Guia do Campeonato Francês

Confira a segunda e última partida do Guia do Campeonato Francês. O destaque maior é o Olympique de Marseille, que luta pelo bicampeonato da Ligue 1.
Valenciennes
Nome do Clube: Valenciennes Football Club
Estádio: Nungesser (16.547 pessoas)
Colocação em 2009/10: 10º
Técnico: Philippe Montanier
Principal jogador: Johan Audel
Fique de olho: Vincent Aboubakar
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Nzay Mfuyi (Servette), Aboubakar (Coton Sport Garoua), Pallois (Quevilly)
Jogadores que deixaram o clube: Samassa (Olympique de Marselha), M.Traoré (Le Havre), Abardonado (fim de contrato)
Objetivo na temporada: ficar na primeira metade da tabela
Sem contar com um elenco capaz de encher os olhos da torcida, o Valenciennes obteve um excelente 10º lugar na última Ligue 1. O clube segue uma progressão a olhos vistos: desde seu retorno à primeira divisão, o VA só tem melhorado suas colocações finais (17° em 2006/07, 13° em 2007/08 e 12° em 2008/09). A equipe espera manter essa evolução e, quem sabe, até se classificar para a Liga Europa. Pelo menos dá para se sonhar mais alto, já que o elenco incorporou um estilo de forte marcação. No ano passado, a chegada do treinador Philippe Montanier mudou a cara do time e o técnico deseja mantê-lo – sempre com metas modestas. Embora esteja com os pés no chão, o clube guarda energia para quando estiver em sua nova casa (com capacidade para 25 mil pessoas), que está em construção e ficará pronta para a temporada seguinte.
Se Montanier desejava a manutenção do elenco para conseguir firmar suas ideias, o treinador pode se considerar mais do que satisfeito. Johan Audel, Siaka Tiéné e Fahid Ben Khalfallah continuam no VA; já a defesa e o ataque ganharam dois reforços. O congolês Christopher Nzay Mfuyi chega para aumentar a força defensiva, enquanto o camaronês Vincent Aboubakar, que esteve na Copa do Mundo, traz maior peso ao setor ofensivo. O técnico também conta com bons elementos para variar taticamente o time, flutuando entre o 4-4-2 e o 4-3-3. Aboubakar, de 19 anos, chama a atenção por seu porte físico, que lembra o de seu compatriota Samuel Eto’o. A disputa entre ele, Johan Audel e Grégory Pujol faz do ataque do Valenciennes bastante promissor.
Toulouse
Nome do Clube: Toulouse Football Club
Estádio: Municipal (35.472 pessoas)
Colocação em 2009/10: 14º
Técnico: Alain Casanova
Principal jogador: André-Pierre Gignac
Fique de olho: Etienne Capoue
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Xavier Pentecôte (Bastia), Wissam Ben Yedder (UJ Alfortville), Adrian Gunino (Danubio)
Jogadores que deixaram o clube: Olivier Blondel (Troyes), Kévin Dupuis (Châteauroux), Albin Ebondo (Saint-Etienne), Kazim Kazim (Fenerbahçe).
Objetivo na temporada: briga por posições intermediárias
A temporada 2009/10 se mostrou difícil para o Toulouse. Com um modesto 14º lugar na classificação, o time confirmou que a tal estabilidade foi mesmo para o espaço. Desde o terceiro lugar obtido em 2006/07, o TFC alterna bons e maus momentos no campeonato. A torcida não pode esperar grandes novidades, pelo menos no que diz respeito ao elenco. Os Violetas praticamente não sofreram mudanças: Xavier Pentecôte voltou do empréstimo do Bastia, enquanto Wissam Ben Yedder veio do Alfortville. Muito pouco para quem deseja sair do buraco. Pelo visto, o Toulouse terá mais uma vez que se apoiar em André-Pierre Gignac e depender de seu ânimo se quiser viver uma temporada de redenção. Do contrário, o time se verá mesmo na briga por posições intermediárias na tabela.
Se Gignac estiver com sua inspiração esgotada, os Violetas devem buscar refúgio em Etienne Capoue. O meia, de 22 anos, deseja provar porque o Barcelona se mostrou interessado nele. Em tempos de renovação nos Bleus, o jogador está de olho em uma possível chance de Blanc. Para isso, conta com seus bons passes, visão de jogo e frieza para definir as jogadas. O técnico Alain Casanova acredita que o espírito do elenco está diferente, com uma melhor concentração. No entanto, fazer algo novo a partir de uma situação velha não parece ser uma tarefa das mais simples.
Rennes
Nome do Clube: Stade Rennais Football Club
Estádio: de la Route de Lorient (29.778 pessoas)
Colocação em 2009/10: 9º
Técnico: Frédéric Antonetti
Principal jogador: Victor Hugo Montaño
Fique de olho: Yann Mvila
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Montaño (Montpellier), S.Dalmat (Sochaux), J.Carrasso (Montpellier), Mandjeck (Stuttgart), Apam (Nice), Kana-Biyik (Le Havre),
Jogadores que deixaram o clube: Pagis (aposentado), Bocanegra (Saint-Etienne), Pajot (Boulogne), M.Sow (Lille), Briand (Lyon), Hansson (Monaco)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Chega de ficar no quase. O Rennes se acostumou nos últimos anos a sempre ficar às portas da vaga na Liga dos Campeões, mas perde-la por alguns detalhes. A promessa se repete no início de mais uma temporada; qual o motivo de agora acreditar que tudo será diferente? Para começar, a mudança na presidência do clube indica novos ares. Patrick Le Lay assumiu o cargo no lugar de Frédéric de Saint-Sernin e, embora tenha dito não conhecer tanto dos meandros do futebol, sabe muito sobre o mundo dos negócios. O ex-chefe da emissora de TV TF1 tem consciência de que o time decepcionou sua torcida – foi só o 9º colocado em 2009/10. Reconquistar os fãs será o primeiro dos bretões para, enfim, concretizar seus planos audaciosos e nunca atingidos. Essa aproximação entre jogadores e torcedores foi incentivada.
A contratação de reforços também obedeceu mais a critérios técnicos do que o simples impulso. Os bretões perderam jogadores importantes (Bocanegra e Briand), mas equilibrou melhor seu elenco. O colombiano Victor Hugo Montaño veio do Montpellier para ser a referência no ataque. Onyekachi Apam deixou o Nice para dar maior solidez ao bloco defensivo do Rennes. No meio-campo, a novidade é Stéphane Dalmat, um dos poucos destaques do Sochaux e que agora colocará sua criatividade a serviço do treinador Frédéric Antonetti. Sylvain Marveaux, autor de dez gols na temporada passada, deve se manter entre os titulares e tenta manter o nível de suas atuações pelo lado esquerdo. Com tantas novidades, o Rennes espera enfim encerrar a irregularidade que tomou conta da equipe nas edições mais recentes da Ligue 1.
Nice
Nome do Clube: Olympique Gmnaste Cub de Nice Côte d’Azur
Estádio: du Ray (18.696 pessoas)
Colocação em 2009/10: 15º
Técnico: Eric Roy
Principal jogador: Anthony Mounier
Fique de olho: Abeiku Quansah
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Civelli (San Lorenzo), Modeste (Angers), Pejcinovic (FK Rad Belgrado
Jogadores que deixaram o clube: Digard (Middlesbrough), Apam (Rennes), Kofi Adu (Nordsjaelland)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
A calmaria toma conta do OGC. A tranquilidade, que em teoria seria benéfica para qualquer um, soa como um sinal de alerta para o clube. Sem se mexer, o Nice vive um período de indefinição em torno de seu principal jogador, Loïc Rémy. Se perder seu grande nome, o time corre sério risco de flertar com a briga para escapar do rebaixamento. Em 2009/10, já foi assim e a equipe terminou o campeonato em 15º lugar. Sem tomar uma atitude, os Aiglons parecem mesmo fadados a uma mera figuração nesta Ligue 1. Se a defesa apresentava alguma estabilidade, ela deve ser prejudicada com a saída de Onyekachi Apam, negociado com o Rennes.
O atacante foi o maior artilheiro do Nice nas duas últimas temporadas. Com 25 gols marcados em 66 partidas na Ligue 1, Rémy se tornou cobiçado tanto por equipes grandes do país como por clubes estrangeiros. O estado dos cofres do Nice também mostra que a saída do jogador trará sobrevida às finanças do clube. O problema, obviamente, está dentro do campo: quem o substituiria à altura? Até o momento, predomina o silêncio na resposta. Anthony Mounier, que decepcionou na primeira metade da temporada passada, vê-se agora com a ingrata tarefa de comandar o setor ofensivo do Nice, tentando convencer a torcida de que tem potencial, como mostrado nas categorias de base da seleção francesa. Com tantas incertezas, o OGC apresenta poucas ambições para 2010/11. Manter-se na elite sem sofrer tanto se tornou a meta do time.
Bordeaux
Nome do Clube: Football Club Girondins de Bordeaux
Estádio: Jacques Chaban-Delmas (34.694 pessoas)
Colocação em 2009/10: 6º
Técnico: Jean Tigana
Principal jogador: Yoann Gourcuff
Fique de olho: Grégory Sertic
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Savic (Estrela Vermelha), Olimpa (Angers), Marange (Nancy), Ducasse (Lorient), Ayité (Nancy), Lasne (Châteauroux)
Jogadores que deixaram o clube: Chamakh (Arsenal), Placente (San Lorenzo), Jurietti, Farnolle (Clermont), Moimbé (Tours)
Objetivo na temporada: briga por título e vaga na Liga dos Campeões
Após conquistar o título da Ligue 1 em 2008/09 e quebrar a hegemonia do Lyon, esperava-se que o Bordeaux inaugurasse uma nova dinastia. Após um início promissor, o time caiu de produção, especialmente na reta final do campeonato passado. Para frustração de sua torcida, os girondinos nem se classificaram para a disputa de qualquer competição continental. Com um elenco quase idêntico ao da temporada anterior, os Marine et Blanc apresentam sua maior mudança no banco de reservas. Laurent Blanc, responsável pela ascensão da equipe nos últimos anos, foi para a seleção francesa e deixou abertas as portas para Jean Tigana. O novo técnico se encaixa ao perfil desejado pela diretoria, que gostaria de ver o time comandado por alguém que já conhecesse os meandros do clube.
O Bordeaux sentiu o gosto de disputar as quartas de final da Liga dos Campeões e deseja provar sua qualidade de estar na competição com mais regularidade. A ausência em um torneio continental e a saída de Blanc poderiam supor um desmanche no elenco, mas ocorreu justamente o contrário. O time perdeu apenas o atacante Marouane Chamakh, negociado com o Arsenal. O equilibrado elenco girondino, porém, precisa se desvencilhar da grande dependência de Yoann Gourcuff. Enquanto o meia esteve em suas melhores condições, o Bordeaux figurou no topo da tabela. Bastou Gourcuff cair de rendimento, muito por conta de problemas físicos, e a equipe despencou na tabela. O jogador tem uma motivação extra para querer calar os críticos. Considerado como uma das decepções da seleção francesa na Copa (em campo), ele espera provar sua apurada qualidade técnica mais uma vez para ganhar uma segunda chance com Blanc.
Lyon
Nome do Clube: Olympique Lyonnais
Estádio: Gerland (41.044 pessoas)
Colocação em 2009/10: 2º
Técnico: Claude Puel
Principal jogador: Lisandro López
Fique de olho: Thimotée Kolodziejczak
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões
Contratações: Briand (Rennes)
Jogadores que deixaram o clube: Govou, Boumsong (ambos Panathinaikos), Bodmer (PSG), Piquionne
Objetivo na temporada: briga por título e vaga na Liga dos Campeões
Depois de fazer história ao estabelecer o maior domínio já visto na Ligue 1, o Lyon entrou em parafuso. Há duas temporadas, a equipe deixou o bom futebol de lado e, embora tenha ficado com o vice-campeonato em 2009/10, privilegiou o futebol de resultados. Aquele OL que pressionava os rivais desde os primeiros minutos e cadenciava o jogo da forma como lhe interessasse não existe mais. A decepção (criada mais por conta da forma do time jogar e nem tanto pelos resultados) fez os lioneses mudarem sua postura para esta temporada. Em vez de Jean-Michel Aulas torrar os tubos para reforçar o elenco, com preços supervalorizados para jogadores bem mais ou menos, o presidente do OL preferiu usar a cabeça. Quem estava jogando mais com o nome ou não rendia o esperado em campo deixou o clube – casos de Sidney Govou, Mathieu Bodmer e Jean-Alain Boumsong. Caras novas? Jimmy Briand foi a única grande novidade.
O atacante, que estava na mira do Olympique de Marselha, resolveu sair do Rennes, onde foi formado, e acertou com o Lyon. Nos bretões, foram 212 partidas disputadas e 44 gols marcados. A chegada de Briand foi comemorada por Lisandro López, até então solitário no ataque, e amplia as opções de jogo da equipe – antes, se o argentino fosse bem marcado, os lioneses deixavam de atacar. Também vale destacar a valorização dada aos jovens revelados nas categorias de base. Alexandre Lacazette, Yannis Tafer e Thimotée Kolodziejczak, campeões europeus sub-19 pela seleção francesa, devem ganhar mais chances e formam uma geração da qual o OL espera muito. Há outra mudança importante. Antes considerado favorito absoluto na disputa pelo título, agora o Lyon se vê correndo por fora. Esta condição foi muito bem recebida pelo técnico Claude Puel, que espera uma pressão menor em cima do elenco e, consequentemente, maior tranquilidade para trabalhar.
Monaco
Nome do Clube: Association Sportive de Monaco Football Club
Estádio: Louis II (18.523 pessoas)
Colocação em 2009/10: 8º
Técnico: Guy Lacombe
Principal jogador: Stéphane Ruffier
Fique de olho: Yannick Sagbo
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Hansson (Rennes), Aubameyang (Milan), Niculae (Auxerre), Carrasco (Genk)
Jogadores que deixaram o clube: Nenê (PSG), Pino (Galatasaray)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Em 2009/10, o time do principado fez um percurso correto na Ligue 1. O time terminou o campeonato na oitava posição, sem vaga em uma competição europeia, mas também sem fazer feio. Para evoluir, o ASM procura não traçar objetivos para as próximas temporadas, embora todos no elenco acreditem que a equipe tenha totais condições de figurar entre os cinco primeiros colocados. O trabalho feito pelo treinador Guy Lacombe rende frutos. A boa campanha fez jogadores e diretoria recuperarem o orgulho perdido após atuações de pouco destaque. A comparação com aquela equipe que fez sucesso em 2003/04 e foi vice-campeã da Liga dos Campeões parece incomodar bem menos do que em outros tempos. Com menor pressão de fantasmas de outras épocas, o Monaco tenta agora superar a perda de um de seus principais jogadores.
Nenê, principal referência ofensiva do ASM, trocou o principado pelo Paris Saint-Germain. Além dos gols, o brasileiro deixou uma lacuna no elenco com sua liderança. Para tapar este buraco, o treinador conta com a chegada de dois jogadores experientes: o meio-campista Daniel Niculae (Auxerre) e o defensor Petter Hansson (Rennes). No ataque, as esperanças recaem sobre Pierre-Emerick Aubameyang, promessa do Milan e que tenta vingar na carreira. Lacombe promoveu outra mudança no elenco: o goleiro Stéphane Ruffier recebeu a tarefa de ser o principal líder da equipe e, como prova disso, usará a braçadeira de capitão. Com um grupo mesclado entre atletas jovens e outros experientes, o Monaco chega com pinta de que pode surpreender.
Lille
Nome do Clube: Lille Olympique Sporting Club Lille Métropole
Estádio: Lille Metrópole (18.189 pessoas)
Colocação em 2009/10: 4º
Técnico: Rudi Garcia
Principal jogador: Yohan Cabaye
Fique de olho: Yannis Salibour
Competição continental que disputa: Liga Europa
Contratações: M.Sow (Rennes)
Jogadores que deixaram o clube: R.Costa, Vittek (Ankaragücü), Aubameyang (Milan/Monaco), Fauvergue (Sedan), Butelle (Nîmes)
Objetivo na temporada: briga por título e vaga na Liga dos Campeões
A vaga na Liga dos Campeões parecia nas mãos do LOSC. Na última rodada da Ligue 1 passada, o time deixou a classificação escorrer por entre os dedos com a derrota para o Lorient por 2 a 1. Donos do melhor ataque da competição, com 72 gols marcados, os Dogues chegam motivados para mostrar que tudo não passou de um tropeço – e não de uma amarelada. Por isso, o time tem a convicção de que pode muito bem chegar entre os três primeiros e brigar pelo título. O Lille praticamente não sofreu mudanças em seu elenco, que deixou ótima impressão sobretudo pelo estilo ofensivo, o que lhe rendeu até comparações ao Barcelona. As lições da temporada anterior estão aí: em 2009/10, o time sofreu três derrotas e empatou apenas uma vez em seus primeiros jogos na Ligue 1. Além disso, o desdobramento da equipe na disputa da Liga Europa provocou oscilações que comprometeram o desempenho nas duas competições.
A torcida confia mais uma vez no excelente entrosamento entre Gervinho, Eden Hazard, Pierre-Alain Frau e Túlio de Melo para ver o time brilhar de novo. Para reforçar o ataque, o Lille buscou Moussa Sow no Rennes. Ele já impressionou nos amistosos de preparação, quando marcou quatro gols. No meio-campo, os valorizados Yohan Cabaye, Rio Mavuba e Florent Balmont continuam no elenco, mesmo com o assédio de outras equipes. Se Cabaye mantiver a qualidade para conduzir o “trio mágico”, o LOSC terá bons motivos para sonhar alto. A equipe poderia pensar com um pouco mais de carinho em sua defesa, mas sua força ofensiva encobre as dificuldades de sua zaga. Os Dogues se mostram preparados para comprovar a fama de time com o estilo de jogo mais vistoso da França.
Olympique de Marseille
Nome do Clube: Olympique de Marseille
Estádio: Vélodrome (60.013 pessoas)
Colocação em 2009/10: Campeão
Técnico: Didier Deschamps
Principal jogador: Lucho González
Fique de olho: Guy Kassa Gnabouyou
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões
Contratações: Azpilicueta (Osasuna)
Jogadores que deixaram o clube: Bonnart (fim de contrato), Koné (Lekhwiya Sports Club), Rool (contrato rescindido), Morientes (contrato rescindido)
Objetivo na temporada: briga por título e vaga na Liga dos Campeões
Os marselheses, enfim, comemoraram o fim de um jejum. Na temporada passada, o OM conquistou os títulos da Ligue 1 e da Copa da Liga Francesa e, embora tenha decepcionado tanto na Liga dos Campeões como na Liga Europa, já estava de bom tamanho. A abertura de 2010/11 não poderia ser melhor: na Tunísia, a equipe ficou com o Trophée des Champions. A nova taça teve um gostinho especial: ela veio após uma vitória sobre o arquirrival Paris Saint-Germain. Mesmo com tanto sucesso, há quem credite a boa fase do Olympique de Marselha à sorte e à queda de rendimento do Bordeaux. Cá para nós, isso tem um nome bastante simples: inveja.
Em conversa com este colunista, o atacante Brandão resumiu o que se esperar do OM para esta temporada. “O time praticamente não mudou. Continuamos com um elenco forte e pretendemos ao menos chegar às oitavas de final da Liga dos Campeões”, disse o brasileiro. Aliás, a LC se tornou o principal objetivo do clube. Eliminados na fase de grupos em 2009/10, os marselheses abriram mão de seu prêmio de consolação ao deixar escapar a vaga na Liga Europa para o Benfica em pleno Vélodrome. A LC tem um significado quase hipnótico para a torcida, ávida pela repetição de 1993 – mas sem os eventos extracampo protagonizados por Bernard Tapie.
Único time francês campeão da LC, o Olympique de Marselha venceu sua primeira grande batalha: a permanência de Didier Deschamps no comando da equipe. O treinador terá à disposição praticamente o mesmo elenco equilibrado da última Ligue 1, mas que sofreu a baixa de Mamadou Niang, negociado com o Fenerbahçe. A novidade fica por conta de Cesar Azpilicueta, que chega para suprir a baixa de Laurent Bonnart na lateral-direita. Assim como o OM busca sua confirmação, Lucho González almeja ratificar sua condição de estrela. O meia argentino, contratação mais cara da história do Olympique, espera brilhar desde o início do campeonato – em 2009/10, ele ficou fora das primeiras rodadas devido a problemas físicos e demorou para atingir sua melhor forma. Um dos grandes favoritos ao título francês, o OM só espera que a “síndrome do Vélodrome” não dê as caras tão cedo.


