França

Após bom trabalho pelo Verona, Igor Tudor substitui Sampaoli no Olympique de Marseille

Nono colocado da Serie A, Tudor terá o desafio de aproveitar a base deixada por Sampaoli, sem muitos investimentos

O Olympique de Marseille se mexeu rapidamente para substituir Jorge Sampaoli, que deixou o clube francês na última sexta-feira após 16 meses, um vice-campeonato francês e semifinal da Conference League. O croata Igor Tudor foi anunciado nesta segunda-feira, após fazer um bom trabalho com o Verona e com experiência em vários países, apesar de relativamente jovem para a profissão.

O ex-jogador de 44 anos que defendeu a Juventus por quase uma década teve experiências no Hajduk Split, clube no qual começou e encerrou sua carreira profissional, no Paok, da Grécia, e no Karabükspor e no Galatasaray, da Turquia. Assumiu a Udinese e teve mais uma breve passagem pelos croatas antes de aceitar ser assistente de Andrea Pirlo na Juventus.

Substituiu Eusebio di Francesco no Verona no começo da temporada e conseguiu transformá-lo em um time bastante competitivo, que ganhou da Roma, goleou a Lazio, venceu a Juventus e empatou com o Napoli, e tudo isso apenas em seus primeiros nove jogos pela Serie A. O Verona terminou a liga em nono lugar, com o quinto melhor ataque, com um desempenho acima dos seus recursos.

Ter conseguido montar uma equipe que é mais forte do que a soma das suas peça deve ter sido atraente ao Olympique de Marseille, que tem sempre a difícil missão de brigar com o Paris Saint-Germain. De certa forma, Sampaoli também consegue fazer isso, e teve uma ótima temporada, mas a sua constante cobrança por reforços enche o saco (para usar termos bem claros).

Tudor é um técnico promissor, com certa experiência, e mais acostumado a trabalhar com o que tem à disposição. O presidente do Olympique de Marseille, Pablo Longoria, havia dito em entrevista coletiva que as fricções “profissionais” com Sampaoli foram uma questão de “timing”, e não falta de ambição, o que indica que esta será uma janela de transferências menos movimentada.

Até agora, o clube francês se concentrou em garantir a permanência de jogadores que estavam emprestados – Pau López, Mattéo Guendouzi, Cengiz Ünder e Arkadiusz Milik – em vez de qualificar o elenco ou repor saídas importantes, como as de William Saliba e Boubacar Kamara. Uma temporada mais de transição, solicitando uma espinha dorsal, em vez de altos investimentos.

“Nesta temporada, teremos um desafio novo e bonito, com o clube retornando à Champions League. Estivemos lá antes e sabemos as exigências. Nossas fundações são baseadas na confiança em nosso jogadores e em nosso projeto, e precisamos de líderes que compartilham da nossa visão e entendem as expectativas dos nossos torcedores. Eu acho que encontramos o que precisamos com Igor Tudor e estou feliz por recebê-lo no nosso clube”, disse o dono do OM, Frank McCourt.

A nota oficial que o anuncia destaca que Tudor é conhecido por ter uma filosofia que “olha para o futuro, sempre tenta impor uma identidade forte em seus times” e que a sua “adaptabilidade, conhecimento tático e estilo ofensivo darão continuidade e ambição ao projeto”. Embora ofensivo como Sampaoli, Tudor montou um Verona que cultivava menos a posse de bola, com uma média de aproximadamente 50% na Serie A, versus mais de 60% do OM na Ligue 1 na última temporada.

Tudor estava livre no mercado desde o fim de maio, quando sua saída foi anunciada pelo Verona, após um acordo mútuo. De olho em oportunidade, dificilmente apareceria uma melhor que o Olympique de Marseille, um dos mais tradicionais clubes da França, com uma boa base montada por Sampaoli, vaga na Champions League e uma torcida apaixonada. Uma ótima situação para ratificar o seu potencial.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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