Ligue 1

Marseille foi um adversário à altura, mas o PSG se impôs em casa para vencer o clássico

Em um Parque dos Príncipes lotado, o PSG conseguiu vencer o maior rival em casa em partida marcada por gols anulados

O Olympique de Marseille conseguiu ser um adversário duro, mas o Paris Saint-Germain se impôs diante do seu maior rival e saiu com uma vitória por 2 a 1. O Parque dos Príncipes ferveu com a torcida fazendo barulho, algumas faixas cobrando a diretoria do clube parisiense, mas no fim o que se viu foi festa por um time que conseguiu se impor contra o adversário.

O protesto dos torcedores do PSG era algo que já estava previsto pelos principais grupos de torcedores do clube desde a eliminação na Champions League para o Real Madrid. As manifestações aconteceram, inclusive com faixa de ponta cabeça. Ainda assim, os torcedores não se furtaram a comemorar muito a boa atuação e a vitória da equipe.

O Marseille vinha de um jogo difícil contra o PAOK na Conference League, que foi muito desgastante na quinta-feira. A viagem e o desgaste foram um fator na partida, já que o PSG, em casa, forçou muito mais o jogo e exigiu bastante dos comandados por Jorge Sampaoli.

Os mandantes abriram o placar aos 11 minutos. Em um lindo lançamento pelo meio, Marco Verratti achou Neymar, que chegou antes de Valentin Rongier e deu um golpe na bola para colocar por cima do goleiro Pau López e marcar. Belo movimentação e finalização do brasileiro para abrir o placar no clássico.

Kylian Mbappé teve uma grande chance aos 19 minutos. O atacante recebeu Danilo Pereira, avançou livre pelo meio, mas finalizou mal, mandou rasteiro, no canto, e errou o alvo. Um espaço imenso dado pela defesa do Marseille, que deixou o artilheiro da Ligue 1 livre para avançar e finalizar, mas deu sorte dele ter errado.

O empate veio aos 31 minutos. Em uma cobrança de escanteio de Dimitri Payet, Gianluigi Donnarumma errou na saída de bola, deixou a bola viva na pequena área e o zagueiro Duje Caleta-Car aproveitou para empurrar para o fundo da rede: 1 a 1.

O time da casa voltou a marcar, mas desta vez não valeu. O laterla Nuno Mendes recebeu pela esquerda, avançou e fez o cruzamento para a área e Lionel Messi finalizou, a bola ainda desviou na defesa e entrou. O tento não valeu por uma posição irregular na hora do lançamento para o lateral.

Pressionando muito, o PSG criava chances e as desperdiçava. Neymar, na cara do gol após um toque de Messi, não conseguiu marcar. O time parisiense pressionava muito para tentar o segundo gol antes do intervalo. Messi chegou a marcar mais uma vez, e o gol foi anulado por impedimento.

Só que nos acréscimos do primeiro tempo, veio um lance que o VAR chamou o árbitro por um lance que Neymar fez o passe e a bola bate no braço de Damien Da Silva. A bola ainda ricocheteia e bate na coxa e no braço de Gérson. O árbitro revisou o lance no vídeo e apontou a marca da cal: pênalti para o PSG.

Mbappé foi quem assumiu a cobrança de pênalti. Desta vez não teve jeito: o camisa 7 cobrou bem e marcou 2 a 1 no Parque dos Príncipes, para a festa dos torcedores presentes no estádio. Ele cobrou firme, no canto direito do goleiro Pau López, que acertou o canto, mas não conseguiu chegar. Foi o 21º gol de Mbappé na Ligue 1 nesta temporada, artilheiro com sobras.

No segundo tempo, o Marseille empatou o jogo em uma cobrança de falta de Payet que foi levantada na área para William Saliba completar. O gol foi anulado por impedimento, para reclamação dos marselheses. O jogo continuava aberto.

O jogo foi muito duro e o Marseille poderia ter conseguido o empate, o que não seria uma surpresa. No geral, o PSG foi melhor na partida e a vitória foi merecida. Importante também em termos anímicos para um time que ainda digere a frustração da Champions League e agora tem jogado bom futebol. Neste domingo, foi mais difícil apresentar um grande futebol, mas o time foi eficiente e saiu com uma vitória no clássico, o que vale demais.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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