França

De volta a Paris: Raí será investidor minoritário, embaixador e consultor do Paris FC

Ídolo no PSG, Raí é parte do grupo franco-americano Sport Bridges Venture, que entrou como acionista minoritário no Paris FC

A história de Raí na França é de um ídolo. Jogou no PSG de 1993 até 1998, com 207 partidas disputadas pelo clube parisiense e 69 gols. Agora a sua história no país, e na cidade, aumentará. Ele foi anunciado como embaixador e consultor do Paris FC, como parte do novo grupo de acionistas minoritários, o Sport Bridges Venture, um grupo franco-americano, que comprou cerca de 9% das ações por € 3 milhões do clube da Ligue 2.

Com isso, a Sports Bridges Venture se une ao acionista majoritário Pierre Ferracci, que detém entre 52% e 53%. Os outros acionistas são o Noah Football Group e o BRI Sports Holding, cada um com 10% das ações, e o Bahrein, que tem 20% das ações desde julho de 2020.

“Nossa ambição é continuar a construir um clube sustentável, ambicioso, competitivo e inovador em volta dos valores sociais que nos unem e que são importantes para nós. A qualidade, o humanismo da equipe e da gestão, as infraestruturas e os resultados dos times masculino e feminino do centro de treinamento nos ganhou. Além disso, com os atores internacionais do clube, desejamos apoiar o Paris FC a continuar a construir pontes esportivas, educacionais e de negócios entre regiões, municípios, universidades e empresas responsáveis ao redor do mundo”, afirmou Pascal Rigo, futuro administrador do clube, em comunicado oficial do Paris FC.

“Em toda a minha vida, meu destino e meus projetos sempre foram traçados em torno de valores, ideais, paixões e convicções muito bem definidas: solidariedade, humanismo, amor, espírito coletivo, justiça social, partilha, esporte, conhecimento, ser antes de ter, bons desafios e performance. Foi assim que construí um caminho que marcou minha vida, a história do Paris Saint-Germain, o coração de seus torcedores e minha alma, para sempre”, afirmou Raí no seu Instagram.

“O meu amor por Paris, pelo esporte e o desejo de novos desafios, que possam ter um impacto positivo em mim e na vida da sociedade, me levaram a aceitar esta nova aventura. Obrigado ao Paris FC por esta oportunidade. Obrigado ao esporte por me permitir outros grandes encontros e obrigado a Paris, esta cidade maravilhosa sempre aberta a novas experiências e grandes causas”, continuou o ex-jogador.

“Também quero deixar uma mensagem para os torcedores do PSG, dos quais tenho muito orgulho e que me marcaram para sempre. Sem eles não seria quem sou e hoje não poderia me comprometer com um novo desafio em torno do futebol na nossa capital. Espero que essa história continue entre nós e conto com vocês para sempre reunir e imaginar um futuro comum para nossa comunidade e futebol em Paris”.

Em entrevista, Raí também falou sobre o assunto. “Vou me investir, mas também trazer minhas ideias e parceiros para construir um projeto futebolístico sólido. Quero dar outra coisa, minha credibilidade, conheço muita gente e posso abrir portas”, afirmou Raí, de 57 anos, e que já ocupou cargo de diretor de futebol no São Paulo, clube do qual é ídolo.

“Para poder desenvolver um segundo clube em Paris, falamos sobre isso há muito tempo, aqui o projeto no Paris FC está crescendo ano a ano. Eles não estão longe da Ligue 1. É também uma forma de retribuir à cidade”, disse ainda o brasileiro, campeão da Copa do Mundo de 1994.

Apesar de trabalhar em outro clube de Paris, Raí disse que isso não mudará em nada a relação que tem com o PSG. “Isso não muda nada, nem o amor que tenho pelo clube, nem minha história com ele. Eu sempre serei parte do PSG e o clube sempre será parte da minha história. O Paris FC não é um grande rival. Se fosse assim, eu nunca teria feito isso. Tenho muito respeito pelo PSG. Entre mim e o PSG, sempre será algo forte”.

A história do PSG e do Paris FC estão enlaçadas. Fundado inicialmente em 1969, o Paris FC se uniu ao Stade Saint-Germain, formando o Paris Saint-Germain, em 1970. Posteriormente, por divergências no novo clube, os dissidentes retomaram o Paris FC em 1972, fazendo com que o PSG fosse rebaixado administrativamente à terceira divisão, porque o PFC tinha direito à vaga na primeira divisão. Contamos aqui toda a trajetória do PSG.

O Paris FC passou perto do acesso nesta temporada da Ligue 2. Chegou até a fase de playoff, quando foi eliminado pelo Sochaux em partida dramática. O objetivo do clube é chegar à Ligue 1 e se estabelecer na primeira divisão do país.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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