastou na janela de transferências até o momento, totalizando um investimento de € 146 milhões, o Monaco ainda vive um período de transição. O elenco montado para a Ligue 2 2012/13 tinha força suficiente para chegar ao meio da tabela na primeira divisão. O salto de qualidade não é tão simples e, por mais que várias estrelas tenham sido contratadas nos últimos meses, vários jogadores de nível discutível permanecem.

Entretanto, mais importante do que trazer um novo time titular é saber aproveitar o que se tem neste início de campanha. E claramente o encaixe da equipe de Claudio Ranieri está longe do ideal. Sobrou individualismo em muitos momentos e os gols não saíram em jogadas construídas. Os visitantes pressionaram e criaram mais oportunidades de gol, mas o desempenho foi de um amontoado de bons jogadores, não de um coletivo forte.

Ao menos se dependerem dos lances fortuitos, os alvirrubros podem se sentir agraciados, já que poucos clubes no mundo contam com um atacante tão oportunista quanto Radamel Falcao García. E o atacante, principal contratação do Monaco para a campanha, tratou de agradar a torcida ao anotar o segundo gol de seu time.

Ainda falta muito para dizer se o Monaco realmente vai ter forças para emendar vitórias em um campeonato longo, enquanto tenta arrumar a casa. Pelo menos depois da primeira rodada, a missão já foi cumprida, dois pontos à frente do PSG. Um início que alimenta o sonho de um bicampeonato nacional, unificando os títulos da Ligue 2 e da Ligue 1.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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