França

Após 18 meses de trabalho e até uma final de copa, Niko Kovac é demitido pelo Monaco

A imprensa francesa aponta erosão na confiança em suas capacidades, insatisfação com métodos de treinamento e resultados ruins nos jogos grandes como as causas

O Monaco confirmou neste sábado o que já vinha sendo especulado pela imprensa francesa. Apesar de bons resultados em 18 meses de trabalho, o técnico Niko Kovac foi demitido e deve ser substituído por Philippe Clement, comandante do Clube Brugge.

Segundo o comunicado oficial do Monaco, que contratou o lateral direito brasileiro Vanderson do Grêmio também neste sábado, Kovac foi informado da decisão na quinta-feira. Técnico do time B, Stéphane Nado comandará a equipe até um substituo ser anunciado, o que deve acontecer “em breve”. Os monegascos enfrentam o Quevilly neste domingo pela Copa da França.

Após se destacar pelo Eintracht Frankfurt e encontrar problemas para atingir as expectativas no Bayern de Munique, apesar de ter conquistado a Dobradinha nacional, Kovac chegou ao Monaco em meados de 2020 e fez uma boa primeira temporada. Com olho para detalhes táticos e um futebol ofensivo, foi terceiro colocado na Ligue 1, a cinco pontos do campeão, e chegou à final da Copa da França, com derrota para o PSG.

Os resultados oscilaram no começo desta temporada, mas o Monaco vinha se recuperando. Antes da pausa das festas de fim de ano, conseguiu a terceira vitória em quatro rodadas ao bater o Rennes. Perdeu apenas para o PSG nas últimas sete partidas pelo Campeonato Francês, mas com três empates.

No entanto, segundo a So Foot, a cúpula de futebol do Monaco, formada pelo dono Dimitri Rybolovlev, o presidente Oleg Petrov e o diretor esportivo Paul Mitchell, não acredita mais que “Kovac é o homem certo para o trabalho”. Entre os motivos, a publicação aponta “falta de coerência no nível tático, uma identidade de jogo que se desintegra e gestão de jovens no limite do razoável”.

Essa última crítica parece estranha porque Kovac ajudou a desenvolver jogadores como Aurélien Tchouaméni e o próprio brasileiro Caio Henrique, que teve sua melhor temporada na Europa sob o seu comando. Também haveria insatisfação com os seus treinamentos, “nos quais gritos e exercícios mais do que intensos costumavam estar na ordem do dia, o que acabou sendo irritante”, segundo a So Foot.

O Monaco não foi bem nos grandes jogos da atual campanha, derrotado em casa pelo Olympique Marseille e pelo Lyon. Empatou com o Lille e foi derrotado pelo PSG. Na Champions League, parou para o Shakhtar Donetsk nas fases preliminares. Na Liga Europa, liderou um grupo difícil, ao lado de Real Sociedad, PSV e Sturm Graz, e avançou direto às oitavas de final.

Clement está no Club Brugge desde 2019 e conquistou um par de títulos belgas, além de causar certo incômodo aos grandes em alguns jogos da Champions League – como na atual edição, na qual empatou com o PSG e venceu o RB Leipzig. Se for confirmado, assumirá o sexto colocado da Ligue 1, a quatro pontos da zona de classificação à Champions League.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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