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A soberba caiu

O Parc des Princes virou um território hostil para o Paris Saint-Germain – pelo menos em seus últimos jogos na Ligue 1. A derrota por 2 a 1 para o Rennes, a segunda seguida dos parisienses em casa, serviu como estopim para Carlo Ancelotti declarar: estamos em crise. O temor do técnico se explica facilmente: um ponto ganho dos últimos nove disputados e a perda da liderança, com o time agora colocado em um terceiro lugar.

Contra Saint-Étienne (derrota por 2 a 1 ) e Montpellier (empate por 1 a 1), o PSG desfilou uma série de desculpas para tentar justificar seus tropeços. Nestes dois jogos, o time terminou os 90 minutos com dez jogadores, o que provocou a ira de Ancelotti e de Leonardo. Foi evocado um complô anti-PSG, fruto da imaginação de quem se esforça para não reconhecer seus próprios defeitos. O momento da soberba acabou, sepultado por um Rennes correto e aplicado.

Em seu último jogo, o PSG atuou com seus onze jogadores contra um rival em desvantagem numérica por mais de uma hora – por 40 minutos, o duelo foi de 11 contra nove. Não dá para criticar a arbitragem, como em confrontos anteriores. A ausência de Zlatan Ibrahimovic fez o time da capital exagerar nos erros ofensivos, na imprecisão e na desordem. A exagerada dependência em torno do sueco faz a equipe entrar em parafuso quando ele não está em campo, o que provocou uma reflexão coerente de Ancelotti.

O PSG ainda não é um time, apesar de todo o investimento e a evolução apresentada na temporada. A equipe melhorou, subiu de produção se compararmos com o início da Ligue 1, mas ainda não encontrou aquele ritmo de funcionamento ideal, no qual não importam as peças em ação; o sistema permanece em equilíbrio. Se assim estivesse neste nível, a ausência de Ibrahimovic seria perfeitamente ajustada.

Alívio

Já eliminado da Liga dos Campeões, o Lille ao menos pode se despedir do torneio continental com alguma honra. Ameaçado de ser o clube francês com campanha mais pífia na história da competição, o LOSC mudou completamente sua escalação em Belarus e voltou com uma vitória por 2 a 0 sobre o Bate Borisov. O técnico Rudi Garcia preferiu dar chance aos jovens do elenco e não se arrependeu.

Os quatro primeiros duelos foram catastróficos para o Lille e a vitória fora de casa não apagará estas apresentações abaixo da crítica. Até porque o duelo contra o Bate Borisov esteve longe de ser uma redenção completa do LOSC. A equipe melhorou, é verdade, sobretudo se levarmos em conta a maior presença ofensiva. Por outro lado, a defesa continuou com problemas.

A sorte do Lille foi o Bate Borisov comprovar ter sido mesmo um fogo de palha. Após um início surpreendente, quando até superou o Bayern de Munique, o time bielorrusso se recolheu ao seu verdadeiro papel secundário na LC. O efeito das duas derrotas incontestáveis para o Valencia se fez sentir no elenco, que não conseguiu jogar bem mesmo diante dos reservas do Lille.

A defesa dos Dogues bateu cabeça, algo comum nesta temporada, e permitiu várias vezes aos jogadores do Bate Borisov ter chances preciosas para marcar. Os donos da casa, porém, abusaram da ruindade. Em uma partida fraca tecnicamente, o Lille ao menos saboreou alguma sobremesa após deixar o prato principal passar diante de seus olhos e nem sentir o gostinho de uma migalha.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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