
Foi na temporada 1994/95, defendendo um Monaco treinado por Arséne Wenger, que começou a lenda de Thierry Henry, campeão do mundo, Invencível, maior artilheiro da história do Arsenal, maior artilheiro da história da França. Vinte e quatro anos depois, será também no Monaco que Henry dará início a sua nova carreira: neste sábado, o ex-jogador de 41 anos foi anunciado como técnico do clube francês, substituindo Leonardo Jardim.
Será o primeiro trabalho de Henry como treinador principal. Depois de ajudar a formar jovens para o Arsenal, ele recusou um posto como técnico do time sub-18 do clube porque Arséne Wenger exigiu que ele abrisse mão da sua carreira como comentarista de televisão. Em 2016, ele se tornou assistente de Roberto Martínez na seleção belga e contribuiu para o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2018.
A transição para a liderança de uma comissão técnica parecia iminente nesta temporada, depois de especulações de que ele poderia assumir o Bordeaux e o Aston Villa, que anunciou Dean Smith, esta semana, com John Terry como auxiliar, depois que a demissão de Jardim deixou Henry salivando por um retorno ao Monaco. O ex-jogador admitiu que recebeu boas propostas, mas está feliz pela decisão que tomou.
“Tive a sorte de receber algumas propostas muito atraentes nos últimos meses, mas o Monaco sempre estará perto do meu coração. Tendo começado minha carreira no futebol neste grande clube, parece ser coisa do destino que eu comece minha carreira de treinador aqui também. Estou muito animado por esta oportunidade, mas agora o trabalho duro precisa começar. Mal posso esperar”, disse.
O trabalho que Henry terá pela frente será realmente duro. Depois de conquistar o título da Ligue 1 em 2016/17, o Monaco passou por um desmanche profundo, com as vendas de jogadores como Mbappé, Bernardo Silva, Bakayoko e Mendy. Ainda assim, Leonardo Jardim conseguiu conduzir a equipe para a segunda colocação da última temporada. Mais atletas foram embora (Thomas Lemar, Fabinho, João Moutinho) e agora o clube está na zona de rebaixamento, após nove rodadas.
A queda de rendimento custou o emprego de Leonardo Jardim e deixa Henry precisando trabalhar em duas frentes. Uma delas é obviamente a recuperação dentro do Campeonato Francês, tentando evitar não apenas o rebaixamento, mas também a ausência na Champions League, após cinco participações seguidas. A outra é continuar o desenvolvimento de jovens que o seu antecessor conduziu com tanta maestria.


