França

Messi enfatiza que tomou boa decisão ao assinar com o Paris Saint-Germain

Em entrevista à France Football, craque afirmou que ainda está perdido em Paris

Ainda vimos pouco de Lionel Messi no Paris Saint-Germain, mas uma coisa é certa: a transferência histórica do argentino para o clube francês sempre renderá manchetes por qualquer coisa que seja. Neste fim de semana de Data Fifa, a revista France Football divulgou sua nova edição, na qual conta com Messi como capa, em uma entrevista exclusiva.

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É verdade que Messi não costuma dar grandes aspas quando fala, mas ter sua perspectiva sobre a mudança de Barcelona para Paris não deixa de ser interessante. O craque se disse feliz com a nova fase, aos 34 anos, impulsionado pelo recente título da Copa América com a sua seleção. Mas nem mesmo o jogador contava com a brusca despedida do Barça, por motivos financeiros.

A crise bateu forte no Camp Nou

Após a hilária entrevista em que o presidente do Barça, Joan Laporta, declarou que esperava que Messi renovasse contrato de graça, ficou claro o tamanho do buraco em que o clube catalão está enfiado. O jogador, por sua vez, se mostrou chocado com a situação. Apesar de estar sem contrato após a temporada passada, o camisa 10 imaginava que permaneceria.

“Voltei para o Barcelona para me preparar, visando a nova temporada, aproveitei alguns dias de férias a mais que o [Ronald] Koeman havia me dado. Tinha em mente que assinaria o contrato e começaria a treinar. Pensei que estava tudo resolvido e só faltava a minha assinatura. No entanto, quando cheguei, vi que não era possível, que não poderia ficar e que tinha de procurar outro clube, pois o Barça não poderia pagar para prolongar meu contrato. Isso mudou meus planos. Foi muito duro de lidar. Tivemos de ir embora e toda a minha família precisaria mudar de rotina”, disse Messi.

A mudança teve os amigos como ponto crucial

Mudar para um país desconhecido é mais um desafio relevante para Messi. Nada que ele já não esteja acostumado. Segundo o próprio, o começo foi complicado, mas a transição pesou menos do que o esperado por conta dos amigos que ele reencontrou no PSG.

“Essa era uma grande parte da minha decisão, já que eu sabia que estava indo para um novo país e teria de começar do zero. Sabendo que eu teria amigos no vestiário, as coisas ficariam mais fáceis e ajudariam na adaptação. Eu não estava errado, porque no fim acabou sendo bem fácil. Tenho muitos jogadores que falam espanhol aqui, além dos meus amigos, como Ney (Neymar), Lea (Leandro Paredes) e Fideo (Ángel Di María), que me ajudaram desde que cheguei”, explicou.

Outra cidade, outros hábitos

Não foi só para Messi que a mudança para Paris trouxe impacto imediato. A esposa e os três filhos ainda estão instalados em um hotel enquanto procuram casa na cidade. E aí reside o outro problema com o qual o argentino não esperava lidar tão cedo: desconhecer o lugar onde vive.

“Admito que ainda estou perdido em Paris, e que ainda preciso achar meu caminho com mais facilidade. Tinha meus hábitos em Barcelona, conhecia tudo e ia sempre aos mesmos lugares. Minha família está conseguindo se entender com o idioma com mais facilidade que eu”, finalizou.

Com o tempo, as amizades apresentam atrações para que Messi e sua família se sintam parte de Paris. São só dois meses de cidade, entre Datas Fifa, o que obviamente não ajuda na aclimatação. Dizem que as ruas e o clima parisiense fazem qualquer um apaixonar. E no que depender dos gols e assistências de Messi, logo logo a população também abraçará os novos moradores.

 

 

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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