Guia da Ligue 1
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Arles-Avignon
Nome do Clube: Athlétic Club Arles-Avignon
Estádio: Parc des Sports (17.700 pessoas)
Colocação em 2009/10: 3º colocado na Ligue 2
Técnico: Michel Estevan
Principal jogador: Vincent Planté
Fique de olho: Franck Dja Djedje
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Planté (Saint-Etienne), Erbate (Tétouan-MAR), Aït Ben Idir (Le Havre), Bouazza (Blackpool-ING), Cabella (Montpellier), Plesan (Steaua Bucareste)
Jogadores que deixaram o clube: Dalé (Unirea Urziceni-ROM), A. Ayew (Olympique de Marselha), Esor (Clermont Foot), Vergerolle (livre), Liron (livre)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento
Na temporada passada, o clube chegou à Ligue 2 como o dono do menor orçamento da divisão. Seria favorito a voltar para a terceira divisão, mas a equipe surpreendeu e, pasmem, chegou pela primeira vez à elite francesa. Em cinco anos, o modesto time passou do CFA 2 (quinta divisão) à primeira. Sem dúvida, uma marca impressionante, mas que deixa algumas dúvidas no ar. A tentação de colocar o ACA como candidato natural ao rebaixamento parece preencher a lista dos chavões, mas não dá para se esperar outra coisa de um clube que enfrentou tantos problemas em sua intertemporada. A ascensão parece ter mexido com a cabeça da diretoria.
Para começar, o Arles-Avignon trocou seu presidente. Michel Conrad foi demitido pelo conselho de administração do clube após uma polêmica em torno da renovação de contrato do treinador Michel Estevan. A dupla formada por Marcel Salerno e François Perrot tomou as rédeas do ACA e decidiu mandar o técnico embora. Parecia tudo definido, mas pouco depois Estevan foi convidado a permanecer e ficou como se nada tivesse acontecido. Tudo muito bom, mas o Arles-Avignon saiu com grande prejuízo, ao perder semanas preciosas de preparação e formação do elenco para a temporada. Sem grandes reforços e com um orçamento bastante apertado, o ACA espera criar a mesma surpresa causada ao final da Ligue 2 e luta para assegurar sua permanência na elite. No entanto, o time deve se preparar mesmo para voltar à segunda divisão.
Brest
Nome do Clube: Stade Brestois 29
Estádio: Francis-Le Blé (10.228 pessoas)
Colocação em 2009/10: 2º colocado na Ligue 2
Técnico: Alex Dupont
Principal jogador: Nolan Roux
Fique de olho: Tomas Micola
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Darlas (Panathinaïkos-GRE), Deneuve (Châteauroux), Licka (Banik Ostrava-TCH), Micola (Banik Ostrava-TCH), Ngoyi (Paris Saint-Germain)
Jogadores que deixaram o clube: Autret (Lorient), Bouard (Vannes), Fabien (Boulogne), Laurenti (Lens), Le Gall (fim de contrato), Leroy (Cannes), Sitruk (Vitré), Socrier (Ajaccio), Thomas (fim de contrato), Monnier (Plabennec)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento
A esperança do Brest está em repetir o desempenho do Montpellier na última temporada, quando ninguém apostava um tostão furado na equipe e ela até lutou pelo título. A equipe retorna à Ligue 1 após uma ausência de 19 anos. Para ter um desempenho digno, o Brest apostou na manutenção do elenco que se destacou na segunda divisão. Também não dava para se esperar grandes investimentos, pois o clube possui um dos menores orçamentos da elite francesa. Por enquanto, a equipe traça um trajetória semelhante à do Boulogne, mas torce por um fim muito mais interessante do que ele, rebaixado para a Ligue 2 após uma fraca campanha. Um rebaixamento seria um presente de grego para a torcida no 60º aniversário do clube.
A principal dificuldade da diretoria foi assegurar a permanência da espinha dorsal do time. Steeve Elana, Oscar Ewolo, Omar Daf, Yoann Bigné e Benoît Lesoimier decidiram ficar. O grande prêmio para o Brest foi o sim de Nolan Roux. O jovem atacante viveu uma incrível ascensão na última temporada, quando marcou 15 gols na Ligue 2 e foi convocado para a seleção francesa sub-21. Tal desempenho chamou a atenção de Nancy, Lorient, Toulouse e Werder Bremen. O Brest, porém, conseguiu manter seu talento. Apesar da manutenção de seus principais nomes, a equipe se reforçou pouco, e com jogadores de pouco renome. Permanecer na elite segue como a principal ambição, embora a luta com os demais adversários pareça desigual.
Caen
Nome do Clube:> Stade Malherbe de Caen
Estádio: Michel d’Ornano (21.500 pessoas)
Colocação em 2009/10: 1º na Ligue 2
Técnico: Franck Dumas
Principal jogador: Romain Hamouna
Fique de olho: Yohan Mollo
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Lazarevic (OFK-SER), Marcq (Boulogne), Mollo (Monaco), Hamouna (Laval)
Jogadores que deixaram o clube: Proment (Antalyaspor-TUR), Eluchans (Universidad Católica-CHI), Langil (Auxerre), Florentin (Angers), Toudic (Reims)
Objetivo na temporada: ficar na segunda metade da tabela
Campeão da Ligue 2, o Caen está de volta à elite com uma missão: acabar de uma vez por todas com a fama de “time-ioiô”. O time faz por merecer este apelido pouco carinhoso. Em sete anos, o SMC caiu duas vezes e subiu outras três. Estabilidade se tornou a palavra de ordem para 2010/11 para os normandos. Há duas temporadas, o Caen até fez uma primeira metade de temporada muito boa na elite, mas o returno foi catastrófico e selou a queda. Sem grandes problemas, o time se recuperou na segundona, conseguiu a promoção sem grandes dificuldades e está de volta com caras conhecidas em seu elenco. Seube, Nivet, Deroin, Leca, Sorbon, por exemplo, também faziam parte daquele elenco rebaixado para a Ligue 2 pela última vez.
E, com um elenco pouco modificado, Franck Dumas não tem muitos motivos para mexer no esquema da equipe. O treinador deve manter a formação no 4-2-3-1, de vocação ofensiva. As mudanças verificadas foram pontuais, para trazer um pouco mais de velocidade e ritmo ao time. A principal esperança fica por conta do meia-atacante Romain Hamouna, destaque do Laval em 2009/10 com dez gols e quatro assistências na Ligue 2. a tarefa dele se mostra complicada, pois em sua posição o Caen contou há pouco tempo com Gouffran, um dos queridinhos da torcida. A saída de Eluchans para a Universidad Católica deixou uma lacuna pelo lado esquerdo, preenchida por Yohan Mollo. Já Damien Marcq terá trabalho para fazer os torcedores se esquecerem de Grégory Proment no meio-campo. Por fim, Branko Lazarevic veio do OFK para trazer um pouco mais de estabilidade à defesa, um problema sério do time.
Nancy
Nome do Clube: Association Sportive Nancy-Lorraine
Estádio: Marcel Picot (20.085 pessoas)
Colocação em 2009/10: 12º
Técnico: Pablo Correa
Principal jogador: Marama Vahirua
Fique de olho: Francis Chris Malonga
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Vahirua (Lorient), Calvé (Grenoble), Gavanon (Sochaux), N’Guémo (Celtic-ESC)
Jogadores que deixaram o clube: Dia (Fenerbahçe-TUR), Marange (Bordeaux), Ca (Tours), Macaluso (Veracruz-MEX), Curbelo (fim de contrato), Gaudu (fim de contrato), Lapeyre (fim de contrato), Ouaddou (Lakhwiya-QAT), Helder (Dinamo Bucareste-ROM), Diabaté (Bordeaux), Ayité (Bordeaux)
Objetivo na temporada: ficar no meio da tabela
Em 2009/10, o Nancy terminou a Ligue 1 em um discreto 12º lugar. O plano para esta temporada, obviamente, será ao menos ficar na primeira metade da tabela. Para isso, o ASNL pretende melhorar seu desempenho dentro de casa. No último campeonato, o time sofreu no Marcel-Picot: foram apenas seis vitórias diante de sua torcida, com nove derrotas como anfitrião. Resta saber como os jogadores se adaptarão ao gramado sintético, único do gênero entre os clubes da primeira divisão. As dificuldades financeiras também deram o ar de sua graça e obrigaram o clube a diminuir sua folha salarial de forma drástica. Em dois meses, o elenco profissional passou de 34 jogadores para 23. A principal novidade ficou por conta da saída de Issiar Dia. Sua transferência para o Fenerbahçe rendeu € 6,5 aos cofres do ASNL.
Ouaddou, que se desentendeu com o técnico Pablo Correa e parte da torcida, rescindiu seu contrato de forma amigável e também foi embora. Vários jogadores cujos vínculos terminaram no final da última temporada se despediram do clube. Já Youssouf Hadji, suspenso, perderá os 12 primeiros jogos da temporada. Por outro lado, Gavanon, N’Guémo e Calvé retornam de empréstimo. Para atender os planos de Correa de fortalecer o sistema ofensivo do Nancy, o clube promoveu a chegada de Marama Vahirua. No Lorient, o atacante fez oito gols e deu dez assistências na última temporada. O técnico enfim terá um jogador para suprir um buraco deixado pela saída de Kim em 2008, quando o time ficou órfão de alguém que faça esta ligação entre o meio-campo e o ataque. O ASNL sonha com dias melhores e o retorno às competições europeias, mas já estará de bom tamanho ficar entre os dez melhores.
Saint-Etienne
Nome do Clube: Association Sportive de Saint-Étienne Loire
Estádio: Geoffroy-Guichard (35.616 pessoas)
Colocação em 2009/10: 17º
Técnico: Christophe Galtier
Principal jogador: Emmanuel Rivière
Fique de olho: Boubacar Mansaly
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Marchal (Lorient), Batlles (Grenoble), Bocanegra (Rennes)
Jogadores que deixaram o clube: Diakhaté (Dynamo Kiev-UCR), Dabo (Sevilla_ESP), Planté (Arles-Avignon), Mirallas (Olympiacos)
Objetivo na temporada: ficar na segunda metade da tabela
As duas últimas temporadas foram de quase-catástrofe para o Saint-Etienne. Por muito pouco, o clube escapou do rebaixamento após cumprir campanhas pífias na Ligue 1. Para 2010/11, o time espera ter aprendido a lição. O ASSE tem sonhos bem mais modestos. Além de deixar o sufoco para trás, a equipe deseja retomar seu bom futebol. O primeiro passo foi dado fora de campo. Dominique Rocheteau, antigo ídolo dos Verdes, agora faz parte da diretoria com o objetivo de construir um novo projeto esportivo e recuperar a imagem do clube. A opção para esta temporada foi mesclar a experiência com a juventude de alguns talentos revelados nas categorias de base.
Sylvain Marchal veio do Lorient para ocupar a vaga de Papa Diakhaté, que voltou ao Dynamo Kiev e se mostrou caro demais para o orçamento apertado do ASSE. Laurent Battles tenta provar que ainda pode render de forma positiva em campo. Do Rennes, veio Carlos Bocanegra, titular da seleção dos Estados Unidos e que promete dar maior estabilidade a uma defesa pouco segura. No ataque, a torcida do Saint-Etienne comemorou a permanência de Emmanuel Rivière. Em sua primeira temporada na Ligue 1, o jovem atacante ofuscou a dupla formada por Sanogo e Bergessio. Com oito gols, ele teve papel fundamental na permanência dos Verdes na elite. O clube resistiu ao assédio de Montpellier, Toulouse e Hoffenheim e recompensou seu talento com um aumento salarial. Como nunca, a força do caldeirão de Geoffroy-Guichard será colocada à prova para recuperar sua mística.
Sochaux
Nome do Clube: Football Club Sochaux-Montbéliard
Estádio: Auguste Bonal (20.025 pessoas)
Colocação em 2009/10: 16º
Técnico: Francis Gillot
Principal jogador: David Sauget
Fique de olho: Frédéric Duplus
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Sauget (Grenoble), Anin (Le Havre), Sène (Le Mans)
Jogadores que deixaram o clube: Dalmat (Rennes), Traoré (Caen), Jokic (Chievo-ITA), Privat (Clermont), Stevanovic (Partizan-SER), Gavanon (Nancy)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
A torcida do Sochaux se acostumou a sofrer. Nas últimas três temporadas, os Leões se limitaram a lutar para escapar do rebaixamento, com um futebol de qualidade abaixo do aceitável. Como para 2010/11 pouca coisa mudou, é de se esperar mais um ano de calvário. Nem dá para pensar em repetir o desempenho de 2006/07, quando a equipe terminou a Ligue 1 em sétimo lugar. Escapar do rebaixamento estará de ótimo tamanho. Se a situação já era ruim, deve piorar um pouco mais com a saída de Stéphane Dalmat, um dos poucos pontos de segurança do time. Com um elenco bastante jovem em mãos, o treinador Francis Gillot precisa fazer milagres.
Dalmat se cansou de carregar o Sochaux nas costas. Após três temporadas, ele decidiu respirar novos ares e se transferiu para o Rennes. Por enquanto, não apareceu um substituto para o até então líder do elenco, tanto dentro de campo como por seu espírito fora das quatro linhas. O Sochaux se reforçou apenas com o experiente David Sauget e o jovem meio-campista Kévin Anin, mas ainda é pouco. Gillot deseja pelo menos mais dois atletas rodados para conduzir a equipe. Ryad Boudebouz, que esteve na Copa do Mundo com a seleção argelina, desponta como possível comandante; porém, ele está com apenas 20 anos e tem somente duas temporadas disputadas na elite. Parece responsabilidade demais para um jovem, mas ele tem a grande chance de provar sua capacidade. A dependência dos gols de Sverkos também parece perigosa demais, já que os Leões não têm outras grandes variações em seu estilo de jogo.
Paris Saint-Germain
Nome do Clube: Paris Saint-Germain Football Club
Estádio: Parc des Princes (48.713 pessoas)
Colocação em 2009/10: 13º
Técnico: Antoine Kombouaré
Principal jogador: Stéphane Sessegnon
Fique de olho: Younousse Sankharé
Competição continental que disputa: Liga Europa
Contratações: Jérôme Rothen (Ankaragücü-TUR), Loris Arnaud (Clermont), Mathieu Bodmer (Lyon), Nenê (Monaco)
Jogadores que deixaram o clube: Granddi N’Goyi (Brest), Willy Grondin (fim de contrato)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Após uma boa temporada em 2008/09, a torcida do Paris Saint-Germain esperava algo grandioso para o ano seguinte. No entanto, o PSG caiu de produção em 2009/10 e viveu uma Ligue 1 discreta, para ser esquecida. Nem mesmo o título da Copa da França serviu para apagar um percurso caótico no campeonato. Do sonho de ficar entre os cinco primeiros, o time amargou um pouco honroso 13º lugar. Se dentro de campo espera-se uma virada, fora dele também há uma expectativa muito grande. Robin Leproux, presidente do clube da capital, promete cuidar de um câncer que dizimou a imagem do PSG nos últimos tempos: a violência de seus torcedores. O combate aos grupos organizados se tornou uma das prioridades da diretoria.
Olhando-se no papel, o elenco do Paris Saint-Germain tem elementos suficientes para fazer bonito. Espera-se que Stéphane Sessegnon volte ao seu melhor nível e tenha aprendido a controlar um pouco mais seus nervos. Na temporada passada, quando se esperava uma evolução após um notável desempenho em 2008/09, ele fez apenas três gols; como o meia se tornou uma espécie de termômetro do time, sua queda representou o marasmo da equipe. Deve-se relevar o fato de que ele atuou pelo lado esquerdo, quando prefere jogar mais centralizado. O técnico Antoine Kombouaré deve escalá-lo agora pela direita, com Ludovic Giuly como opção de luxo na reserva. Com a chegada de Nenê, a concorrência por uma vaga entre os titulares no setor ofensivo se acirra ainda mais, com Luyindula, Hoarau e Erding na briga com o brasileiro. Outro reforço importante foi Mathieu Bodmer, que chega como um faz-tudo na defesa, setor que causa preocupações na torcida. Ainda aguarda-se a chegada de um zagueiro e um lateral-esquerdo ao Parc des Princes, mas fica a dúvida se o disciplinador Komboauré conseguirá lidar com os egos das estrelas que ficarão no banco de reservas.
Auxerre
Nome do Clube: Association de la Jeunesse Auxerroise
Estádio: Abbé-Deschamps (24.493 pessoas)
Colocação em 2009/10: 3º
Técnico: Jean Fernandez
Principal jogador: Ireneusz Jelen
Fique de olho: Maxime Bourgeois
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões
Contratações: Le Tallec (Le Mans), Langil (Caen), Kitambala (Dijon),
Jogadores que deixaram o clube: Niculae (Monaco), Tamas (West Bromwich-ING), Capoue (Nantes), Martin (Courtrai), Narry (Le Mans)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Na temporada passada, o AJA se tornou a grande surpresa ao terminar em terceiro lugar na Ligue 1 e assegurar presença na fase preliminar da Liga dos Campeões. O que parecia um sonho, porém, tem potencial para se transformar em pesadelo. Caso fracasse na LC, o Auxerre precisa evitar a repetição do “efeito Toulouse” – após cair diante do Liverpool na mesma fase do torneio continental, os Violetas não se encontraram no restante do Francês e escaparam por pouco do rebaixamento. Por isso, o discurso modesto até demais assusta um pouco os torcedores: “O objetivo é assegurar a permanência na primeira divisão”, diz o treinador Jean Fernandez. Sempre é bom ter os pés no chão, mas isso não quer dizer para cravá-los na terra. Claro que repetir o desempenho de 2009/10 será o grande desafio, mas também parece exagero pensar em uma catástrofe.
Para começar, o AJA manteve dois de seus principais jogadores: Benoît Pedretti e Ireneusz Jelen. Fiel à tradição, o clube viveu uma intertemporada de pequena movimentação no mercado. As novidades ficaram por conta da saída de Daniel Niculae para o Monaco, com a pronta substituição por Anthony Le Tallec. Com passagem pelo Liverpool, ele deseja enfim comprovar as esperanças depositadas em seu futebol. Considerado como uma das maiores promessas do futebol francês nos últimos anos, Le Tallec teve atuações sem brilho por Saint-Etienne, Sunderland e Sochaux, mas agora deseja se firmar em sua posição preferida: centralizado no ataque. A manutenção do elenco parte desde já como o grande trunfo da equipe para a temporada, mas a falta de maior bagagem pode custar caro – resta saber como a equipe vai encarar a LC.
Lens
Nome do Clube: Racing Club de Lens
Estádio: Félix-Bollaert (41.233 pessoas)
Colocação em 2009/10: 11º
Técnico: Jean-Guy Wallemme
Principal jogador: Eduardo
Fique de olho: Serge Aurier
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Bergich (Alforville), Doumeng (Tours), El Adoua (Nantes), Joseph-Monrose (Châteauroux), Keita (Xerez-ESP), Pollet (Paris FC), Laurenti (Brest), Dindane (Portsmouth-ING)
Jogadores que deixaram o clube: Dindane (Al-Shorta-QAT), Laurenti (Arles-Avignon), Milovanovic (Estrela Vermelha-SER), Rémy (Créteil)
Objetivo na temporada: ficar na primeira metade da tabela
Em seu retorno à elite, o Lens obteve um honroso 11º lugar na última Ligue 1. nada mal para um clube com limitações financeiras e sem grandes destaques individuais. Para esta temporada, os Sang et Or querem algo mais e ficar na primeira metade da tabela. Para isso, apostam em um grupo que praticamente não sofreu mudanças. Além disso, o RCL se espelha na reta final do campeonato anterior, quando obteve uma série de sete partidas sem derrota, para demonstrar força. Para um ano de transição, no qual o time pretende se firmar no meio da tabela sem correr grandes sustos de retornar à Ligue 2, outra linha de batalha está nas copas nacionais. O Lens cuida com carinho de seu caminho pela Copa da França e da Copa da Liga Francesa para adquirir maior confiança e, quem sabe, até descolar uma vaga na Liga Europa.
Para o Lens, 2010/11 será uma temporada decisiva para os planos do clube. Vários jogadores estão em fim de contrato com a equipe, que está perto de zerar seu déficit financeiro. O presidente Gervais Martel pretende enxugar a folha salarial e contar com jogadores que se encaixem melhor ao perfil dos Sang et Or. Akalé, Keita e Maoulida, donos de altos salários, foram “convidados” a rever seus rendimentos. Dindane se despediu do clube. Quanto a reforços, o Lens só contou com o retorno de alguns jogadores emprestados. A grande novidade mesmo está fora das quatro linhas. Jacques Santini, ex-técnico do Lyon e da seleção francesa, chegou ao RCL para ser o assistente de Jean-Guy Wallemme e contribuir com sua experiência. Em campo, as esperanças estão depositadas em Eduardo. O atacante brasileiro fez uma temporada discreta, com seis gols marcados – bem longe da marca alcançada nos tempos de Guingamp (31 gols em 75 jogos). Mais acostumado à Ligue 1, ele agora precisa se firmar como a referência ofensiva do Lens.
Lorient
Nome do Clube: Football Club Lorient-Bretagne Sud
Estádio: Moustoir (18.890 pessoas)
Colocação em 2009/10: 7º
Técnico: Christian Gourcuff
Principal jogador: James Fanchone
Fique de olho: Francis Coquelin
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Autret (Brest), Coquelin (Arsenal-ING), Ecuele Manga (Angers), Mulumba (Amiens), Romao (Grenoble), Koné (Châteauroux)
Jogadores que deixaram o clube: Ducasse (Bordeaux), Genton (Le Havre), Koscielny (Arsenal-ING), Mansouri (Al-Saïliya-QAT), Marchal (Saint-Etienne), Vahirua (Nancy)
Objetivo na temporada: ficar na primeira metade da tabela
Na última Ligue 1, o Lorient obteve um excelente sétimo lugar – a melhor classificação da história da equipe no campeonato. Tal resultado se mostrou um tormento para os Merlus, que viram alguns de seus principais jogadores se despedirem do clube. O miolo de zaga formado por Marchal e Koscielny foi embora (Saint-Etienne e Arsenal, respectivamente); no ataque, a referência Vahirua preferiu rumar para o Nancy. Tantas saídas importantes fizeram o treinador Christian Gourcuff buscar jovens talentos para preencher estas lacunas, como Coquelin. Outra saída foi procurar alguns destaques surgidos na Ligue 2 (casos de Ecuele Manga, L. Koné e Autret). Com um elenco rejuvenescido e menor, o Lorient não quer nem ouvir falar da possibilidade de lutar contra o rebaixamento.
Aos 19 anos, Francis Coquelin terá sob seus ombros a responsabilidade de amadurecer rapidamente e organizar o meio-campo do Lorient. Destaque da seleção francesa sub-19, o jovem ainda tem um longo aprendizado pela frente. A aposta dos Merlus se mostra arriscada, pois a inexperiência de seus atletas pode atrapalhar seu rendimento. O clube pretende seguir um trabalho de longo prazo, e este período inicial promete muitas oscilações, naturais de quem deseja se firmar. A fase final de construção do centro de treinamento do clube, com término previsto para o próximo ano, mostra que o Lorient se prepara com cautela para planos mais ambiciosos.
Montpellier
Nome do Clube: Montpellier Hérault Sport Club
Estádio: de La Mosson (32.900 pessoas)
Colocação em 2009/10: 5º
Técnico: René Girard
Principal jogador: Romain Pitau
Fique de olho: Olivier Giroud
Competição continental que disputa: Liga Europa
Contratações: Sahnoun (Ferreol), Giroud (Tours), Bocaly (Olympique de Marselha), Kabze (Rubin-RUS), Estrada (Universitad do Chile-CHI)
Jogadores que deixaram o clube: Delaye (fim de carreira), Carrasso J. (Rennes), Cabella (Arles-Avignon), Costa (Valencia-ESP), Montano (Rennes), Colombo, Benhamida, Compan
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Na temporada passada, o Montpellier estava de volta à Ligue 1. Era de se imaginar uma campanha modesta, cercada de cuidados para que o clube não amargasse um retorno prematuro à segunda divisão. O time, porém, superou as expectativas mais otimistas. Por diversas rodadas, esteve envolvido na briga pela liderança e conquistou uma vaga na Liga Europa. Embora viva um sonho, o clube tem a consciência de que seu segundo ano na elite será bem mais complicado. De coadjuvante, o time agora terá os holofotes sobre ele. Além disso, há dúvidas de como reagirá ao se dividir em duas frentes de batalha. A esperança em repetir a boa campanha anterior esbarra exatamente no elenco, de pouco estofo para manter um bom nível em dois torneios importantes, e que ainda perdeu alguns de seus elementos mais fundamentais.
Costa e Victor Montaño, essenciais para a excelente temporada do MHSC, deixaram o clube e substitui-los parece uma tarefa complicada. Em uma tentativa de aumentar o nível técnico do grupo, o clube se reforçou com Estrada e Kabze, com passagens pelas seleções chilena e turca, respectivamente. Outra aposta se chama Olivier Giroud. O atacante foi o artilheiro da Ligue 2 na última temporada, quando marcou 21 gols pelo Tours e surge como possível substituto para Montaño. Ao menos ele tem perfil para servir como referência na área: Giroud tem 1,92m e 88kg, o que lhe confere força suficiente para brigar com os zagueiros adversários. Para o Montpellier, que tinha no ataque suas principais preocupações, parece uma opção interessante. O clube só espera não se desesperar caso fique pelo caminho na Liga Europa, com um elenco em busca de entrosamento.