FrançaLigue 1

Guia da Ligue 1 (II)

Lorient

Nome: Football Club Lorient-Bretagne Sud
Fundação: 1926
Site oficial: www.fclweb.fr
Estádio: du Moustoir (18.890 pessoas)
Técnico: Christian Gourcuff
Colocação em 2011/12: 17º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Alain Traoré
Principais reforços: Sebastian Dubarbier (Córdoba-ESP), Ludovic Giuly (Monaco), Fabien Robert (Doncaster Rovers-ING), Alain Traoré (Auxerre)
Objetivo na temporada: ficar no bloco intermediário

Na última temporada, o Lorient correu riscos de ser rebaixado, mas conseguiu sobreviver com certo perigo. Embora deseje um 2012/13 menos atribulado, o clube preparou-se de forma modesta e confia em suas categorias de base para se sustentar. Os Merlus têm consciência de que seu elenco está fora da briga pela parte de cima da tabela, ainda mais por sofrer pouquíssimas mudanças com relação à Ligue 1 passada. O técnico Christian Gourcff conduz um grupo que se dá bem, mas ainda carece de maior experiência. O grande projeto da equipe está mesmo na formação de jovens, como bem transparece sua política e a clara inspiração em La Masia – sim, a intenção é desenvolver algo bem parecido com o feito pelo Barcelona.

Isso explica a contratação de Régis Le Bris, que deixou o Rennes para assumir a organização das categorias de base do Lorient. O clube o trata como um reforço mais importante do que qualquer outro que vista a camisa laranja da equipe. Le Bris terá como função primordial descobrir talentos regionais e lapidá-los para o FCL. Enquanto os planos estão em seus primeiros passos, os Merlus agiram no presente e reforçaram o elenco com Alain Traoré. O meio-campista, ex-Auxerre, custou € 5 milhões e atende a um velho pedido de Gourcuff: contar com alguém capaz de organizar a distribuição de jogo da equipe e dar as condições necessárias para Aliadière finalizar. O jogador também exercerá outro papel fundamental: o de líder extracampo.

Nancy

Nome: Association Sportive Nancy-Lorraine
Fundação: 1967
Site oficial: www.asnl.net
Estádio: Marcel Picot (20.085 pessoas)
Técnico: Jean Fernandez
Colocação em 2011/12: 11º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Yohan Mollo
Principais reforços: Paul Alo’o Efoulou (Le Havre), Thomas Ayasse (Arles-Avignon), Pascal Berenguer (Lens), Abdou Dampha, Romain Grange (Châteauroux), Jeff Louis (Le Mans), Yohan Mollo (Granada-ESP), Vincent Muratori (Monaco), Sébastien Puygrenier (Zenit St. Petersburgo-RUS), Fouad Rachid (Epinal), Salif Sané (Bordeaux), Marama Vahirua (Monaco), Simon Zenke (Samsunspor-TUR)
Objetivo na temporada: ficar no bloco intermediário

Após a excelente temporada 2007/08, quando terminou a Ligue 1 na quarta posição, o Nancy se acostumou a campanhas de pouco brilho. Para o novo ano, o panorama parece ser um pouco diferente dos anteriores. A cada fim de campeonato, o ASNL via seus principais nomes se despedindo em busca de melhores oportunidades e a equipe demorava para repor as perdas e engrenar com os substitutos. Para 2012/13, pelo menos nesse ponto a torcida ficou mais tranquila. Os destaques do time no segundo turno da última edição do Francês continuam no grupo: Sébastien Puygrenier, Yohan Mollo e Salif Sané. Houve também algumas baixas, mas as saídas de Niculae, Cuvillier e Jeannot significaram uma queda considerável na folha salarial do clube. Nada mal para alguém cujo orçamento aparece bem curto.

O Nancy também se apoia no discurso geral dos pequenos de buscar talentos em suas categorias de base por questões econômicas. O técnico Jean Fernandez, que fez valer seu desejo de impedir a debandada geral de jogadores do elenco, espera que o ASNL mantenha sua força em casa, quando amedrontou os grandes da Ligue 1 e somou preciosos pontos para escapar da zona de rebaixamento. O plano principal consiste em manter um equilíbrio desde o início para não repetir a desastrosa largada da última temporada. Primo de Gignac, Mollo continua como a referência do time tanto por sua qualidade técnica como pela sua habilidade nas jogadas de bola parada.

Nice

Nome: Olympique Gymnaste Club Nice Côte d’Azur
Fundação: 1904
Site oficial: www.ogcnice.com
Estádio: du Ray (17.415 pessoas)
Técnico: Claude Puel
Colocação em 2011/12: 13º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Eric Bauthéac
Principais reforços: Eric Bauthéac (Dijon), Julien Berthomier (Red Star), Dario Cvitanich (Ajax-HOL), Delle Joris (Metz), Romain Genevois (Tours), Thimothée Kolodziejczak (Lyon), Mahamane Traoré (Metz)
Objetivo na temporada: ficar no bloco intermediário

O futuro bate às portas do Nice. A construção do estádio do clube está bem encaminhada e, se não houver contratempos, a arena ficará pronta em 2013. Os Aiglons sonham em, enfim, ter uma casa que proporcione maiores lucros e consequentemente alivie a situação de penúria de seus cofres. Este dia, porém, ainda vai demorar para chegar e o time precisa se concentrar na realidade. A chegada do técnico Claude Puel traz esperanças para uma equipe que acumula fracassos. Sua missão será na verdade trabalhar a longo prazo. Ele sabe que não terá muitas condições de fazer o Nice voar longe nesta temporada, mas seus olhos estão voltados para o amanhã.

Puel recebeu a tarefa de construir os alicerces para o OGC se tornar uma das forças do país em breve. Como? O treinador terá à disposição um bom grupo de jovens jogadores, que conquistaram o título da Copa Gambardella na última temporada. Sua experiência à frente do Lyon o torna capaz de usar seu conhecimento para montar uma estrutura compatível com os planos da diretoria: fazer o Nice um frequentador assíduo de competições continentais. Por hora, ele deve se virar com um elenco que perdeu seu principal nome (Anthony Mounier se transferiu para o Montpellier) e composto por atletas medianos. Embora goste de trabalhar com um grupo com este perfil, Puel precisará de muita paciência. Em campo, a chegada de Eric Bauthéac, um dos destaques do Dijon na temporada passada, tem como intuito resolver um dos problemas que mais comprometem a equipe: a construção de jogadas no meio-campo.

Rennes

Nome: Stade Rennais Football Club
Fundação: 1901
Site oficial: www.staderennais.com
Estádio: de la Route de Lorient (31.127 pessoas)
Técnico: Frédéric Antonetti
Colocação em 2011/12: 6º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Yann M’Vila
Principais reforços: Romain Alessandrini (Clermont), Abdoulaye Diallo (Bastia), Franck Julienne (Le Havre)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias

O Rennes vive um eterno déjà vu: ao final da temporada, o clube lamenta sua queda de rendimento que lhe custou a classificação para a Liga dos Campeões. Para esta temporada, o panorama para a equipe se mostra um pouco mais negativo. Com um elenco praticamente inalterado, os Rouge et Noir precisam lidar com um orçamento menor. Como não se classificou para disputar qualquer competição europeia, o Rennes viu uma queda de aproximadamente 15% de suas receitas. Se antes pensava em incomodar os grandes e beliscar um lugar no pódio, o time agora reviu suas metas e se contentará em repetir o desempenho de 2011/12. O técnico Frédéric Antonetti contará com um elenco jovem e de pouca experiência, cujas caras novas vieram do centro de formação da equipe. Ou seja: terá trabalho para fazer o time, enfim, dar liga e evitar uma nova decepção.

Há ainda o risco de perder um de seus principais jogadores. O meio-campista Yann M’Vila despertou a cobiça de alguns clubes e pode fazer suas malas em breve. Esta indefinição promete ser o principal entrave para o Rennes se reforçar. O clube deseja reduzir sua folha salarial e enquadrá-la em sua política de contenção de gastos. M’Vila renderia pelo menos € 20 milhões, um dinheiro muito esperado para quem se mostra ávido para ir às compras, mas precisa de mais dinheiro para trazer algo especial. Kader Mangane, Tongo Doumbia, Youssouf Hadji e Stéphane Dalmat já foram embora. Razak Boukari e Victor Hugo Montano por enquanto ficam, mas têm sinal verde para sair caso recebam alguma oferta interessante. O Rennes contratou apenas dois jogadores até o momento e gastou € 5 milhões: Romain Alessandrini e Abdoulaye Diallo estavam na Ligue 2. Sem grandes novidades, o Rennes também não deve ir muito além do que fez um ano antes.

Saint-Étienne

Nome: Association Sportive de Saint-Étienne Loire
Fundação: 1919
Site oficial: www.asse.fr
Estádio: Geoffroy-Guichard (26.747 pessoas)
Técnico: Christophe Galtier
Colocação em 2011/12: 7º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Pierre-Emerick Aubameyang
Principais reforços: Mustapha Bayal Sall (Nancy), Brandão (Olympique de Marselha), François Clerc (Nice), Renaud Cohade (Valenciennes), Romain Hamouma (Caen), Jessy Moulin (Clermont), Guirane N’Daw (Birmingham), Idriss Saadi (Reims)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias

Após alguns sustos vividos em temporadas anteriores, quando flertou demais com o rebaixamento, o Saint-Étienne fez uma boa Ligue 1 em 2011/12 e terminou o campeonato em sétimo lugar. A palavra de ordem no clube é estabilidade. A diretoria reconhece não ter condições de traçar uma vaga na Liga dos Campões como sua grande meta, mas trabalha para continuar a evolução do ASSE com passos firmes. Os Verdes dão continuidade ao seu plano de longo prazo. O clube gastou € 5,2 milhões para se tornar proprietário do centro de treinamento de Etrat. Ainda serão investidos outros € 3,5 milhões para modernizá-lo. Tudo com o intuito de reforçar a tradição do Saint-Étienne de ser um clube revelador de talentos. Por enquanto, a diretoria obteve êxito em seu plano de gastar menos. A folha salarial caiu de € 33 milhões para € 20 milhões para esta temporada. O orçamento gira em torno de € 50 milhões e com a consciência de não fazer negócios malucos – como a contratação do atacante Sanogo, na época no Werder Bremen, por € 5 milhões em 2009.

Sob esta ótica, o Saint-Étienne reforçou seu elenco com François Clerc, Renaud Cohade e Brandão, todos em fim de contrato e sem custar um centavo aos cofres do clube. A única despesa foi com Romain Hamouma, do Caen, que custou € 4 milhões. Os Verdes também apostam muito no seu caldeirão de Geoffroy-Guichard, mas com intenção além do clima criado por sua torcida. O estádio, que será usado na Euro-2016, tornou-se uma ferramenta muito útil para as finanças do ASSE. A diretoria espera que a casa do time (que passará a abrigar 40 mil torcedores) atraia mais sócios e, consequentemente, renda mais recursos – em fenômeno parecido com o ocorrido com o Lille. Em campo, o Saint-Étienne deve contar com um setor ofensivo de respeito, já que as caras novas (exceto Clerc) se juntam a Pierre-Emerick Aubameyang, autor de 16 gols na última Ligue 1.

Sochaux

Nome: Football Club Sochaux-Montbéliard
Fundação: 1928
Site oficial: www.fcsochaux.fr
Estádio: Auguste Bonal (20.005 pessoas)
Técnico: Éric Hély
Colocação em 2011/12: 14º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Cédric Bakambu
Principais reforços: Roy Contout (Auxerre), Omar Daf (Brest), Frédéric Duplus (Guingamp), Cédric Kanté (Panathinaikos-GRE), Simon Pouplin, Ishmael Yartey (Benfica-POR)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento

Permanecer na Ligue 1 se tornou um martírio para o Sochaux. A equipe conseguiu se manter na elite a duras penas nas últimas temporadas e alternou desempenhos regulares com ruins. Não dá para esperar coisa melhor para 2012/13, ainda mais quando o time perdeu sua referência. O meia Marvin Martin, principal articulador dos Leões, trocou a equipe pelo Lille em uma transação que custou € 10 milhões. Se isso já não fosse motivo de desespero, o clube se despediu também de Teddy Richert e Modibo Maïga, enfraquecendo um elenco que já carecia de qualidade. Para agravar este quadro, a diretoria acha que vai surgir um novo Martin de suas categorias de base em um passe de mágica e traça planos um tanto quanto ousados demais para quem acaba de sofrer um ferimento grave: não só evitar o rebaixamento como lutar por uma boa posição no pelotão intermediário.

Para colocar em prática sua pretensão de lançar a molecada no time principal, o Sochaux terá Éric Hély no comando. O treinador tem a seu favor a experiência de trabalho nas categorias de base dos Leões, mas terá muitas dificuldades para mesclar estes talentos com os jogadores mais experientes que permaneceram na equipe. Há a confiança de que nomes que brilharam na Copa Gambardella de 2010, quando o Sochaux chegou à final, entrem e resolvam. Cédric Bakambu desponta como uma das esperanças de dias melhores no time. O jovem de 21 anos deve ganhar mais oportunidades entre os titulares com a saída de Maïga e provar seu valor, já exibido com a conquista do título europeu sub-19 em 2010.

Toulouse

Nome: Toulouse Football Club
Fundação: 1970
Site oficial: www.tfc.info
Estádio: Municipal (35.470 pessoas)
Técnico: Alain Casanova
Colocação em 2011/12: 8º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Jonathan Zebina
Principais reforços: Olivier Blondel (Troyes), Jonathan Zebina (Brest)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias

Quem enfrentou o Toulouse na temporada passada tinha uma certeza: teria pela frente uma defesa bastante encardida, mas com ataque que pouco preocupava. O TFC deseja mudar esta imagem para 2012/13, mas sem deixar de lado seu conjunto. Mesmo que a Liga Europa tenha escapado de suas mãos por apenas cinco pontos, os Violetas traçam como objetivo evitar o rebaixamento – um exagero, diga-se. Para se sustentar na primeira metade da tabela, o Toulouse praticamente não se reforçou, o que pode comprometer suas metas de se tornar um time de melhor qualidade ofensiva. A deesa, mais uma vez, foi o principal foco do clube na janela de transferências.

Com a saída de Daniel Congré para o Montpellier, havia a necessidade urgente de substituí-lo à altura. O TFC fez um bom negócio ao trazer Jonathan Zebina, que estava no Brest e já chegou com moral – ele é o novo capitão da equipe. Se o setor defensivo parece manter o equilíbrio, as atenções se voltam para o ataque. Emmanuel Rivière sabe da necessidade de mostrar serviço e justificar os € 6 milhões gastos em sua contratação na temporada anterior. O atacante marcou apenas cinco gols em 2011/12. Passado o período de adaptação, o jogador tem ciência de que precisa explodir e justificar a grande confiança depositada pelo treinador Alain Casanova. Com o apoio de Wissam Ben Yedder e Daniel Braaten, Rivière almeja seguir caminho semelhante ao traçado pelo Montpellier, considerado como um time defensivo em 2011 e que ficou com a taça logo em seguida.

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