Domenech: “Ainda bem que não existe mais a guilhotina”

Raymond Domenech estava inspirado nesta terça-feira. Na entrevista coletiva concedida na véspera da partida contra a Sérvia, no Stade de France, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo-2010, o treinador da seleção francesa mais uma vez chamou a atenção por seus comentários ácidos. Logo no início da conversa, ele se dirigiu aos jornalistas e iniciou um discurso crítico.
“O cheiro de sangue interessa a vocês. Estou contente por apenas uma coisa: felizmente as leis de exceção e a guilhotina não existem mais. Do contrário, alguns de vocês [jornalistas] sentiriam prazer de me ver com aa cabeça lá. Talvez eu seria tratado melhor se tivesse matado alguém”, afirmou.
Contestado depois do fracasso dos Bleus na Eurocopa-08, quando a equipe foi eliminada ainda na primeira fase da competição, Domenech foi mantido no cargo pela federação francesa. Bastou a derrota por 3 a 1 para a Áustria, no sábado, na estréia das Eliminatórias-2010, para as críticas voltarem com força total.
O técnico não quis comentar sobre seu futuro à frente da França. “Vim aqui para falar do jogo contra a Sérvia. Não responderei a questões sobre meu destino”, alertou. Sobre o confronto, ele reclamou da pressão. “Ainda há 27 pontos para disputar. Jogamos uma partida em casa e temos a impressão de uma revolução. Espero que tenhamos um desempenho melhor do que contra a Áustria”, analisou.


