Nem Dembélé, nem Vitinha: Endrick revela qual jogador mais lhe impressionou na Ligue 1
Declaração do atacante brasileiro destaca jogador fora do eixo mais midiático
Em alta no futebol francês, Endrick tem colhido os frutos da decisão de deixar o banco do Real Madrid para ganhar minutos no Lyon. Já adaptado e com papel relevante na equipe, o atacante também passa a olhar com mais atenção para o cenário ao seu redor — e, nesse processo, elegeu quem mais o impressionou na Ligue 1: Florian Thauvin.
— Conheci Thauvin no EA FC, joguei com a carta dele e depois fui assistir aos jogos aqui na França… ele é incrível! — disse Endrick ao “Canal+Foot”.
Quem é Florian Thauvin?
Aos 33 anos, Florian Thauvin vive fase curiosa na carreira. Depois de anos de protagonismo no Olympique de Marselha — onde foi campeão mundial em 2018 com a seleção francesa e atingiu o auge técnico — o meia-atacante encontrou novos ares e hoje é peça-chave no surpreendente Lens, atual vice-líder da Ligue 1.
Canhoto e com tendência a buscar o jogo por dentro, Thauvin tem atuado majoritariamente aberto pela direita no Lens, mas longe de ser um ponta fixo. Parte do corredor para dentro, ocupa zonas centrais e, em muitos momentos, funciona quase como um meia ofensivo ou segundo atacante.
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Na atual temporada, seus números ajudam a explicar a admiração de Endrick: são 12 gols e oito assistências em 34 jogos, desempenho que o coloca entre os jogadores mais produtivos do campeonato.
Mais do que isso, Thauvin tem sido um dos pilares do Lens na histórica campanha que desafia a hegemonia do Paris Saint-Germain.
O título francês, no entanto, deve mesmo ficar com o time de Luis Enrique. Apesar do enorme esforço ao longo da temporada, o clube vermelho e dourado tropeçou nas últimas rodadas e agora está seis pontos atrás do Paris — faltando três rodadas para o término da Ligue 1.
O protagonismo de Thauvin ganha ainda mais relevância em um time que se destaca pelo coletivo forte, intensidade e organização tática. Dentro desse sistema, o francês funciona como a peça que desequilibra — seja com um chute de média distância, uma jogada individual ou um passe que quebra linhas.
Antes de chegar ao Lens na atual temporada, passou por Grenoble, Bastia, Olympique de Marselha, Newcastle, Tigres (México) e Udinese.
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Endrick encontra espaço e muda de patamar
Endrick vive uma guinada importante em sua ainda curta trajetória europeia desde que acertou o empréstimo ao Lyon na segunda metade da temporada. Antes disso, no Real Madrid, o cenário era de poucas oportunidades. Cercado por estrelas e ainda em fase de adaptação, o brasileiro acumulava minutos escassos e não conseguia ter sequência.
A mudança para o futebol francês, portanto, representava mais do que uma simples troca de clube: era uma necessidade para seu desenvolvimento. E a resposta veio rapidamente. No último domingo (3), o Lyon venceu o Rennes por 4 a 2, pela 32ª rodada da Ligue 1, com participação direta do brasileiro. Endrick marcou o último gol da partida e chegou ao oitavo pelo time francês, além de somar seis assistências.
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Os números refletem um crescimento evidente, mas o impacto vai além das estatísticas. Sob o comando de Paulo Fonseca, o atacante ganhou status de titular e passou a ser peça essencial no funcionamento ofensivo da equipe. Mais participativo, confiante e inserido no jogo coletivo, Endrick hoje ocupa um papel que parecia distante há poucos meses.
A vitória sobre o Rennes levou o Lyon aos 60 pontos, consolidando a equipe na terceira colocação e dentro da zona de classificação para a próxima Champions League.
Endrick de olho na Copa do Mundo
A sequência positiva de Endrick também começa a reverberar fora dos clubes. Depois de um período sem ser convocado, o jovem voltou a ser lembrado por Carlo Ancelotti na última Data Fifa, em março.
No amistoso contra a Croácia, Endrick entrou na reta final — já aos 30 minutos do segundo tempo — e teve papel decisivo na vitória brasileira. O atacante sofreu pênalti aos 40 minutos, logo após a Seleção sofrer o empate, e deu a assistência para Gabriel Martinelli fazer o terceiro gol já nos acréscimos.
A expectativa por uma vaga na lista final para a Copa do Mundo volta a ganhar força — algo que parecia improvável quando ainda era opção secundária no elenco do Real Madrid.
Ao aceitar o empréstimo ao Lyon, Endrick fez uma escolha que, agora, se mostra não apenas acertada, mas decisiva para o rumo de sua carreira a curto prazo. Em um ambiente com menos pressão e mais espaço para evoluir, encontrou o cenário ideal para dar o salto que precisava.