Ligue 1

Leonardo elogia Pochettino após vitória em decisão antecipada contra o Lyon: “Hoje, temos uma equipe que joga”

A escolha de construção de frase de Leonardo, diretor de futebol do PSG, pode sugerir um cutucão em Thomas Tuchel, ex-técnico da equipe com quem o brasileiro teve desentendimentos internos, mas o que é certo é que o dirigente está encantado com o que Mauricio Pochettino tem oferecido ao clube desde a sua chegada em janeiro à capital francesa. Após a vitória por 4 a 2 contra o Lyon, fora de casa, que colocou o Paris na liderança da Ligue 1, Leonardo exaltou o argentino: “Hoje, temos uma equipe”.

O PSG contou com dois gols de Kylian Mbappé para bater o Lyon, mas Leonardo preferiu reconhecer o esforço coletivo de uma equipe que, para ele, tem se provado nos grandes desafios da temporada.

“Estou muito satisfeito, jogamos muito bem. Toda vez que esta equipe precisou se provar, ela o fez. Como em Manchester (vitória por 3 a 1) ou em Barcelona (4 a 1), pela Champions League. É uma temporada muito complicada, não apenas no futebol, mas na vida. Tudo é mais difícil”, contou ao Canal+ na noite de domingo (21).

Ainda assim, não hesitou em destacar o treinador Mauricio Pochettino sobretudo por sua rápida adaptação ao clube. “Nosso treinador chegou em janeiro, ficou 15 dias fora da equipe por causa da Covid e disputou 19 jogos em dois meses e meio. Estou muito contente por ele, não foi fácil chegar e se colocar imediatamente na mesma energia que a equipe. Ele conseguiu se comunicar muito bem.”

“Hoje, temos uma equipe que joga. Depois, temos altos e baixos, mas isso é normal. Isso acontece com todos, mesmo em outros campeonatos. Mas estou muito contente com o que fizemos até agora”, completou.

Leonardo lamentou a pausa na Ligue 1 para a data Fifa deste fim de março, mas reconheceu que o problema afetará diversas equipes em diferentes ligas e preferiu focar a evolução que tem testemunhado no PSG: “Tenho confiança naquilo que estou vendo, isso dá um otimismo. Vemos uma equipe, e estou muito contente pelo Mauricio. Se tivéssemos imaginado este cenário após apenas dois meses e meio, teríamos assinado embaixo”.

Técnico do Lyon, Rudi Garcia, por sua vez, lamentou a atuação contra os parisienses e o que viu como falta de vontade suficiente para superar o adversário. Para o treinador, isso é especialmente um problema quando se enfrenta um oponente da força do PSG.

“Não é um problema de plano de jogo. Se você não ganha as divididas contra essa equipe… É um problema de falta de impacto atlético. Não é possível fazer isso contra uma grande equipe como este Paris Saint-Germain. É preciso também destacar que o Paris foi muito bem”, avaliou.

“Não fomos bons o suficiente em nenhum aspecto, incluindo a utilização da bola. Sofremos por não saber sair bem do perde-pressiona deles, por não utilizar sobretudo a profundidade do campo. Quando fizemos isso, marcamos um gol com o Maxwel Cornet”, prosseguiu Garcia.

“Tivemos uma primeira hora de jogo de nível insuficiente, especialmente contra este PSG. Com 4 a 1 ou 4 a 2, se tivéssemos a sorte de aproveitar a grande chance do Slimani, poderíamos esperar conquistar um ponto. Mas, sinceramente, não merecemos isso durante a primeira hora. Eles queriam mais do que nós. É uma anomalia dizer isso”, lamentou.

Com o triunfo, o PSG igualou os 63 pontos do Lille, mas assumiu a ponta pela vantagem no saldo de gols. O Lyon estacionou nos 60 pontos, mas, com oito rodadas restantes, segue vivo na disputa pelo título. O Monaco, com 59, corre por fora.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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