Ligue 1

PSG tira o pé no segundo tempo e quase se complica contra o Strasbourg

O que era para ser uma goleada teve tons de drama na segunda etapa em Paris

A tão esperada estreia de Lionel Messi com a camisa do Paris Saint-Germain ainda está longe de acontecer, mas enquanto isso, outros astros do clube vão fazendo a sua parte para garantir pontos e vitórias importantes. Neste sábado, com certo tom de drama, a equipe parisiense venceu o Strasbourg por 4 a 2, no Parc des Princes.

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Mauricio Pocchettino colocou em campo uma equipe “mista”, já que aguarda o retorno de alguns dos atletas que estiveram na Copa América e Eurocopa. Por este motivo, escalou só Achraf Hakimi e Georginio Wijnaldum entre os novos reforços. Se na estreia de semana passada, contra o Troyes, o PSG não foi com força total, hoje não foi diferente. 

Sábado no Parque

Mas é aquela história: mesmo incompleto, o elenco ainda impõe bastante respeito. A goleada se desenhou no primeiro tempo quando Mauro Icardi abriu a contagem aos 3 minutos. Kylian Mbappé, o maior astro em campo, ampliou aos 25. Logo no lance seguinte, foi a vez de Julian Draxler ampliar. 

Poucas pessoas apostariam que o Strasbourg mostraria alguma reação. Afinal de contas, seria difícil quebrar o ritmo alucinado que o PSG vinha empenhando na partida. No intervalo, o técnico Julien Stéphan resolveu aparar algumas arestas e mudar a postura da sua equipe. Seja lá o que ele fez, deu certo.

Encontrando certo conforto para se defender e contragolpear, o Strasbourg diminuiu com Kevin Gameiro e Ludovic Ajorque. De repente, o PSG estava a um gol de levar o empate, diante de sua torcida, o que seria deveras chocante. O susto bastou para que os parisienses colocassem a cabeça no lugar e recuperassem a vontade de vencer.

Irritaram o homem

A ideia de complicar um jogo fácil incomodou Mbappé, que chamou a responsabilidade para si. Foi dele o passe para o quarto e último gol do PSG, marcado por Pablo Sarabia. Suficiente para acabar com o ânimo dos visitantes, que já vislumbravam um empate valente. Não houve Neymar, nem Ángel Di María, sequer Leandro Paredes, Marquinhos e Messi. Mas quem tem Mbappé não anda a pé.

Ao fim do dia, o público ao redor do mundo deve pensar que este time de Pocchettino faz o arroz com feijão, mas poderia entregar bem mais. E a cobrança é comum para quem monta um esquadrão com os melhores de cada posição. Hoje, um 4 a 2 foi pouco, ainda mais pela circunstância de preguiça e perda de apetite quando a vantagem estava consolidada em três gols. 

A parte que lhe cabe, Poch

Convenhamos, o PSG tem a obrigação de ser campeão francês pelo abismo que abriu para os demais. É natural, portanto, que demonstre força ou interesse de sair de campo com resultados que reflitam o poder individual e coletivo de suas peças. Só o mistão que jogou esta segunda rodada é bem mais competente do que a maioria dos rivais na Ligue 1. 

Acompanhar os parisienses será, até que todas as novas estrelas façam sua primeira aparição, um exercício de imaginação. Cada partida será uma espécie de contagem regressiva até que Messi toque na bola pela primeira vez vestindo essa camisa.

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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