França

Cantona aceita receber refugiados na sua casa e critica a crueldade dos países europeus

Cantona emite opiniões com a mesma facilidade com que fazia gols. O assunto mais quente na Europa, neste momento, é o fluxo de refugiados sem precedentes que o continente recebe, a maioria fugindo da guerra civil da Síria, da crueldade do Estado Islâmico ou dos conflitos da África. O francês, hoje em dia trabalhando como ator, de maneira nenhuma fugiria dessa briga. Afirmou em entrevista ao Le Parisien que receberia de bom grado famílias de imigrantes na sua própria casa e criticou a cruel hipocrisia dos líderes ocidentais.

LEIA MAIS: 80 clubes que disputam competições europeias doarão € 1 por ingresso para os refugiados

“Claro. Certamente. E seria muito bom se os 65 milhões de franceses também os aceitassem”, disse. “Nós criamos as guerras por motivos econômicos, as pessoas fogem por causa do caos que nós criamos, e nós não somos nem capazes de as recebermos em nossos países”.

Cantona, em seguida, deu uma voadora a um francês em especial. Ele revelou que votou no socialista François Hollande na eleição de 2012, mas votará em branco em 2017. O líder do país reluta em aceitar refugiados. “Não queremos receber muitos refugiados porque 55% dos franceses são contra e porque a Fronte Nacional (partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen) está crescendo em popularidade. Estamos nos aventurando no terreno deles”, criticou.

Na realidade, a última pesquisa, publicada na última quarta-feira, mostra a população francesa mudando de ideia e passando a aceitar com bons olhos a recepção dos refugiados. Um deles sempre foi a favor e se chama Eric Cantona. Quando ele abre a boca, pode se concordar ou não, mas sempre vale a pena ouvir o que ele diz.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo