França

Giroud marcou duas vezes e superou Platini como segundo maior artilheiro da seleção francesa

Eu sei, eu sei. Giroud supera Platini é uma frase estranha. Mas verdadeira. O atacante do Chelsea marcou duas vezes, nesta quarta-feira, na goleada por 7 a 1 sobre a Ucrânia e chegou a 42 gols pela seleção francesa, superando os 41 do craque dos anos oitenta. Tornou-se o segundo maior artilheiro do time nacional, atrás apenas de Thierry Henry, com 51.

Este foi o 100º jogo de Giroud pela França, o que facilita bastante a conta: ele tem uma média de 0,42 gols por partida. É inferior à de Platini (0,57, 41 gols em 72 partidas) e próxima à de Henry (0,41, 51 tentos em 123 duelos). Não quer dizer que ele é do nível desses jogadores, apenas que ele fez 42 gols em 100 jogos.

Giroud, por exemplo, fez apenas quatro desses 42 gols em grandes competições – duas Eurocopas e duas Copas do Mundo. Um dado que não desmerece seu futebol, mas o explica. Ele é um atacante relativamente confiável e regular. Por isso, marca com frequência e tem muita utilidade como peça de elenco, alguém a quem recorrer quando o titular está em má fase – como o Chelsea fez este ano após o declínio de Tammy Abraham – ou em algumas situações específica.

Quando chega o mais alto nível, os atributos de Giroud são úteis para outro tipo de função. Consegue fazer o pivô, prender a bola no ataque, ganhar pelo alto e tem presença de área. Na Copa do Mundo da Rússia, foi essencial para fazer fluir o ataque com Griezmann e Mbappé. Não é um atacante que pode liderar a linha ofensiva de um time que precisa de seus gols, mas pode ser muito importante como uma das engrenagens.

A Ucrânia, bem modificada em relação ao time que disputou dois jogos da Liga das Nações em setembro, especialmente na defesa, não estava em seu dia mais iluminado. Exemplo: levou um gol de semi-bicicleta do garoto Eduardo Camavinga, 17 anos, antes dos dez minutos. Giroud emendou um golaço de fora da área e ampliou, de cabeça, no rebote de um chute de Aouar.

Mykolenko desviou uma cobrança de escanteio contra o próprio patrimônio, e a Ucrânia foi ao intervalo perdendo por 4 a 0. Tsygankov descontou com uma boa jogada individual e uma batida seca de fora da área, mas a França estava insaciável. Mbappé, que havia entrado no intervalo, deu um lindo passe de calcanhar para Tolisso bater colocado de longe e depois dominou driblando dentro da área antes de anotar o sexto da França.

Mais um exemplo de que não era o dia da Ucrânia: Griezmann bateu de fora da área, a bola desviou no meio do caminho e se tornou o sétimo gol da campeã mundial.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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