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O filho de Weah tem apenas 15 anos e chegou arrebentando ao time sub-17 do PSG

Dentre os diversos clubes que defendeu na Europa, o Paris Saint-Germain foi um daqueles em que George Weah mais teve sucesso. Passou três anos na equipe da capital francesa, e seu último semestre no Parque dos Príncipes, junto com os seis primeiros meses no Milan, foram tão brilhantes que lhe renderam a Bola de Ouro em 1995. É com esse histórico vitorioso que o ex-atacante exerceu sua influência para colocar seu filho Timothy Weah, de 15 anos, nas categorias de base do PSG. E não foi preciso muito tempo para o garoto provar que merece o lugar, não apenas por sua ascendência.

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Na goleada por 13 a 0 do Paris Saint-Germain sub-17 sobre o Shanghai Shenhua, da China, em jogo amistoso, Timothy Weah brilhou com cinco gols, mostrando oportunismo, habilidade e outras facetas dignas dos grandes goleadores. Vendo seu desempenho, é impressionante pensar que sua estreia oficial pela equipe aconteceu há pouco menos de um mês. E logo em seu primeiro jogo, o filho do liberiano também se destacou, com três gols na vitória por 4 a 1 sobre o Boulougne-Sur-Mer, em 24 de janeiro.

Confira os cinco gols de Timothy Weah contra o Shanghai Shenhua:

Timothy Weah s’offre un quintuplé avec les U17… por evidenceprod

Filho de um craque liberiano e defendendo o clube francês, o lado cosmopolita de Timothy não para por aí. Nascido em 22 de fevereiro de 2000, em Nova York, o jovem atacante acumula passagens pelas seleções de base dos Estados Unidos e atualmente defende o time sub-17. Sua carreira na base começou no New York Red Bulls, mas, como revelou em entrevista ao Le Parisien, seu desejo era atuar na Europa. Primeiro tentou a sorte no Chelsea, outro clube que seu pai defendeu, mas sua vontade era mesmo Paris. “Sempre fui atraído pela França e, particularmente, pelo PSG. Sabia que eles tinham um ótimo centro de treinamento”, contou Timothy ao periódico francês.

Apesar de ter estreado pelos parisienses em competições oficiais de base apenas no fim de janeiro, Timothy Weah já está na equipe desde setembro de 2014, mas por questões burocráticas ainda não havia sido liberado para jogar oficialmente. Todo esse tempo no clube foi suficiente para que o promissor atacante começasse a projetar o dia em que, assim como seu pai, terá a chance de brilhar no time principal. “Ver o Zlatan Ibrahimovic, o Lucas e o David Luiz é ótimo. Espero que eu também, um dia, consiga jogar neste grande clube. Mas sei que a estrada ainda é muito longa”, comentou.

Timothy reconhece o tamanho da pressão que vem junto com o fato de ser filho de um vencedor da Bola de Ouro, mas não se esquiva completamente da comparação e afirma que quer seguir o caminho trilhado pelo pai. “Meu pai foi um dos melhores jogadores do mundo. Tenho orgulho de ser seu filho. É uma honra para mim, embora, inevitavelmente, isso coloque pressão sobre mim. Mas quero seguir seus passos. Ele me dá muitos conselhos, me encoraja.”

Igualar o pai será tarefa dificílima para Timothy. Em 1995, defendendo o PSG na primeira metade do ano e o Milan na segunda, George Weah tornou-se o primeiro jogador de uma seleção africana a vencer o prêmio da Bola de Ouro, na época ainda oferecido exclusivamente pela revista France Football, assim como o prêmio de melhor jogador da Fifa no mesmo ano. E conseguir a congratulação naquele ano não foi tarefa fácil, já que a lista de concorrentes incluía gente do calibre de Romário, Baggio, Klinsmann e Stoichkov. Foi com lances da natureza destes abaixo que o craque conseguiu o feito inédito para um africano. Em vez de pensar nisso tudo como uma meta a ser alcançada, Timothy pode pegar tudo que seu pai fez como inspiração para ao menos fazer jus de alguma forma ao famoso nome que carrega.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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