A temporada europeia começa a esquentar os seus motores. E, entre as principais ligas do continente, o Campeonato Francês é o primeiro a ter seu pontapé inicial. Nesta sexta, o Paris Saint-Germain já inicia a defesa de mais um título jogando diante de sua torcida, no Parc des Princes, contra o Bastia. Além deles, Monaco e Guingamp fazem um bom confronto no principado. Mais uma vez, as expectativas de emoção na briga pela taça não são tão grandes. Ainda assim, há muito para ficar de olho nesta Ligue 1. Abaixo, separamos 10 boas histórias para acompanhar na competição, confira:
– Qual será a vantagem do Paris Saint-Germain no topo?

Obviamente, o objetivo dos outros times é desafiar PSG. Mas todo mundo sabe que vai ser difícil interromper a supremacia do clube da capital e evitar o pentacampeonato. O elenco dos parisienses é claramente superior e o domínio se dá rodada por rodada, com uma vantagem que chega a patamares impressionantes. Em 2015/16, os campeões terminaram com 31 pontos acima do vice, isso sem contar o saldo positivo de 83 tentos. A ausência de Ibrahimovic pode até diminuir o ímpeto do ataque, mas a consistência não deve faltar. Qualquer resultado diferente do título com sobras será surpreendente.
– Como o PSG lidará com suas duas principais mudanças
Mesmo que o favoritismo seja amplo, o Paris Saint-Germain não deixa de enfrentar seus desafios na temporada. Enquanto a Liga dos Campeões permanece como obsessão, o clube foi buscar Unai Emery para o comando, substituindo Laurent Blanc. Um técnico de competência comprovada, especialmente pela passagem no Sevilla, mas que deverá mudar os métodos de trabalho no Parc des Princes. E seu principal entrave será sanar a ausência de Zlatan Ibrahimovic. O sueco não ganhou nenhum substituto à altura, o que alça Edinson Cavani ao papel de líder do ataque. Levando em conta as oscilações do uruguaio, porém, nada garante o posto a ele. Di María, Pastore e Ben Arfa (usando como homem de referência na Supercopa) também podem se impor na hierarquia.
– O Lyon conseguirá ser um desafiante mais consistente?

No papel, o Lyon conta com um dos elencos mais interessantes da França, recheado de jovens talentos. Entretanto, nada disso é garantia para os Gones. O time se manteve nas duas últimas temporadas dentro da zona de classificação à Champions, mas oscilando demais para sonhar em perseguir o PSG. Agora, é esperar que o amadurecimento de algumas de seus protagonistas e o fim dos pesadelos com lesões possam impulsionar a campanha. Alexandre Lacazette, em ascensão no primeiro semestre, segue como a estrela da companhia.
– O novo comandante do Nice
Unai Emery será o técnico mais comentado da Ligue 1, com motivos. No entanto, é bom também prestar atenção no novo treinador do Nice. Depois de quatro anos e um grande trabalho na última temporada, Claude Puel seguiu ao Southampton. Para o seu lugar, a diretoria manteve o bom nível ao buscar Lucien Favre. O suíço fez seu nome com grandes desempenhos à frente do Borussia Mönchengladbach, o qual levou até mesmo à Champions. É ver como imprimirá o seu estilo vertical, em um elenco que perdeu alguns de seus protagonistas, especialmente Ben Arfa.
– O canto do cisne de Falcao García

Manchester United e Chelsea. Depois da grave lesão que sofreu em 2013/14, Radamel Falcao García tentou se reerguer na Premier League. Acabou transformando-se em um grande fracasso, sem qualquer garantia sobre o futuro de sua carreira. O artilheiro retorna ao Monaco buscando ao menos recuperar a fome de gols, embora os problemas físicos insistam em persegui-lo. A seu favor, terá um clube bem estruturado, no qual já brilhou e que se reforçou para permanecer como um participante costumeiro da Liga dos Campeões. O novo problema muscular que sofreu na última semana, contudo, é um péssimo indicativo ao colombiano de 30 anos.
– O Bordeaux e seus veteranos
Outro clube tradicional que tenta recuperar seu espaço é o Bordeaux. De campanhas medianas, em 2015/16 os girondinos passaram longe de brigar pelas competições europeias. E a resposta rumo a mais um ano se concentra principalmente em dois nomes experimentados: Toulalan e Ménez. Os veteranos chegaram de graça, para tentar garantir um pouco mais de tarimba. Resta saber qual será a evolução do elenco repleto de jovens, com um ou outro veterano que ainda resiste.
– O equilíbrio na luta pelas copas europeias
Se a briga pelo título inexistiu nos últimos anos, a corrida pelas copas europeias tem sido das mais interessantes na Ligue 1. Monaco e Lyon parecem um passo à frente da concorrência pela Champions, mas não dá para descartar outros candidatos. Lille e Saint-Étienne já estão acostumados em aparecer ao menos na Liga Europa. O Nice, agora com Lucien Favre, também espera repetir o bom desempenho da temporada passada. E ainda há o Rennes, de bom trabalho na base, que ameaçou chegar perto em 2015/16.
– O que será do Olympique de Marseille?

Uma incógnita. É assim que o Olympique de Marseille pode ser tratado. O time de maior torcida do país vem de uma péssima temporada, totalmente desarrumado, apesar de um ou outro destaque individual. Para esta temporada, teve perdas significativas, com a diretoria mais uma vez priorizando o caixa. E, pior, viu Mandanda e N’Koulou saírem de graça. Em contrapartida, os marselheses não deixaram de buscar seus reforços, com Cabella e Gomis encabeçando a lista. A expectativa está sobre a afirmação desta nova era, ainda mais sob as ordens de Franck Passi, um técnico que conhece o ambiente no Vélodrome, mas sem experiência em tamanho nível de exigência.
– Quem será a bola da vez entre os garotos?
A Ligue 1 possui uma vocação enorme para revelar talentos. Em uma liga na qual a maioria dos clubes não tem bala na agulha para fazer grandes contratações, o jeito é manter a roda da fortuna funcionando com as categorias de base. E as conexões com a África, principalmente, ajudam na renovação do pé-de-obra. Entre as apostas, olho em nomes como Thomas Lemar (Monaco), Sofiane Boufal (Lille), Vincent Koziello (Nice), Maxwel Cornet (Lyon) e Georges-Kevin N’Koudou (Olympique de Marseille), que se valorizaram significantemente nos últimos meses.
– O efeito da Eurocopa sobre o público
Ao longo dos últimos meses, a Ligue 1 já ganhou novos ou reformados estádios, frutos da realização da Eurocopa na França. Passado o torneio, há a expectativa de que a euforia repercuta também no torneio nacional, aumentando a ocupação nas arquibancadas. Apesar das grandes casas, a média de público não passou de 20,6 mil pessoas por partida em 2015/16.


