Copa da FrançaCopa do MundoFrança

Nada de Copas: conheça a maior glória clubística de Roger Milla, desbancando Platini

É só falar em Roger Milla que a imagem da Copa de 1990 vem logo à cabeça. O veterano roubando a bola de Higuita, antes de balançar as redes e comemorar dançando junto à bandeirinha de escanteio. Ou então, para quem quer ir além, o senhor de 42 anos que fez o gol de honra de Camarões no massacre contra a Rússia em 1994, tornando-se o mais velho a anotar em uma Copa do Mundo. Mas, se o atacante é considerado um dos maiores jogadores africanos da história, não é apenas por dois meros lances em Mundiais. Sua carreira foi muito além, algo que nem todo mundo se lembra logo de cara.

Presente em três Copas do Mundo e campeão de duas Copas Africanas de Nações, Milla também teve uma carreira consistente nos clubes. Dentro de Camarões, é ídolo incontestável do Léopard de Douala e do Tonerre Yaoundé. Já na França, escreveu sua história em diversas equipes tradicionais, como o Monaco, o Saint-Étienne e o Montpellier. Entre a primeira e a segunda divisão, soma 111 gols em 12 temporadas no país. E também é lembrado por lá como o autor do gol do título mais importante do Bastia, clube de torcida apaixonada e de fortes ligações regionais com a Córsega.

VEJA TAMBÉM: De luto contra o dinheiro do PSG, o Bastia buscou a virada incrível e comemorou como um título

O Bastia foi o principal clube de Roger Milla no Campeonato Francês. O atacante passou quatro anos na Córsega e fazia parte da equipe quando foi convocado à Copa de 1982. E, logo em sua primeira temporada, o camaronês já mereceu todo o carinho dos torcedores. O atacante anotou o gol decisivo na final da Copa da França de 1980/81, derrotando o Saint-Étienne de Michel Platini, Johnny Rep, Jacques Santini e Patrick Battiston.

Vale ressaltar que, entre as décadas de 1970 e 1980, o Bastia era uma das forças do futebol francês – chegando até mesmo à decisão da Copa da Uefa de 1978, quando foi derrotado pelo PSV. Ainda assim, aquela Copa da França foi a única conquista de primeira grandeza da história dos alviazuis. Marcialis abriu o placar para a equipe na final do Parc des Princes, enquanto Roger Milla fez o segundo. E um lindo gol que ressalta todo o seu talento, arrancando do meio-campo para fintar o goleiro e o zagueiro do Saint-Étienne. Já no segundo tempo, Santini diminui e fechou o placar em 2 a 1, insuficiente para a dobradinha dos Verts naquele ano, quando conquistaram a Ligue 1.

No dia em que Roger Milla completa 63 anos, vale fugir do lugar comum para exaltar o craque:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo