Guia da Ligue 1 (II)

Na segunda parte da apresentação da temporada, os favoritos Lyon e Olympique de Marselha,além de Lorient, Montpellier, Nancy, Nice e Rennes
Transferências – legendas
Definitiva (time)
Empréstimo* (time)
Retorno de empréstimo# (time)
Lorient
Nome: Football Club Lorient-Bretagne Sud
Fundação: 1926
Site oficial: www.fclweb.fr
Estádio: du Moustoir (18.890 torcedores)
Técnico: Christian Gourcuff
Colocação em 2010/11: 11º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Jérémie Aliadière
Fique de olho: Remi Mulumba
Quem chegou: Jérémie Aliadière, Maxime Barthelme# (Paris FC), Florent Chaigneau (Le Poiré-sur-Vie), Mathieu Coutadeur (Monaco), Sébastian Dubarbier# (Tenerife-ESP), Lucas Mareque (Independiente-ARG), Kevin Monnet-Paquet (Lens), Pedrinho (Acadêmica-POR), Gabriel Peñalba# (Estudiantes-ARG), Julien Quercia (Auxerre), Adama Touré (Paris-SG B)
Quem saiu: Morgan Amalfitano (Olympique de Marselha), Rafik Bouderbal, Antoine Buron, Lionel Cappone (Brest), Francis Coquelin# (Arsenal-ING), James Fanchone (Le Havre), Kevin Gameiro (Paris-SG), Guillaume Gégousse, Alban Joinel, Jeremy Le Sourne, Olivier Monterrubio, Jeremy Morel (Olympique de Marselha), Givestin N'Suki, Franco Sosa (Boca Juniors-ARG), Gilles Sunu (Arsenal-ING)
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa
Já se tornou rotina: a cada intertemporada, o Lorient vê diversos de seus jogadores mais importantes deixarem o clube e precisa se mexer para compor um grupo praticamente novo para disputar a Ligue 1. Após quase beliscar uma vaga na Liga Europa, a equipe traçou um objetivo muito claro e pretende terminar o torneio entre os dez primeiros colocados. Aos poucos, os Merlus abandonam o pensamento de apenas evitar o rebaixamento. Nas mãos de Christian Gourcuff, a equipe mantém um bom padrão de jogo, voltado para um estilo ofensivo, que não sofre alterações mesmo com tantas modificações sofridas no grupo. O Lorient deseja manter essa combinação entre um bom treinador e uma política de contratações acertada para permanecer no bloco intermediário.
Para cumprir tal missão, o time sofreu uma perda considerável. Kevin Gameiro deixou o Lorient após três temporadas e 50 gols na Ligue 1. O atacante, que viveu seu melhor momento na temporada passada, quando foi convocado para a seleção francesa, transferiu-se para o Paris Saint-Germain e deixou uma grande dúvida na cabeça de Gourcuff: quem seria o mais indicado para substituí-lo? Os Merlus apostam em Jérémie Aliadière, eterna promessa do futebol francês e que não vingou até agora em seus 28 anos de idade. Cabe lembrar que o time também perdeu Morgan Amalfitano, seu principal garçom e cérebro do meio-campo. Isso sem contar as saídas de Jérémy Morel, Fanchone, Cappone, Sosa e Coquelin. As chegadas de Mathieu Coutadeur, Lucas Mareque e Julien Quercia, entre outros, parecem pouco para suprir tamanhas lacunas. No entanto, Gourcuff tem a habilidade necessária para fazer um grupo modesto e que apostará em muitos jovens render bem.
Lyon
Nome: Olympique Lyonnais
Fundação: 1950
Site oficial: www.olweb.fr
Estádio: Gerland (41.842 torcedores)
Técnico: Rémi Garde
Colocação em 2010/11: 3º
Competição europeia: fase preliminar da Liga dos Campeões
Destaque: Lisandro López
Fique de olho: Thimothée Kolodziejczak
Quem chegou: Loïc Abenzoar# (Arles-Avignon), Bakary Koné (Guingamp), John Mensah# (Sunderland-ING), Nicolas Seguin# (Dijon), Yannis Tafer (Toulouse)
Quem saiu: Cesar Delgado (Monterrey-MEX), Pape Diakhaté# (Dynamo Kiev-UCR), Mathieu Gorgelin* (Red Star 93), Joan Hartock (Brest), Ousmane N'Diaye (Arles-Avignon), Jérémy Toulalan (Málaga-ESP)
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões
Quem passar por Gerland verá um grande canteiro de obras, mas não em torno do estádio. O OL passa por uma grande reconstrução, acelerada pelos decepcionantes resultados das últimas temporadas. O presidente Jean-Michel Aulas enfim acordou e mandou o treinador Claude Puel procurar outro emprego. O dirigente não suportou a pressão por resultados, ainda mais pelos gastos estratosféricos com a contratação de reforços e que praticamente não deram retorno. Em vez da gastança, a ordem agora é economizar e dar vez aos jovens revelados pela base lionesa. Para coordenar este processo, a escolha mais lógica para ocupar o lugar deixado por Puel foi nomear Rémi Garde, técnico das categorias inferiores do clube.
O discurso megalômano de erguer um império lionês na França e tomar conta da Europa deu lugar a planos bem mais humildes. Conquistar uma vaga na Liga dos Campeões sem sofrimento já estará de bom tamanho para um grupo em transição. De cara, o ambiente tenso da última temporada sofreu uma melhora considerável com as mudanças na comissão técnica. Aulas cortou gastos, diminuiu a folha salarial (muito por conta das saídas de César Delgado, Jérémy Toulalan e Pape Diakhaté) e nem colocou a cara para fora da janela de transferências. As dificuldades, porém, já deram as caras, como se viu com as lesões de Miralem Pjanic e Yoann Gourcuff antes mesmo do início da Ligue 1. Se o time sentia uma excessiva dependência em torno do atacante Lisandro López, a temporada não promete ser das mais animadoras para o argentino, que deve se acostumar ainda mais com a solidão na linha de frente. Garde promete acabar com isso. Até como uma espécie de ruptura com o estilo de Puel, o novo treinador mudou o esquema tático e adotou o 4-4-2. Além disso, ele se faz mais presente nos treinamentos, com ênfase no toque de bola rápido. Com um elenco repleto de jovens, o OL prepara o terreno para voltar a convencer.
Montpellier
Nome: Montpellier Hérault Sport Club
Fundação: 1974
Site oficial: www.mhscfoot.com
Estádio: de La Mosson (32.900 torcedores)
Técnico: René Girard
Colocação em 2010/11: 14º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Romain Pitau
Fique de olho: Younes Belhanda
Quem chegou: Henri Bedimo (Lens), Rémy Cabella# (Arles-Avignon), Hilton (Olympique de Marselha), Grégory Lacombe# (Monaco), Jonathan Tinhan (Grenoble)
Quem saiu: Romain Armand (Clermont), Xavier Collin, Adrien Coulomb* (Vannes), Antoine Jouan (Clermont), Guillaume Legras* (Martigues), Mickaël Nelson (SV Babelsberg 03), Hugo Rodriguez (Arles-Avignon), Anthony Scribe, Emir Spahic (Sevilla-ESP)
Objetivo na temporada: ficar no meio da tabela
Era para ser uma temporada excelente para o Montpellier, mas quase terminou em tragédia. O time, quinto colocado em 2009/10, chegou a liderar, mas amargou uma brusca queda de rendimento e ficou com um modesto 14º lugar. Com um grupo jovem, o MHSC espera ter aprendido a lição para não repetir esta campanha repleta de oscilações. A maior mudança ficou por conta da saída de Emir Spahic. Se por um lado o time perde em experiência e liderança, por outro terá a oportunidade de mudar sua imagem negativa. O Montpellier ficou marcado como uma equipe que joga duro. Na última Ligue 1, o time foi o último colocado no ranking de fair play com 83 cartões amarelos recebidos e nove expulsões. Spahic tem grande participação nestas estatísticas negativas, já que ficou suspenso por 12 partidas.
O espaço deixado por Spahic na defesa não foi preenchido. Falou-se em André Luiz, Paulão e Zoumana Camara, mas quem chegou foi o brasileiro Hilton, vindo do Olympique de Marselha. O clube praticamente não se mexeu na janela de transferências. Henri Bedimo, do Lens, foi o reforço de maior prestígio. O treinador René Girard não deve mudar o esquema tático da equipe, montado em um 4-3-2-1. No entanto, a formação se mostrou frágil do ponto de vista ofensiva na última temporada. O Montpellier marcou apenas 32 gols em 38 rodadas e teve o segundo pior ataque da Ligue 1, à frente apenas do ridículo Arles-Avignon. Younes Belhanda, de 21 anos, carrega as esperanças de que esta seca do ataque terminará em breve. O time segue a linha de aproveitar a base. Dos 29 jogadores do elenco, nada menos do que 16 vieram do centro de formação do clube.
Nancy
Nome: Association Sportive Nancy-Lorraine
Fundação: 1967
Site oficial: www.asnl.net
Estádio: Marcel Picot (20.085 torcedores)
Técnico: Jean Fernandez
Colocação em 2010/11: 13º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Pascal Bérenguer
Fique de olho: Massadio Haïdara
Quem chegou: Jean Calvé# (Sheffield United-ING), Alexandre Cuvillier (Boulogne), Helder# (Politehnica Timisoara-ROM), Lossemy Karaboué (Sedan), Benjamin Moukandjo (Monaco), Guy N'Dy Assembe (Nantes), Salif Sané* (Bordeaux), Distel Zola (Monaco)
Quem saiu: Gennaro Bracigliano (Olympique de Marselha), Bocundji Ca (Reims), Julien Féret (Rennes), Benjamin Gavanon (Amiens), Ronan Le Crom, Alfred N'Diaye (Bursaspor-TUR), Landry N'Guemo (Bordeaux), Marama Vahirua (Monaco)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
A temporada 2011/12 marca uma nova era no Nancy. Após flertar com o rebaixamento na última Ligue 1, o time passou por uma profunda reformulação. A principal mudança ocorreu no comando da equipe. Depois de nove temporadas, o técnico Pablo Correa decidiu respirar novos ares. Para o lugar do uruguaio, a diretoria do clube buscou Jean Fernandez, que estava no Auxerre havia cinco anos. Embora tenha sido movido pelo espírito de aceitar um desafio, Fernandez sabe que precisará fazer milagres em um elenco em fase de mudanças. O ASNL confia no senso do treinador de aproveitar bem os garotos vindos das categorias de base para evitar um novo fiasco e o perigo do rebaixamento.
Na última edição da Ligue 1, o Nancy já contava com um elenco jovem, mas agora o time perdeu alguns de seus principais nomes. Julien Féret voltou ao Rennes; Gennaro Bracigliano se transferiu para o Olympique de Marselha; já Landry N'Guémo acertou com o Bordeaux. Sem dinheiro e com a necessidade de melhorar seu ataque, o ASNL assegurou a chegada de Lossémy Karaboué, destaque do Sedan. Os olhares da torcida, porém, já não encontram Marama Vahirua. O atacante, que deixaria o ASNL se Correa continuasse, foi emprestado ao Monaco para a disputa da Ligue 2. Nem o estilo ofensivo do novo técnico e a possibilidade de atuar ao lado de outro jogador ofensivo para ajudá-lo (ao contrário do isolamento montado pelo ex-técnico) convenceram o taitiano, que tentará se reerguer na segunda divisão.
Nice
Nome: Olympique Gymnaste Club Nice Côte d'Azur
Fundação: 1904
Site oficial: www.ogcnice.com
Estádio: du Ray (17.415)
Técnico: Eric Roy
Colocação em 2010/11: 17º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: David Ospina
Fique de olho: Esmael Gonçalves
Quem chegou: Fabrice Abriel (Olympique de Marselha), Didier Digard (Middlesbrough-ING), Raúl Fernandez (Universitario-PER), Kévin Gomis (Naval-POR), Camel Meriem (Arles-Avignon), Fabián Monzon (Boca Juniors-ARG), Mickaël Poté# (Le Mans)
Quem saiu: Adeilson (Criciúma-SC), Mamadou Bagayoko, Habib Bamogo, David Bellion# (Bordeaux), Chaouki Ben Saada, Julien Berthomier* (Red Star 93), Alain Cantareil, Ismaël Gace (Boulogne), Lionel Letizi, Daniel Ljuboja (Legia Varsóvia-POL), Grégory Paisley (Guingamp), Abeiku Quansah (Arsenal Kiev-UCR), Jonathan Quartey, Abdou Traoré# (Bordeaux), Mahamane Traoré (Metz)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
Um futuro bem mais otimista se desenha para o Nice. O panorama no clube tende ao lado positivo após algumas grandes mudanças e a perspectiva de crescimento. Tanta esperança começa com a chegada de Jean-Pierre Rivière à presidência do clube no lugar de Gilbert Stellardo. A primeira consequência logo foi sentida nos cofres do OGC, com um aporte de € 12 milhões. O ambicioso projeto dos Aiglons também se observa com outra novidade. Após passar dez anos no Olympique de Marselha, Julien Fournier assumiu o posto de diretor geral do Nice, o que confere um ar de credibilidade aos planos da nova diretoria. Para completar, está prevista para daqui a dois anos a abertura do novo estádio da equipe, com capacidade para 35 mil pessoas.
Em termos práticos, o time ainda respira ares modestos, se comparado com as ambições dos dirigentes. O Nice terminou a última Ligue 1 na 17ª posição e por pouco não amargou o rebaixamento. A discrição deve se manter como a ordem principal. Ao menos o time conseguiu manter Mounier e Ospina, seus principais jogadores. O treinador Eric Roy se mostrou animado com as contratações de Monzon, Meriem e Digard, mas o OGC ainda precisa resolver um problema sério: a falta de peso de seu ataque. O clube chegou a cogitar as transferências de Ludovic Giuly e David Trezeguet; porém, tudo ficou no campo dos rumores. Enquanto sonha com uma nova era de fartura, o Nice encara um presente bem menos interessante. Se não se cuidar, o OGC corre o risco de ver todo o seu belo planejamento ficar completamente comprometido.
Olympique de Marseille
Nome: Olympique de Marseille
Fundação: 1899
Site oficial: www.om.net
Estádio: Vélodrome (60.013 torcedores)
Técnico: Didier Deschamps
Colocação em 2010/11: 2º
Competição europeia: fase de grupos da Liga dos Campeões
Destaque: André Ayew
Fique de olho: Nicolas Nkoulou
Quem chegou: Morgan Amalfitano (Lorient), Gennaro Bracigliano (Nancy), Alou Diarra (Bordeaux), Pape M'Bow# (Cannes), Jeremy Morel (Lorient), Nicolas Nkoulou (Monaco)
Quem saiu: Fabrice Abriel (Nice), Brandão# (Grêmio-RS), Mohamed Dennoun, Charley Fomen (Clermont), Jules-Stéphane Goda, Gabriel Henize (Roma-ITA), Hilton (Montpellier), Sénah Mango* (Monaco), Leyti N'Diaye* (Ajaccio), Alexander Ndoumbou* (Orléans), Taye Taiwo (Milan-ITA)
Objetivo na temporada: briga pelo título
Não passa outra ideia pelos lados do Vélodrome: o Olympique de Marselha mira recuperar sua coroa. Desde 2007, o time termina a Ligue 1 no pódio, mas o vice-campeonato na última temporada deixou um gosto amargo. Afinal, o time estava em melhor fase do que Lille na reta final do campeonato e bobeou quando mais precisava confirmar seu bom momento. Os marselheses se cercaram de cuidados para fazer uma preparação melhor para 2011/12 e, obviamente, evitar alguns erros. Nos dois últimos anos, o OM torrou em torno de € 80 milhões na contratação de reforços. Agora, a diretoria adotou uma política de análise mais adequada dos gastos para melhorar a relação custo-benefício. O clube gastou € 10 milhões em transferências, mas trouxe nomes interessantes para resolver alguns dos principais problemas do time.
Lucho González, por exemplo, não se sentirá mais tão isolado na armação e o time não se desesperará quando o argentino se ausentar. Amalfitano, destaque do Lorient por suas assistências, estará lá. Dos Merlus, também veio o defensor Morel. No meio-campo, Alou Diarra passa a dar as cartas no combate e na proteção à zaga. Isso sem contar na manutenção de André Ayew, cada vez mais maduro e em plena evolução. Pode-se lamentar as perdas na defesa com as saídas de Hilton, Heinze e Taiwo, mas o OM está bem servido neste setor. Outro fator fundamental para acreditar em um bom desempenho foi a renovação de contrato de Didier Deschamps assim que a Ligue 1 terminou. Sem a incerteza quanto ao futuro do treinador e com a rápida integração de reforços, os marselheses pelo menos evitaram a confusão do ano passado, com as saídas de Niang e Ben Arfa e as chegadas precipitadas de Rémy e Gignac.
Rennes
Nome: Stade Rennais Football Club
Fundação: 1901
Site oficial: www.staderennais.com
Estádio: de la Route de Lorient (31.127 torcedores)
Técnico: Frédéric Antonetti
Colocação em 2010/11: 6º
Competição europeia: fase preliminar da Liga Europa
Destaque: Julien Féret
Fique de olho: Chris Mavinga
Quem chegou: Benoît Costil (Sedan), Cheikh Diarra (Stade Malien-MLI), Julien Féret (Nancy), Chris Mavinga (Liverpool-ING), Cheikh N'Diaye# (Paris FC), Vincent Pajot# (Boulogne), Jonathan Pitroipa (Hamburg-ALE), Yacine Qasmi (Paris-SG)
Quem saiu: Lhadji Badiane (Laval), Gaëtan Caro, Johann Carrasso* (Monaco), Bira Dembele (Sedan), Nicolas Douchez (Paris-SG), Franck Julienne* (Le Havre), Fabien Lemoine (St-Etienne) , Jérôme Leroy (Evian), Sylvain Marveaux (Newcastle-ING), Florent Petit (Arles-Avignon), Samuel Souprayen (Dijon)
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões
O fim de temporada do Rennes foi um desastre. De candidato ao título, o time deixou escapar a vaga na Liga dos Campeões que parecia certa. Nos últimos doze jogos, o time conquistou uma mísera vitória. Embora o discurso aponte para objetivos mais modestos, os rubro-negros querem mesmo subir ao pódio e deixar de vez a imagem de equipe que fraqueja nos momentos decisivos. Um dos principais vilões apontados para a queda brutal de rendimento da equipe na segunda metade da Ligue 1 foi o número excessivo de jogadores lesionados. A diretoria tomou suas providências para solucionar este problema: demitiu toda a equipe médica. O técnico Frédéric Antonetti traçou como meta atingir os 52 pontos, no mínimo, e ficar entre o quarto e o nono lugares.
O elenco sofreu poucas alterações. Embora tenha sofrido algumas baixas consideráveis, o Rennes tratou logo de encontrar substitutos. No gol, Nicolas Douchez foi para o Paris Saint-Germain e terá sua vaga preenchida por Costil, do Sedan. Jérôme Leroy e Sylvain Marveaux também foram embora, mas Julien Féret e Jonathan Pitroïpa chegaram como substitutos. Aliás, Féret retorna aos rubro-negros pela porta da frente. Com passagem pelas categorias de base do clube, ele teve uma boa temporada no Nancy e até foi lembrado para a seleção francesa. Embora o setor ofensivo tenha sido reforçado, ainda falta ao Rennes um atacante mais fixo na área, o que deve causar preocupações a Antonetti. Por enquanto, o treinador deve se virar mesmo com Boukari (que marcou sete gols na temporada passada) e Montano (com nove).


