‘Nunca chorei depois de uma derrota, e hoje chorei ao entrar no vestiário’
Técnico viu os Olímpicos serem derrotados na final da Supertaça da França
A derrota do Olympique de Marseille nos pênaltis para o Paris Saint-Germain na final da Supercopa da França abalou o técnico Roberto De Zerbi, que admitiu não ter conseguido segurar as emoções ao encontrar com os jogadores no vestiário.
Mas além do resultado em si, o vice-campeonato teve um peso ainda mais individual para o treinador, que já declarou ter aceitado o convite do clube de Marselha onde um dos motivos seria “para vencer o PSG, porque eles representam poder e autoridade, e eu não gosto disso”.
Apesar da derrota na Supertaça da França, De Zerbi cumpriu, de certa forma, a sua promessa ao superar os rivais pela primeira vez na Ligue 1 desde 27 de novembro de 2011.
— Nunca chorei depois de uma derrota, e hoje chorei ao entrar no vestiário. Nos preparamos de uma maneira especial contra o melhor time da Europa, mas hoje o Olympique de Marseille mereceu a vitória — revela.
Os clubes parisienses proporcionaram uma partida equilibrada, onde o placar foi desenvolvido por erros nas jogadas, com o marcador sendo definido nos minutos do tempo regular.
Os Olímpicos se encaminhavam para o fim do jejum de 13 anos sem títulos, até que Gonçalo Ramos igualou a partida faltando apenas dois minutos para encerrar os acréscimos.
— Estou desapontado porque fizemos uma partida muito boa, mas a derrota dói. Fizemos um ótimo jogo, uma grande partida. O que me entristece é que queríamos deixar a nossa marca na história recente deste clube e ganhar um troféu, mas não conseguimos — afirma.

A derrota também chamou atenção para a luta do clube em manter uma sequência mais extensa de vitórias, já que o time, desde outubro, não consegue emendar uma sequência de vitórias maior que três jogos.
— Não é a mesma derrota que contra o Nantes no último domingo. Precisamos encontrar alguma consistência nas atuações da equipe, dar 100%, e essa é a coisa mais positiva que podemos tirar desta partida — pontua.
Os testes ‘malucos’ de De Zerbi
A regularidade tão desejada por Roberto De Zerbi também passará pela recuperação em meio aos testes do treinador. Na partida contra o Newcastle, o comandante optou por testes ousados, colocando Timothy Weah, um ponta driblador, como lateral-direito, e Darryl Bakola, jovem de 17 anos, como o “camisa 10” titular.
As escolhas não começaram tão bem e resultaram no gol do Newcastle, marcado por Harvey Barnes, logo aos seis minutos, em jogada que quebrou a linha de impedimento montada pela defesa, em um retrato de um atacante que não se adaptou aos movimentos de uma linha defensiva ainda.

O teste do italiano teve resquícios de bons momentos. Durante a primeira fase de construção, o Marseille saía com um quadrado no meio-campo, aproximando volantes, Greenwood e Bakola pelo meio e facilitando a criação de dinâmicas de terceiro homem atacando as costas da defesa.
Mas a virada veio mesmo com o ex-atacante do Arsenal no segundo tempo. Aubameyang balançou a rede duas vezes e foi responsável pela virada da equipe em meio a uma partida que passou a ser controlada pelos Olímpicos.



