Exames realizados nesta quinta-feira (11) confirmaram o que o PSG tanto temia: a lesão sofrida por Neymar durante a vitória por 1 a 0 sobre o Caen, na quarta-feira (10), pela Copa da França, é relativamente séria, e o brasileiro deverá ficar de fora das oitavas de final da Champions League, contra o Barcelona.

O brasileiro sofreu uma contusão de grau 2 nos adutores, e sua recuperação está prevista para durar quatro semanas. O problema físico o tira definitivamente do jogo de ida contra o Barça na próxima terça-feira (16) e torna muito improvável sua participação na partida de volta, marcada para 10 de março.

Desde que chegou ao PSG em 2017, Neymar tem sofrido bastante com lesões. Dados da Opta mostram que, de 191 jogos possíveis do clube parisiense, o brasileiro participou de apenas 101, perdendo quase a metade dos compromissos.

No que já tem se tornado uma tradição, Neymar desfalcará o PSG nas oitavas de final da Champions League. O mesmo aconteceu em duas das três temporadas completas que já disputou pelo Paris Saint-Germain (2017/18, quando perdeu a volta contra o Real Madrid, e 2018/19, quando ficou de fora dos dois jogos contra o Manchester United).

O camisa 10 definitivamente não tem tido muita sorte na capital francesa quando o assunto é lesão. De qualquer forma, com tamanha incidência, é difícil se ater apenas à sorte para tentar entender os motivos por trás de seu desfalque constante à equipe. Neste sentido, alguns pontos se sobressaem para tentar compreender o fenômeno, nenhum deles definitivo.

Neymar sofre faltas com uma constância acima da média, é alvo constante de pancadas, e, neste quesito, dois pontos podem ser levantados: a permissividade da arbitragem francesa, assim como o gosto que o brasileiro tem pelo confronto individual com seus adversários, por vezes atraindo divididas mais ríspidas que poderiam ser evitadas. Isso, no entanto, é algo difícil de se condenar, já que pedir que o jogador abra mão disso é também pedir que seja menos Neymar, que anule justamente um dos aspectos que tornam seu futebol único.

Em outra óptica, é difícil desassociar os problemas de lesão de Neymar do problema maior que o PSG vive há muito tempo, constantemente desfalcado de peças importantes, um padrão que revela possíveis defeitos na preparação física de seus atletas, ponto este já levantado diversas vezez na imprensa francesa nos últimos tempos.

Quaisquer que sejam as explicações, fato é que o PSG provavelmente terá que contar com todos, menos Neymar, para despachar o Barcelona e avançar às quartas de final da Liga dos Campeões. O brasileiro irá torcer para que, desta vez, seus companheiros garantam sua participação no mata-mata da competição, o que não aconteceu em 2017/18 e 2018/19, quando foram incapazes de passar pelas oitavas sem seu camisa 10.