PSG é engolido no plano de jogo e vê Monaco ‘passear’ em Paris com brilho de joia cobiçada
Equipe de Luis Enrique tem posse estéril, pouco agride e vê visitantes castigarem erros com eficiência
O Paris Saint-Germain foi engolido pelo plano de jogo do Monaco e acabou derrotado por 3 a 1, nesta sexta-feira (6), no Parque dos Príncipes, pela 25ª rodada da Ligue 1. Diante de sua torcida, a equipe comandada por Luis Enrique teve ampla posse de bola, mas produziu muito pouco em termos de perigo real e voltou a apresentar problemas defensivos.
O resultado ainda abre brecha para que o Lens encoste na liderança do campeonato — hoje a diferença é de quatro pontos.
O roteiro da partida evidenciou um contraste claro de ideias e execução. O PSG circulou a bola com paciência — e pouca objetividade —, acumulando posse estéril e raramente conseguindo ferir o sistema defensivo adversário. Do outro lado, o Monaco mostrou uma postura coletiva praticamente impecável: marcou com disciplina, fechou espaços por dentro e foi preciso ao explorar cada erro parisiense.
C'est terminé au Parc des Princes. #PSGASM (1-3) | #Ligue1 pic.twitter.com/GJ1fvz9Gsl
— Paris Saint-Germain (@PSG_inside) March 6, 2026
Monaco é cirúrgico e fere PSG em Paris
Foi justamente dessa forma — erro do PSG — que nasceu o primeiro gol. Após recuperar a bola dentro da área adversária, o Monaco abriu o placar com Maghnes Akliouche. O jovem meia-atacante voltou a ser decisivo mais tarde: já na etapa final, roubou a bola de Lee Kang-in no campo ofensivo e iniciou a jogada que terminaria no terceiro gol, marcado por Folarin Balogun.
Convocado recentemente por Didier Deschamps para a seleção da França, Akliouche reforça a impressão de que desponta como uma das joias mais promissoras do futebol francês.
Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Jogos Olímpicos de Paris 2024 com a equipe então treinada por Thierry Henry, o jogador de 24 anos combina técnica refinada, leitura de jogo e versatilidade para atuar em diferentes zonas do ataque.
O talento já havia despertado o interesse de gigantes do continente. Em 2025, clubes como Arsenal, Liverpool, Manchester United, Manchester City, Tottenham, Real Madrid e até o próprio PSG apareceram ligados ao seu nome no mercado.
Por ora, porém, o Monaco conseguiu manter sua joia: Akliouche tem contrato até 2028 — e, em Paris, mostrou exatamente por que é tão cobiçado.

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Os gols da vitória do Monaco sobre o PSG
Mais posse de bola, mais passes trocados e mais volume ofensivo: o PSG foi quem ditou o ritmo e controlou as ações no primeiro tempo, mas quem balançou as redes mesmo foi o Monaco. Aos 27 minutos, Coulibaly roubou de Zaire-Emery dentro da área, Balogun fez a parede e pisou para Akliouche fuzilar de canhota.
Faltou contundência e objetividade aos donos da casa. O time parisiense muitas vezes rondava a área visitante, mas não finalizava, facilitando o trabalho do adversário. O Monaco, por sua vez, soube ser letal: fechou os espaços, marcou forte, e no erro do Paris saiu na frente.

Veio o segundo tempo, e o drama do PSG aumentou antes dos dez minutos. Consciente de seu plano de jogo, o Monaco aumentou a contagem com Golovin, que havia acabado de entrar em campo. Coulibaly recebeu lançamento de Thilo Kehrer na área, tocou para o meio e viu Vitinha, sem querer, ajeitar para o meia russo finalizar de primeira, no cantinho de Safonov.
Com 25 no relógio, o Paris esboçou uma reação. Em jogada individual, Hakimi costurou a defesa do Monaco perto da meia-lua e serviu Barcola já dentro da área. O atacante acertou chute seco, no canto, e diminuiu o prejuízo.
Prejuízo esse, que voltou a ficar em dois gols de diferença logo na sequência. Akliouche roubou a bola de Kang-In Lee e Balogun experimentou de pé direito da entrada da área. A bola resvalou em Willian Pacho e matou Safonov.


