FrançaLigue 1

Marseille e Lyon dão um sinal de resistência aos magnatas

Os prognósticos feitos antes de a bola começar a rolar, ao menos por enquanto, estão errados. A tabela da Ligue 1 após a primeira rodada não coloca no topo Paris Saint-Germain e Monaco, os milionários que torraram um dinheiro violento em reforços nos últimos tempos. O início é bem mais saudosista. Lyon e Olympique de Marseille, as grandes forças do futebol francês na década de 1990 e nos anos 2000, é que aparecem em condições privilegiadas.

Graças ao saldo de gols, o Lyon é o primeiro colocado. Os Gones passaram o carro sobre o Nice, a despeito do bom desempenho do clube do sul da França na última temporada. A vitória por 4 a 0 é um fio de esperança depois das perdas do clube no mercado de transferências. Alexandre Lacazette, Yoann Gourcuff e Clément Grenier brilharam na partida ao participarem dos quatro gols, seja balançando as redes ou dando as assistências.

O Olympique de Marseille, por sua vez, não pegou um adversário tão qualificado assim. O Guingamp retornou à primeira divisão nesta temporada e tinha a vantagem de jogar diante de sua torcida. Os marselheses não quiseram nem saber e anotaram três gols em 18 minutos de jogo, dois deles do recém-contratado Dimitri Payet. Os anfitriões ainda conseguiram descontar, mas não foram além da derrota por 3 a 1.

Os resultados isolados dizem pouco dentro de um campeonato de 38 rodadas. Porém, podem significar algo para o moral tanto de Lyon quanto de Marseille. É a primeira resposta para quem quis colocar ambos de lado entre os favoritos da Ligue 1. O mesmo, aliás, que aconteceu durante boa parte da última edição do torneio, quando ambos se mantiveram colados ao PSG, que só se distanciou nas dez rodadas finais.

Não dá para cravar que somente esses três pontos farão os dois terem forças para sonhar com a taça. Mas que seria interessante ver ambos no páreo pelo topo da tabela, não há dúvidas. A Ligue 1, que teve nos últimos anos como principal característica a imprevisibilidade, tende a perder tal virtude com a fortuna despejada pelos magnatas. Uma boa campanha de Lyon ou de Olympique de Marseille serviria para mostrar que dinheiro pode significar muito no futebol, mas nem sempre é tudo.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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