‘Nível amador’: Dirigente brasileiro é criticado por grupo de ultras na França
Ultras do clube preparam protesto no próximo jogo e endereçam críticas ao diretor brasileiro
O clima no Monaco tem se deteriorado e um brasileiro é alvo direto da polêmica. Depois de mais uma derrota na Ligue 1 e de uma sequência preocupante de lesões musculares, o grupo Ultras Monaco publicou um comunicado duro contra a diretoria, acusando a gestão esportiva comandada por Thiago Scuro de incompetência e anunciando protestos no duelo da Champions League diante do Galatasaray.
A revolta ganhou força após o 1 a 0 sofrido contra o Brest — o quarto revés nas últimas cinco partidas. O time de Sébastien Pocognoli, que chegou em outubro depois da demissão de Adi Hutter, já caiu para a sétima posição, fora da zona europeia, e também patina na Champions, onde soma apenas uma vitória e três empates, em risco real de eliminação precoce.
Scuro é criticado no Monaco por decisões e constantes lesões do elenco
O estopim não veio apenas dos resultados. O Monaco enfrenta uma das piores ondas de lesões recentes no futebol francês: sete atletas sofreram problemas nos isquiotibiais desde agosto, e o total de problemas musculares já chegou à casa dos dois dígitos. Para os Ultras, isso não é coincidência — é gestão ruim.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o grupo disparou:
“Há meses esperamos um despertar, uma tomada de consciência, um mínimo de lucidez na direção esportiva do AS Monaco. […] A gestão da saúde dos nossos jogadores é de nível amador e nosso departamento médico está regularmente superlotado.”

Os torcedores também criticam a montagem do elenco — considerada incoerente — e apontam “decisões aleatórias” na condução esportiva. O Monaco investiu no verão em nomes como Stanis Idumbo, Lukas Hradecky, Eric Dier, Ansu Fati e Paul Pogba, que voltou aos gramados após cumprir suspensão por doping. Nada disso, porém, impediu o acúmulo de queda técnica e instabilidade.
A nota acusa diretamente o diretor esportivo Thiago Scuro, que, segundo os Ultras, “já não tem legitimidade nem competência para levar o clube ao nível de sua história”.
Com a paciência esgotada, o grupo detalhou ações de protesto para o jogo contra o Galatasaray:
- faixas expostas de cabeça para baixo,
- nenhuma animação na entrada do time,
- greve de apoio nos primeiros 15 minutos.
O objetivo, segundo eles, é claro: “restaurar o prestígio do clube” e exigir padrões mínimos de profissionalismo.
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Técnico e elenco tentam acalmar os ânimos no Monaco
Na coletiva prévia à partida, Sébastien Pocognoli preferiu adotar tom conciliador. O treinador reconheceu o descontentamento, mas afirmou que a equipe tem condições de reagir em campo.
“Quando os resultados não são os ideais, é normal sentir descontentamento. Temos que aceitar isso e reconstruir a confiança. A melhor resposta é desempenho e atitude.”
🚨 LE COMMUNIQUÉ DES ULTRAS DE MONACO 🇲🇨
Les Monégasques réclament le départ de Thiago Scuro. 🥶
📸Communiqué Ultras Monaco pic.twitter.com/2tzfnfGwna
— Actu Ligue 1 (@ActuL1_) December 7, 2025
Pocognoli afirmou que o elenco recebeu as críticas e que o momento exige unidade para atravessar a má fase. Segundo ele, foco e postura serão determinantes nos próximos jogos. O zagueiro Thilo Kehrer endossou a mensagem:
“É compreensível que a torcida reaja assim. Nós mesmos estamos descontentes. Precisamos trabalhar duro, manter uma postura positiva e nos unir para recuperar a energia.”
Entre turbulência, cobranças e lesões, o Monaco chega ao jogo da Champions pressionado a dar um sinal de melhorias.


