Endrick garante vitória decisiva do Lyon ‘calando’ técnico
Paulo Fonseca cobrou brasileiro e o colocou no banco de reservas; jovem entrou no intervalo e decidiu
“Ele tem a responsabilidade de entregar mais. Nós precisamos dele.” Foi assim que o técnico Paulo Fonseca decidiu expor Endrick na última sexta-feira (10) antes de deixá-lo no banco de reservas contra o Lorient neste domingo (12). O jovem atacante entrou no intervalo da partida e deu a melhor resposta ao português.
O Lyon veio de um péssimo primeiro tempo, no qual deu sorte de o placar ter ficado zerado e teve uma atuação ofensiva praticamente nula, com 0.30 gol esperado em quatro finalizações.
O brasileiro foi reserva para Rachid Ghazzel, que não marca um gol desde março de 2025, quando defendia o Rizespor, e sua última assistência ocorreu em setembro passado. O argelino mal tocou na bola e viu seu substituto precisar de segundos para fazer mais do que ele, decisivo na vitória por 2 a 0.
Endrick transforma o Lyon em vitória
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Logo no primeiro toque, Endrick mostrou que em um time como o Lyon jamais deveria ser reserva. Na ponta direita, ele deixou a marcação falando sozinha e cruzou para Corentin Tolisso cabecear nas mãos do goleiro. O ex-Palmeiras estava se aquecendo para o que viria pela frente.
Aos três minutos, em ótimo lançamento de Tolisso, o atacante encarou seu marcador, levou para a canhota e cruzou na medida para Romam Yaremchuk marcar de cabeça.
Com 10 no relógio, o garoto de 19 anos mostrou que uma das reclamações de Fonseca funcionou. Ele partiu da esquerda para dentro para receber um lançamento. A bola foi cortada, mas sobrou para Afonso Moreira servi-lo em profundidade na esquerda da área, onde dominou e, na cara do gol, chutou para defesa do goleiro. No rebote, Tolisso ampliou a vitória no Groupama Stadium.
— Endrick ficou preso na sua própria zona [no jogo anterior, empate em 0 a 0 com o Angers]. Não tentou buscar espaços entre as linhas quando a bola estava sendo trabalhada. Precisamos que ele ofereça mais opções ao time — disse o técnico do Lyon sobre seu atacante.
A vitória na 29ª rodada da Ligue 1 com assinatura de Endrick, quebrando uma sequência de nove jogos sem vencer e recolocando o Lyon em condições de lutar por uma vaga na próxima Champions League, serve como uma lição a Fonseca.
Um jogador do calibre do camisa 9, mesmo que em má fase — só tinha um gol nos dez jogos anteriores — não pode ser reserva em um time com poucas alternativas, sejam táticas ou técnicas. Ainda mais que ele irá embora no fim da temporada, de volta ao Real Madrid. É aproveitá-lo enquanto há tempo.
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Lorient merecia sorte melhor em jogo da Ligue 1
Foi uma primeira parte horrível do mandante. Tinha a bola, mas não tinha criatividade. Acumulava ataques pela esquerda — mais de 50% das chegasdas eram por lá — e não incomodou Yvon Mvogo.
O Lorient, por outro lado, fazia uma partida bem justa. Defendia-se muito bem em um 5-4-1 e, quando atacou, levou perigo. Dominik Greif pegou sem dificuldades chute fraco de Jean-Victor Makengo com meia hora e, nos acréscimos, fez um milagre. Em cruzamento para pequena área, Bamba Dieng finalizou e o goleiro se esticou todo para salvar.
Dieng ainda teve outra chance frente a frente na etapa final, completamente sozinho, e chutou feio para fora. Greif não precisou trabalhar dessa vez, mas depois voltou a brilhar em bomba de fora da área de Arthur Avom Ebong.
Ou seja, o Lyon ainda soma problemas coletivos, o que deveria ser o foco de Paulo Fonseca trabalhar, não apontar o dedo e expor um jovem como Endrick.