Guia da Ligue 1 (I)

Na primeira parte da apresentação do campeonato, um apanhado com os promovidos Ajaccio, Dijon e Évian, além de Auxerre, Bordeaux, Brest e Caen
Transferências – legendas
Definitiva (time)
Empréstimo* (time)
Retorno de empréstimo# (time)
Ajaccio
Nome: Athletic Club Ajaccio
Fundação: 1910
Site oficial: www.ac-ajaccio.com
Estádio: François-Coty (10.660 torcedores)
Técnico: Olivier Pantaloni
Colocação em 2010/11: 2º na Ligue 2
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Guillermo Ochoa
Fique de olho: Benjamin André
Quem chegou: Mehdi Mostefa (Nîmes), Ilan (sem clube), Damien Tibéri (Sedan), Leyti N'Diaye* (Olympique de Marselha), Guillermo Ochoa (América-MEX), Samuel Bouhours (Le Mans), Frédéric Sammaritano (Auxerre), Paul Lasne (Bordeaux), Charvet Mickaël# (FC Gap Hautes Alpes), Jackson Mendy (Grenoble)
Quem saiu: Jean-François Rivière (Clermont), Laurent Bernardi, Toufik Guerabis, Julien Viale (Laval), Billy Modeste
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
O Ajaccio está de volta à Ligue 1, mas tem planos bastante modestos. O clube da Córsega tem o menor orçamento de todos os participantes da primeira divisão francesa e, por isso, pouco investiu para cumprir seu propósito de não cair. Não dá para pensar em outra coisa quando se tem “apenas” € 16 milhões à disposição – apenas para comparar, o PSG gastou quase o triplo para contratar Javier Pastore. O treinador Olivier Pantaloni destacou qual deve ser a aposta do ACA para esta temporada: a força de seu grupo. O elenco sofreu poucas modificações, mas o clube contratou alguns jogadores que realmente podem fazer a diferença a seu favor.
Para o gol, por exemplo, chegou o experiente Guillermo Ochoa, da seleção mexicana. O jogador, cotado para acertar com o PSG, livrou-se de uma acusação de doping e, aos 26 anos, terá a chance de atuar na Europa. O efeito de sua chegada já foi sentido: o site do ACA teve um salto de audiência: a média de 8 mil visitas diárias passou para 30 mil após a contratação do goleiro. O clube pensa em fazer até uma versão em espanhol de sua página oficial. O meio-campista Frédéric Sammaritano também traz na bagagem sua passagem pelo Auxerre. No entanto, o Ajaccio carece de reforços para o ataque, o que pode lhe custar preciosos pontos logo na arrancada do torneio. O time corso espera ao menos manter seu poder quando atua em casa: na última Ligue 2, a equipe foi dona do melhor desempenho como mandante.
Auxerre
Nome: Association de la Jeunesse Auxerroise
Fundação: 1905
Site oficial: www.aja.fr
Estádio: de l’Abbé-Deschamps (24.493 torcedores)
Técnico: Laurent Fournier
Colocação em 2010/11: 9º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Stéphane Grichting
Fique de olho: Ben Sahar
Quem chegou: David Camps# (Luzenac), Rudy Haddad (Châteauroux), Issam Jemâa (Lens), Omar Kossoko (Amiens), Ben Sahar* (Espanyol-ESP)
Quem saiu: Andrianantenaina, Valter Birsa (Genoa-ITA), Máxime Bourgeois* (Châteauroux), Máxime Jasse (Villefranche-sur-Saône), Ireneusz Jelen, Steven Langil* (Sedan), Willy Maeyens* (Besançon), Jean Mignot (St-Etienne), Bernard Onanga (Litex Lovech-BUL), Benoît Pedretti (Lille), Loïc Puyo (Amiens), Julien Quercia (Lorient), Rémy Riou (Toulouse), Frédéric Sammaritano (Ajaccio), Johnson Soumahoro
Objetivo na temporada: meio da tabela
Com a saída de diversos jogadores importantes de seu elenco, o Auxerre foi obrigado a recorrer à juventude para esta temporada. Após um 2010/11 especial, mas ao mesmo tempo complicado, pela participação na Liga dos Campeões, o AJA vive uma situação anedótica: sonha em voltar à LC, mas preocupa-se mesmo em se distanciar o rebaixamento. Esta dualidade se explica de forma simples: a inexperiência do grupo. O discurso quase utópico do clube esbarra nas mudanças profundas sofridas internamente, que mudaram a característica do AJA de passar por intertemporadas bastante mornas.
Para começar, o poder no clube trocou de mãos. Agora, Gérard Bourgoin ocupa a presidência do Auxerre no lugar de Alain Dujon. Outra alteração de comando será mais sentida pelos jogadores. Jean Fernandez partiu em direção ao Nancy e foi substituído por Laurent Fournier, resgatado do Strasbourg. No elenco, as perdas mais sentidas foram as de Benoît Pedretti, Ireneusz Jelen, Quercia e Birsa – somente os jogadores mais experientes e importantes do time. Nas duas últimas temporadas, o AJA viveu uma dependência muito grande em torno dos gols marcados por Jelen e, por isso, o ataque se tornou a maior preocupação da equipe. A diretoria até pensou em trazer alguém com a mesma experiência, como Pierre-Alain Frau, mas optou pela juventude e contratou o israelense Ben Sahar (21 anos) e Omar Kossoko (23 anos). Ben Sahar teve boa atuação pelo Hapoel Tel Aviv, mas não dá para achar que ir bem em um clube israelense seja uma garantia de sucesso na Ligue 1. Não se deve esperar um Auxerre voltado para o ataque, mas sim um time fechado. Ou seja, uma aposta perigosa.
Bordeaux
Nome: Football Club des Girondins de Bordeaux
Fundação: 1881
Site oficial: www.girondins.com
Estádio: Chaban-Delmas (34.462 torcedores)
Técnico: Francis-Gillot
Colocação em 2010/11: 7º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Yoan Gouffran
Fique de olho: Grégory Sertic
Quem chegou: David Bellion# (Nice), Grzegorz Krychowiak# (Reims), Nicol. Maurice-Belay (Sochaux), Landry N'Guemo (Nancy), Henri Saivet# (Angers), Grégory Sertic (Lens), Abdou Traoré# (Nice)
Quem saiu: André# (Dynamo Kiev-UCR/Atlético-MG), Fernando Cavenaghi (River Plate-ARG), Alou Diarra (Olympique de Marselha), Pierre Ducasse (Lens), Fernando (Al Shabab-ARA), Christopher Glombard (Reims), Paul Lasne (Ajaccio), Maxime Poundje* (Nîmes), Ulrich Ramé (Sedan), Salif Sané* (Nancy), Mathieu Saunier (Troyes)
Objetivo na temporada: vaga em competições europeias
Pela segunda temporada consecutiva, o Bordeaux deixa de disputar uma competição europeia. A pressão vinda da diretoria em cima dos jogadores por um bom resultado em 2010/11 pesou demais no desempenho apenas discreto dos girondinos na última Ligue 1. Jean-Louis Triaud sabe que exagerou na dose; agora, o presidente fala em tom de brincadeira que o objetivo é assegurar a permanência na elite. A ausência nos torneios europeus afetou os cofres dos Marine et Blanc, e consequentemente prejudicou o clube na hora de buscar reforços para seu elenco.
Sem o dinheiro de outros tempos para contratar jogadores de peso, o Bordeaux teve sua principal modificação feita no banco de reservas. A aposta em Jean Tigana revelou-se um fiasco. O treinador tinha o voto de confiança da diretoria por ser alguém que conhecia os meandros do clube, mas fracassou completamente e perdeu o controle total sobre os atletas. Sem qualquer poder de influenciar o grupo, ele deixou o cargo e foi substituído por Francis Gillot, cuja primeira missão será recuperar a parte psicológica da equipe, que deixou de ser sinônimo de sucesso para se tornar um exemplo de fiasco. Alguns jogadores formados no clube (Ducasse e Lasne, por exemplo) saíram, mas outra página foi virada. Figura emblemática dos girondinos, o goleiro Ulrich Ramé se despediu dos Marine et Blanc, assim como o capitão Alou Diarra. O volante era o último membro da espinha dorsal montada por Laurent Blanc em 2009 (e que tinha Diawara, Diarra, Gourcuff e Chamakh) que permanecia no Bordeaux. Gillot terá em mãos um time em reconstrução e a chance de provar ser um dos melhores treinadores do país.
Brest
Nome: Stade Brestois 29
Fundação: 1903
Site oficial: www.stade-brestois.com/accueil.php
Estádio: Francis-Le Blé (16.000 torcedores)
Técnico: Alex Dupont
Colocação em 2010/11: 16º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Nolan Roux
Fique de olho: Tripy Makonda
Quem chegou: Éden Ben Basat (Hapoël Haïfa-ISR), Lionel Cappone (Lorient), Santiago Gentiletti (Argentinos Juniors-ARG), Diallo Guidilleye# (Troyes), John Jairo Culma (Maccabi Haïfa-ISR), Gregory Lorenzi# (Arles-Avignon), Tripy Makonda (Paris-Saint Germain), Johan Martial (Bastia), Jonathan Zebina (Brescia)
Quem saiu: Yvan Bourgis, Thomas Cotty, Filippos Darlas, Gaëtan Deneuve, Junior N'Tamé, Granddi Ngoyi# (Paris-Saint Germain), Fodie Traoré (Orléans)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
A surpresa geral causada pelo Brest na temporada passada, quando chegou até a liderar a Ligue 1, transformou-se em temor. O clube sabe que no segundo ano consecutivo na elite terá que mostrar se tem fôlego para continuar ou se seu destino será mesmo amadurecer na Ligue 2. Os torcedores se mostram apreensivos. Cabe lembrar que a queda brutal de rendimento da equipe se deu na segunda parte do último campeonato. O time praticamente não se mexeu no mercado de transferências e, para piorar, perdeu seu principal destaque. O assédio sobre Nolan Roux tem sido forte demais para um clube modesto como o Brest segurá-lo por muito tempo. Desta forma, o treinador Alex Dupont se viu forçado a mudar o esquema tático e tentar uma formação que deixasse o time menos exposto – e, logo, com mais chances de arrancar pontos de seus adversários.
O Brest atuava em um 4-2-3-1 em 2010/11; agora, adotou um 4-4-2. Preocupa ver que os reforços contratados chegam mais para compor o grupo do que assumir uma vaga entre os titulares. O clube pagou € 500 mil para ficar com o defensor Tripy Makonda, seu principal reforço. Muito pouco para uma equipe que perdeu sua referência ofensiva e precisa com urgência de uma boa organização tática. Não dá para apostar apenas na experiência adquirida em um ano na elite como arma para seguir na Ligue 1. Embora o sistema defensivo tenha mostrado qualidades na primeira metade da temporada passada, a queda brutal do time como um todo coloca em risco qualquer pretensão de permanência na primeira divisão. Sem este equilíbrio, as chances de rebaixamento já assustam.
Caen
Nome: Stade Malherbe Caen
Fundação: 17/nov/1913
Site oficial: www.smcaen.fr
Estádio: Michel d’Ornano (21.500 torcedores)
Técnico: Franck Dumas
Colocação em 2010/11: 15º
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Pierre-Alain Frau
Fique de olho: Frédéric Bulot
Quem chegou: Frédéric Bulot (Monaco), Fayçal Fajr (Fréjus), Pierre-Alain Frau (Lille), Livio Nabab# (Laval), Ibrahima Tandia (Sochaux), Jerry Vandam* (Lille)
Quem saiu: Pablo Barzola, Youssef El-Arabi (Al Hilal-ARA), Romain Inez (Châteauroux), Riffi Mandanda* (Quevilly), Yohan Mollo# (Monaco), Thibault Moulin* (Châteauroux), Ismaila N'Diaye (Courtrai), Vincent Pullicino (Chaves-POR), Julien Toudic (Lens)
Objetivo na temporada: meio da tabela
Desde o início da década de 90, a torcida do Caen não sabia o que era ver o time por três temporadas consecutivas na Ligue 1. O SMC quer mostrar que a fase de time ioiô faz parte do passado, mas está ciente de que sua tarefa será bastante complicada. Em um primeiro momento, o time deu a impressão de que sofreria um desmanche e teria dificuldades em repor peças importantes. Em 2010/11, seu setor defensivo recebeu alguns elogios graças à velocidade do trio formado por Mollo, Hamouma e El Arabi. Quando dois deles deixaram o clube (Mollo e El Arabi), a incerteza pairou sobre o SMC. No entanto, a situação logo foi contornada e sem maiores preocupações.
Sem dinheiro para gastar com reforços, o Caen soube se virar muito bem no mercado de transferências. O clube nem precisou colocar a mão no bolso para garantir a chegada de Pierre-Alain Frau, cujo contrato com o Lille havia terminado. O técnico Franck Dumas ainda terá que descobrir a melhor forma de utilizá-lo no ataque (isolado, com um ou com dois outros atacantes?), mas não dá para se negar a extrema importância de contar com um jogador deste calibre no elenco. A experiência de Frau será essencial para auxiliar no desenvolvimento dos três jovens promovidos ao elenco profissional (Nangis, Dudouit e Wagué). O SMC pelo menos exibe um ambiente estável, com o presidente Jean-François Fortin no cargo desde 2002 e Dumas como técnico desde 2005. Além disso, cada jogador da equipe considerada como titular tem uma média de cinco temporadas no clube. O Caen almeja fazer desta tranquilidade outra de suas armas para conquistar um lugar no meio da tabela.
Dijon
Nome: Dijon Football Côte d'Or
Fundação: 1998
Site oficial: www.dfco.fr
Estádio: Gaston Gérard (15.998 torcedores)
Técnico: Patrice Carteron
Colocação em 2010/11: 3º na Ligue 2
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Grégory Thil
Fique de olho: Abdoulaye Bamba
Quem chegou: Zakaria Diallo (Charleroi-BEL), Freddy Drogba (Le Mans), Thomas Guerbert (Luzenac), Christoph Jouffreau, Brice Jovial (Le Havre), Daisuke Matsui (Grenoble), Abdoulaye Meïte (West Brom-ING), Baptiste Reynet (Martigues), Younousse Sankharé (Paris-Saint Germain), Samuel Souprayen (Rennes), Grégory Thil (Boulogne), Cédric Varrault (Panionios-GRE)
Quem saiu: Lhadji Badiane (Rennes), Charley Fomen# (Olympique de Marselha), Franck Grandel, Mickaël Isabey, Jérôme Martin (Orléans), Stéphane Morisot (Rouen), Florent Ogier* (Besançon), Sebastian Ribas (Genoa-ITA), Nicolas Seguin# (Lyon), Youcef Touati
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
Não dá para pensar diferente. O Dijon subiu para a primeira divisão já com medo da zona da degola. Com um orçamento de € 20 milhões, o segundo menor da elite, o time tem sonhos bastante modestos. As contratações feitas pelo clube seguem a mesma linha: encontrar jogadores com alguma experiência na elite e que tenham a ambição de provar seu nível. Seguindo este plano, o Dijon contratou Cédric Varrault, Abdoulaye Meïté, Daisuke Matsui, Younousse Sankharé e Grégory Thil. Meïté, por exemplo, deixou o Olympique de Marselha pela porta dos fundos em 2006. Após passar por Bolton e West Bromwich Albion, ele retorna ao futebol francês para mostrar que pode vingar na Ligue 1. O Patrice Carteron deposita suas fichas no defensor para dar maior estabilidade a um setor que enfrentou dificuldades na temporada passada e ainda sofre com a inexperiência de seus titulares.
O maior desafio do Caen, porém, está em seu ataque. Sebastián Ribas deixou saudades. O atacante uruguaio marcou 23 gols na última Ligue 2 e foi o grande nome da equipe em sua campanha. No entanto, ele deixou o DFCO para acertar com o Genoa, em uma transferência que não rendeu um euro sequer aos cofres da equipe. Para preencher esse abismo, o clube aposta em Thil, autor de 94 gols em 202 partidas pelo Boulogne-sur-Mer. Outro candidato a fazer a torcida esquecer Ribas se chama Brice Jovial, que marcou 13 gols pelo Le Havre em 2010/11. Seriam bons nomes para a disputa de uma segunda divisão, mas eles precisam confirmar suas condições de goleadores em um torneio de nível elevado. Resta saber se esta mescla entre jogadores jovens e veteranos de qualidade questionável será suficiente para o Dijon cumprir sua meta de permanecer naelite.
Évian
Nome: Évian Thonon Gaillard Football Club
Fundação: 2003
Site oficial: www.etgfc.com
Estádio: Parc des Sports (12.243 torcedores)
Técnico: Bernard Casoni
Colocação em 2010/11: campeão da Ligue 2
Competição europeia: nenhuma
Destaque: Sidney Govou
Fique de olho: Jonathan Mensah
Quem chegou: Karim Boutadjine (Noisy-le-Sec), Fabrice Ehret (Köln-ALE), Sidney Govou (Panathinaïkos-GRE), Saber Khelifa (Esperance-TUN), Jérôme Leroy (Rennes), Jonathan Mensah (Udinese-ITA), Patrick N'Tolla# (Rodez), Antoine Ponroy# (Paris FC), Mohammed Rabiu (Chievo-ITA), Yannick Sagbo (Monaco), Daniel Wass# (Benfica-POR)
Quem saiu: Amaury Borel, Piere Bouby (Metz), Hervé Bugnet, Cláudio Caçapa (Avaí-SC), Nicolas Goussé, Mathieu Lafon (Cannes), Pape M'Boup, Oumar Pouye (Metz), Jonathan Roufosse (Cannes)
Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento
A maior surpresa entre os participantes da Ligue 1 nesta temporada tem nome e sobrenomes quase quatrocentões. O Évian, criado há apenas quatro temporadas (se levarmos em conta somente sua última mudança estatutária), chega à elite graças aos investimentos de Franck Riboud, o homem-forte da Danone, e o prestígio de nomes como Zinedine Zidane e Bixente Lizarazu, membros de seu quadro de acionistas. Sua escalada em velocidade supersônica chama a atenção e o coloca em um patamar diferente dos outros promovidos. A primeira impressão seria classificar o Évian como candidato natural ao posto de Grenoble ou Arles-Avignon desta temporada. No entanto, a condição de saco de pancadas deve ser analisada com cuidado. Afinal, todo o planejamento do clube iria, com o perdão do trocadilho, por água abaixo (explicação: Évian é a marca de água mais conhecida do mundo; a sede do clube se localiza em uma região com diversas fontes, exploradas pela Danone).
O Évian conta com um grande potencial econômico. Seu orçamento de € 26 milhões foi suficiente para suprir a saída do zagueiro Cláudio Caçapa, cuja experiência foi fundamental para o excelente desempenho do time na Ligue 2. O clube não teve problemas para contratar figuras emblemáticas como Jérôme Leroy, Sidney Govou e Fabrice Ehret. Outras apostas interessantes ficam na defesa, por conta dos jovens Jonathan Mensah, campeão mundial sub-20 em 2009 por Gana, e Daniel Wass, da seleção dinamarquesa. Não dá para se negar que Zidane torna qualquer projeto interessante e atraente para qualquer um, o que facilita demais na hora de fechar um acordo com algum reforço. No entanto, o Évian terá que mostrar em campo ser bem mais do que uma experiência bem sucedida. O Arles-Avignon também teve uma ascensão meteórica e foi uma vergonha completa na última temporada. Talvez faltava ao clube a experiência de mercado de uma empresa como a Danone, que projeta o sucesso do Évian com passos firmes – tanto que o novo estádio da equipe, parte fundamental deste processo de crescimento, será inaugurado em 2015.


