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Ligue 1 terá três centroavantes mais caros da história

A Ligue 1 terá uma honra para poucos na próxima temporada. Zlatan Ibrahimovic, Edinson Cavani e Radamel Falcao García serão as estrelas da competição. Com os valores exorbitantes pagos pelo uruguaio e pelo colombiano, o trio compõe o grupo de centroavantes mais caros da história do futebol – o sueco ainda detém o recorde, movimentando € 69,5 milhões quando trocou a Internazionale pelo Barcelona. Uma situação rara e que mostra uma tendência dos últimos mercados de transferências: a busca voraz por artilheiros.

Antes da atual edição do Campeonato Francês, a última competição nacional que contou com os três centroavantes mais caros do futebol foi a Serie A. Em 2001/02, a ida de Filippo Inzaghi da Juventus para o Milan fechou o tridente com Hernán Crespo (Lazio) e Christian Vieri (Internazionale), que haviam batido o recorde anteriormente. Juntos, os três haviam movimentado € 137 em suas transações. Já as mudanças de Ibra, Cavani e Falcao somam € 193,5 milhões.

As transferências à Ligue 1, de certa maneira, são casos isolados. Ibrahimovic e Cavani só foram trazidos ao Paris Saint-Germain pelos petroeuros do xeique Nasser Al-Khelaifi, enquanto o magnata russo Dmitry Rybolovlev bancou a compra de Falcao García pelo Monaco. Jogadores que ajudam a elevar o nível do time e, por marcarem muitos gols e chamarem atenção, também aumentam a repercussão sobre os clubes.

E, além dos três, dá para dizer que a procura por goleadores anda aquecida. Na Inglaterra, Robin van Persie mudou de clube em 2012/13, enquanto Luis Suárez é um nome bastante especulado. Na Espanha, além de Falcao, Álvaro Negredo é outro que deve deixar La Liga. Na Itália, Cavani era vedete. Na Alemanha, Mario Mandzukic foi reforço recente do Bayern Munique, que perdeu Mario Gómez e só não levou Robert Lewandowski por que o Borussia Dortmund não deixou. Na França, Ibra também chegou há pouco, enquanto Pierre-Emerick Aubameyang, que atuou por vezes como centroavante, foi vendido pelo Saint-Étienne. Até na Holanda, Wilfried Bony já arrumou as malas do Vitesse.

É difícil imaginar que a transferência de algum outro centroavante vá competir com os valores pagos por Cavani e Falcao – ainda que Luis Suárez tenha seu passe avaliado em € 42 milhões. Se a disputa do título francês, ao que parece, ficará limitada ao poderio de PSG e Monaco, ao menos na briga pela artilharia a competitividade promete ser grande.

Os dez centroavantes mais caros da história do futebol:

1º – Zlatan Ibrahimovic – 2009/10 – Internazionale > Barcelona – € 69,5 milhões
2º – Edinson Cavani – 2013/14 – Napoli > Paris Saint-Germain – € 64 milhões
3º – Radamel Falcao García – 2013/14 – Atlético de Madrid > Monaco – € 60 milhões
4º – Fernando Torres – 2010/11 – Liverpool > Chelsea – € 58,5 milhões
5º – Hernán Crespo – 2000/01 – Parma > Lazio – € 55 milhões
6º – Radamel Falcao García – 2011/12 – Porto > Atlético de Madrid – € 47 milhões
7º – Andriy Shevchenko – 2006/07 – Milan > Chelsea – € 46 milhões
8º – Sergio Agüero – 2011/12 – Atlético de Madrid > Manchester City – € 45 milhões
8º – Christian Vieri – 1999/00 – Lazio > Internazionale – € 45 milhões
8º – Ronaldo – 2002/03 – Internazionale > Real Madrid – € 45 milhões

Progressão do recorde de centroavante mais caro nas últimas três décadas:

1984/85: Karl-Heinz Rummenigge, € 5,5 milhões (Bayern Munique > Internazionale)
1989/90: Jürgen Klinsmann, € 6,5 milhões (Stuttgart > Internazionale)
1990/91: Karl-Heinz Riedle, € 7,5 milhões (Werder Bremen > Lazio)
1992/93: Gianluca Vialli, € 16,5 milhões (Sampdoria > Juventus)
1996/97: Alan Shearer, € 21 milhões (Blackburn > Newcastle)
1997/98: Ronaldo, € 28 milhões (Barcelona > Internazionale)
1999/00: Christian Vieri, € 45 milhões (Lazio >  Internazionale)
2000/01: Hernán Crespo, € 55 milhões (Parma > Lazio)
2009/10: Zlatan Ibrahimovic, € 69,5 milhões (Internazionale > Barcelona)

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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