França

Nice anuncia o retorno de Lucien Favre para substituir Christophe Galtier, próximo do PSG

Favre levou o clube do sul da França ao terceiro lugar da Ligue 1 em 2016/17 e retorna após uma passagem de altos e baixos pelo Borussia Dortmund

Christophe Galtier deve ser anunciado muito em breve como o novo técnico do Paris Saint-Germain, após o Nice confirmar a sua saída nesta segunda-feira. O clube do sul da França aproveitou para mostrar que está seguindo em frente e também apresentou o sucessor. Não que a torcida já não o conhecesse: Lucien Favre retorna quatro anos depois de sair para o Borussia Dortmund.

Não é surpresa para ninguém que Galtier está no topo da lista do novo projeto do PSG, agora dirigido por Luis Campos e com mais foco no coletivo e em uma montagem de time coerente – pelo menos é o que estão prometendo. O nome dele chegou a ser citado pelo presidente Nasser Al-Khelaifi em um texto do site oficial do clube, o que é incomum considerando que o PSG ainda tem um outro técnico sob contrato.

A demora para a trocar ser oficializad é explicada pelas negociações para encerrar o vínculo de Mauricio Pochettino. Os empresários do argentino, segundo o jornal Le Parisien, negociaram até o “último euro” da rescisão. Galtier deve assinar contrato por duas temporadas, com opção por mais uma, e tudo deve ser formalizado nesta terça-feira.

Enquanto isso, o Nice reata os laços com Favre, que deixou uma ótima impressão no clube entre 2016 e 2018. Conseguiu um excepcional terceiro lugar no Campeonato Francês em sua primeira campanha. Chegou aos playoffs da Champions League, última fase preliminar antes dos grupos, derrotando o Ajax. Perdeu para o Napoli e seguiu na Liga Europa. A aventura europeia terminou em um adversário muito difícil no mata-mata, o Atlético de Madrid.

Enquanto isso, a oscilação afetava o Nice na Ligue 1. A segunda participação liderada por Favre terminou com o oitavo lugar, mas a apenas um ponto de vaga na Liga Europa. Ele saiu ao aceitar o convite para treinar o Borussia Dortmund, mas deixou saudades. Na comunicação oficial, o clube está tratando a contratação como o retorno do filho pródigo.

“Sua primeira passagem pela Costa Azul entrará na história. Quando o assunto é um futuro cheio de desafios, é difícil não misturar ambição e sentimento. A empolgação sentida por toda a comunidade vermelha e preta pela mera menção do seu nome, já há anos, ilustra de maneira maravilhosa a ligação que é sentida por ele”, escreveu o Nice na nota oficial anunciando a contratação de Favre.

Um pouquinho exagerado? Talvez. Favre teve altos e baixos no Borussia Dortmund, com uma ótima primeira temporada, em que terminou a apenas dois pontos do Bayern de Munique, seguida por outra cheia de oscilações. O trabalho terminou com uma derrota vexatória para o Stuttgart por 5 a 1, a maior goleada sofrida em casa pelos aurinegro em quase uma década.

O suíço de 64 anos está no mercado desde então. Ele chegou a ser abordado para retornar ao Borussia Monchengladbach, pelo qual se anunciou com um ótimo trabalho entre 2011 e 2015, mas recusou a proposta. Acabou decidindo por outro lugar que também lhe é familiar.

“Mantivemos contato regular e, assim que surgiu o Nice, pensei em ir. Não hesitei, por vários motivos. É muito interessante o que a Ineos (empresa que controla o clube) está fazendo, o que quer construir e continua construindo. Também conheço muita gente. É muito bom vir a um clube assim. Gosto que haja um lado humano, esportivo e humano”, disse Favre, ao L’Equipe.

Com Galtier, campeão francês pelo Lille na temporada anterior à última, o Nice garantiu vaga na Conference League, com a quinta melhor campanha, empatado com o Rennes, em quarto, e chegou à final da Copa da França. Não é uma base ruim para Favre tentar ampliar esse sentimento que o clube parece ter por ele.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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